quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Maiara e Maraisa


Maiara e Maraisa além de irmãs, gêmeas e de aparência bem semelhante, compartilham do mesmo sonho e talento: a música sertaneja.

Nascidas em São José dos Quatro Marcos - MT, criadas em Araguaina – TO, hoje moram em Goiânia – GO, a cidade conhecida como berço da música sertaneja e que abriu muitas portas para a carreira da dupla. Com as vozes lindas e inconfundíveis e com o talento para a composição não tinha como ser diferente.



No ano de 2013 lançaram a música “No Dia do Seu Casamento” que tocou muito e alavancou a carreira da dupla, e que também contou com um clipe lindo que faz muito sucesso na internet com a interpretação das irmãs e hoje já tem mais de um milhão de visualizações.

Logo em seguida a dupla lançou o seu EP com algumas músicas autorais, e a música “É Rolo” contou com a participação da dupla Jorge e Mateus. O EP foi trabalhado por um ano e foi um trabalho que rendeu bons frutos.


No dia 31 de março de 2015 a dupla gravou na cidade de Goiânia o primeiro DVD da carreira, com um repertório escolhido a dedo, com uma estrutura linda e com participações pra lá de especiais como Jorge e Mateus, Cristiano Araújo, Bruno e Marrone e Marília Mendonça.


A nova música de trabalho da dupla, que também compõe o DVD é a “10 %”, música que vem agradando todos que escutam. O DVD foi lançado a nível nacional pela som livre em novembro de 2015. Quem assistiu o primeiro DVD garante ser um dos mais lindos de 2015! 


E quem ficou encantado com o primeiro DVD, vai se surpreender com o segundo – que será gravado no primeiro semestre de 2016.


A dupla Maiara e Maraisa virou referência no meio musical e se apresenta em vários estados brasileiros como São Paulo, Mato Grosso, Goiás, Tocantins, entre outros. Além de terem uma carreira promissora, elas são as maiores apostas femininas do sertanejo na atualidade.



FONTE

http://www.maiaraemaraisa.com.br/biografia

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Mário Castro Neves


Mário Castro Neves (12/11/1935 Rio de Janeiro, RJ) Instrumentista (pianista). Compositor. Irmão de Leo (baterista e advogado), dos trigêmeos Zeca (clarinetista amador), Iko (baixista e arquiteto) e Oscar (violonista, arranjador, compositor e produtor musical) e de Pepê (cantor). Sua casa, em Laranjeiras, abrigava reuniões musicais freqüentadas por artistas ligados à bossa nova. Estudou com o austríaco Hans Graff.


Na década de 1950, formou, com os irmãos Leo, Iko e Oscar, o quarteto American Jazz Combo, que se apresentava na Rádio Difusora de Petrópolis.

Em 1955, o grupo passou a atuar com a formação de quinteto, com a adesão, no vocal, de Manuel Gusmão, que viria a participar, como baixista, de discos de Jorge Ben ("Samba esquema novo"), Flora Purim ("Flora É MPM"), Meirelles ("Copa 5") e Wanda Sá ("Vagamente"). No repertório do conjunto, músicas do pianista e standards americanos.

Em 1957, o grupo foi convidado para participar da programação musical da TV Rio, apresentando-se aos sábados à noite em programa dirigido por Walter Clark.


Tornou-se amigo e parceiro de Ronaldo Bôscoli, com quem compôs "A menina e a rosa" e "Mamadeira atonal", samba interpretado por Bôscoli no I Festival de Samba-Session, realizado em setembro de 1959, no Anfiteatro da Faculdade Nacional de Arquitetura, que teve no elenco Carlos Lyra, Alaíde Costa, Nara Leão, Norma Bengell, Sílvia Telles e os irmãos Castro Neves, entre outros artistas.


Em 1962, desligou-se do quinteto que, renomeado como Oscar Castro Neves Quartet, viajou para Nova York para participar do histórico concerto de bossa nova no Carnegie Hall, em novembro desse mesmo ano. Oscar assumiu o piano, ao lado de Iko (baixo), Roberto Pontes Dias (bateria) e Henri Percy Wilcox (guitarra).


Formado em Química, voltou a atuar como pianista em 1965, quando deu uma "canja" no show do Copa Trio, no Bottle’s Bar (Beco das Garrafas, RJ), decidindo retomar sua atuação artística. Criou, em seguida, juntamente com o contrabaixista Novelli, o baterista Normando e as vocalistas Thaís do Amaral e Biba, o quinteto Samba S.A., que teve como único registro fonográfico o LP "Mário Castro Neves & Samba S.A", lançado, em 1967, pela RCA. No repertório, sua composição "Yearning Lovers" (c/ Sarita), além das músicas "Candomblé" (Danilo Caymmi, Edmundo Souto e Paulo Antônio), "Nanã" (Moacir Santos e Mario Telles), "De brincadeira" (Edmundo Souto e Danilo Caymmi), "Bye Bye Blackbird" (Mort Dixon e Ray Henderson), "E nada mais" (Durval Ferreira e Lula Freire), "Keep Talking" (João Donato e Crystal), "Vem balançar" (Walter Santos e Teresa Souza), "Once more" (Thaís do Amaral), "A morte de um deus de sal" (Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli), "Tá por fora" (Wilson Simonal e Chico Feitosa) e "Corcovado" (Tom Jobim).


Após realizar outros trabalhos no Brasil, como os arranjos para o LP "Tito Madi em nova dimensão" (RCA, 1968), viajou para o exterior, liderando a banda de apoio de Elza Soares em apresentações na Itália e na Inglaterra.

Até 1974, viveu em Londres, onde lançou, em 1973, um dos primeiros discos mixados em sistema quadrafônico, "Brazilian mood - Mário Castro Neves and his Orchestra".

Gravou, no Canadá, o LP "The Latin Band of Mário Castro Neves" (1975) e, na França, o LP "Un brésilien a Paris". Em 1977, radicou-se nos Estados Unidos.


Na década de 1980, lecionou composição, orquestração e regência na Princeton University, em New Jersey. Nessa mesma instituição, comandou o departamento de pesquisa sobre música latino-americana, ao mesmo tempo em que atuava em shows com seu grupo Subtle Chemistry, que marcou a volta do guitarrista Pat Martino à atividade, em 1984.

Nos anos 1990, abriu um estúdio de jingles em sociedade com Tony Camillo, com quem produziu vários discos, como "Love ride", da cantora Angel Sessions, em 1999. A faixa "Helena and I", retirada do LP "Brazilian mood - Mário Castro Neves and his Orchestra" (1973), foi incluída na compilação "A trip to Brazil Vol. 2: bossa & beyond (1999), produzida por Arnaldo DeSouteiro, tornando-se sucesso na cena acid-jazz.


Em visitas ao Brasil, apresentou-se nas casas noturnas Chiko’s Bar e Mistura Fina (RJ).

Em 2001, seu disco "Mário Castro Neves & Samba S.A." foi reeditado em CD, com produção de Arnaldo DeSouteiro (Jazz Station Productions). No repertório, as doze faixas originais e quatro bonus track: sua composição "Costa Brava" (c/ Chico Feitosa), "Rosa morena" (Dorival Caymmi) e "Estrada do sol" (Tom Jobim e Dolores Duran), incluídas somente no LP "The wonderful latin-american sound of Brazil", editado nos Estados Unidos, em 1968, além de "Carolina" (Chico Buarque). Em novembro de 2001, seu disco "Brazilian mood" foi relançado no Japão, pela Decca/Universal, sob a supervisão de Arnaldo DeSouteiro.



Em fevereiro de 2002, participou como pianista, compositor e arranjador do CD "Love dance", de Ithamara Koorax, para quem escreveu a musica "Someday", dedicada à cantora e a seu marido, o produtor Arnaldo DeSouteiro.

FONTE

http://dicionariompb.com.br/mario-castro-neves/dados-artisticos

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Diário da Música ♪♫: Cristiano Araújo


Diário da Música ♪♫: Cristiano Araújo: Cristiano Melo Araújo (Goiás, 24 de janeiro de 1986 – Goiânia, 24 de junho de 2015) cantor, instrumentista e compositor brasileiro de música sertaneja. Tornou-se conhecido pela sua voz poderosa e por alguns singles que foram bastante veiculados nas rádios como "Efeitos" (2011), "Você Mudou" (2012), "Maus Bocados" (2013), "Cê Que Sabe" (2014), "Hoje Eu Tô Terrível" (2015), entre outros.


Seu cachê era cerca de 200 mil reais, sendo um dos shows mais caros do Brasil ao lado de artistas como Anitta, Fernando & Sorocaba, Luan Santana e Cláudia Leitte.


Nascido no município de Goiânia, capital do estado de Goiás, Cristiano de Melo Araújo teve desde criança a influência da música sertaneja. Cantor por natureza, pois a música está no sangue,uma voz muito grave, vindo de família, desde seus bisavós, avós, pais e tios que sempre estiveram no meio da música, uma tradição que já dura quatro gerações.

Logo aos três anos, já mostrava sua aptidão na musica, que fez com que seu pai percebesse que Cristiano teria um futuro artístico, pois mesmo sem falar direito, já era afinado, e conseguia cantar no compasso da melodia. Aos 6 anos de idade, ganhou dos seus pais, João Reis de Araújo e Zenaide Melo Araújo, seu primeiro violão, no qual fez seus primeiros acordes.

Aos 9 anos, começou a fazer apresentações em público, participando de festivais, apresentando-se em festas e comemorações. Começou a compor muito cedo, e aos 10 anos fez sua primeira composição, daí em diante, foi-se aperfeiçoando a cada dia escrevendo músicas, e assim passou a ser procurado por artistas interessados em suas composições.


Aos 13 anos, gravou seu primeiro CD com 5 músicas para participar do Festival do Faustão, onde ficou entre os 6 melhores da região centro-oeste, ganhando o direito de gravar uma faixa no CD Jovens Talentos. Isso tudo fez com que as portas se abrissem para uma carreira promissora, fazendo shows em campanhas políticas, se apresentando em programas de televisão e participando de grandes eventos.

Continuou com sua carreira solo até os 17 anos, quando resolveu cantar em duplas; nesse período, que durou aproximadamente 6 anos, gravou alguns trabalhos em vídeos e CDs, não conseguindo o êxito esperado, mas amadurecendo como artista a cada dia.

Em 2010, resolveu seguir novamente carreira solo com um projeto mais ousado e diversificado, preparando a gravação de um CD e DVD com participações de grandes artistas de renome nacional.


Em 2011, o projeto foi concretizado, intitulado Efeitos, com participações de grandes cantores, como Jorge (da dupla Jorge & Mateus), Gusttavo Lima eHumberto & Ronaldo, dentre outros.

A partir daí, as coisas começaram a acontecer, com a explosão da música "Efeitos", de sua autoria, gravada com o amigo e companheiro de longa data Jorge e já na primeira semana de divulgação na internet, as visualizações foram incontáveis, totalizando em pouco tempo, mais de 5 milhões de acesso (nos vários vídeos postados). Com isso, a procura de contratantes pelo Brasil aumentou, proporcionando a média de mais de 20 shows por mês em todo território nacional.


O Google divulgou uma série de listas, chamada de "Zeitgeist", com os termos mais buscados em seu site durante 2011. Na categoria das letras de músicas mais procuradas no Brasil, ao lado de artistas consagrados como Paula Fernandes e Luan Santana, estava o "quase desconhecido" Cristiano Araújo, na terceira posição, com a canção "Efeitos".

Sem nenhum trabalho de divulgação que se compare ao dos artistas sertanejos do primeiro escalão, a canção não figura na lista de mais tocadas nas rádios em 2011, mas não fica de fora do repertório das boates e festas sertanejas. Nem mesmo Cristiano, que também é compositor da música, sabe explicar ao certo o sucesso da canção, mas aposta na questão da linguagem.

"Acho que a gente consegue passar a mensagem, o sentimento, de uma forma que as pessoas gostam e entendem. 'Efeitos' é uma composição minha, do Raynner Sousa, do Vitor Lima e do Didi Latino. Toda música que eu escolho gravar é pelo coração, pelo sentimento, e não porque eu acho que pode dar certo ou não. Tenho a impressão de que o sucesso de 'Efeitos' é por conseguir passar de uma forma certa o sentimento que eu quis passar" —comenta.


Agora, o mais novo fruto desse trabalho, foi a participação de Cristiano no programa Domingão do Faustão, no qual foi premiado por votação direta do público e garantiu a sua participação em um dos maiores festivais sertanejos do Brasil, o Sertanejo Pop Festival 2012 realizado em São Paulo.

2012 — 2013: Ao Vivo em Goiânia e Continua

Cristiano Araújo durante um concerto em Caldas Novas, em 2013.



Em 2012, lançou seu segundo álbum ao vivo, intitulado Ao Vivo em Goiânia, com participações de Bruno & Marrone, Fernando & Sorocaba, Israel & Rodolffo, Hugo Henrique, seu pai João Reis, entre outros. O show gravado no dia 8 de fevereiro no Atlanta Music Hall, contou com uma superprodução e um dos pontos altos do espetáculo foi o painel de LED de última geração, com efeitos incríveis.


O cantor fez sucesso com a regravação do hit "Bará Berê" (que foi tema da novela Salve Jorge da Rede Globo) e com a música "Você Mudou", uma versão sertaneja de "Making Love Out of Nothing at All", do Air Supply.


Nesse DVD também foi lançada para as rádios a canção "Mente Pra Mim", que tornou-se um Hit em todo o país, pontuando principalmente no primeiro semestre de 2013.


Em 2013, o cantor fez uma participação na novela Salve Jorge cantando a música "Bará Berê" na última Festa da Estudantina. Entre os atores que participaram da gravação, estavam Roberta Rodrigues (Vanúbia), Solange Badim (Delzuite), Nando Cunha (Pescoço) e Dira Paes(Lucimar).


No mesmo ano, Cristiano lançou seu primeiro álbum de estúdio Continua, com 20 novas músicas entre elas: "Maus Bocados", "Caso Indefinido", "Ei, Olha o Som (Empinadinha)" e outras, e começou a fazer o tour Continua pelo Brasil.


A canção "Maus Bocados" lançada em setembro de 2013 onde a gravação do clipe foi na histórica Cidade de Goiás, configurou-se entre as mais tocadas nas rádios em 2014, ficando em 11º lugar na parada anual segundo a Billboard Brasil.


"Caso Indefinido" (lançada em junho de 2013) foi o primeiro single do álbum, e esteve entre as 50 mais executadas do ano 2013. O álbum fez um enorme sucesso, e foi certificado com disco de platina duplo pela ABPD, e vendeu cerca de 200.000 cópias.


Em 2014, lançou o seu último DVD intitulado In The Cities (o nome, traduzindo "Nas Cidades", foi dado por conta do projeto visual. O cenário traz diversas novas imagens de cidades a cada mudança de música), sendo este realizado na Cidade de Cuiabá (Mato Grosso). O projeto contou com a direção geral da Hit Music e a produção musical de Dudu Borges, um dos maiores produtores do Brasil.

Com padrões internacionais, o DVD contou com uma estrutura de mais de 40 toneladas de equipamentos, trazendo o que há de mais moderno em tecnologia. Uma das grandes novidades reveladas é um aplicativo lançado com exclusividade — parceria entre a CIA americana e Hit Music — e proporcionará uma interatividade direta com o público presente.


Uma das grandes surpresas no registro deste mega espetáculo é a participação especial do artista internacional Ian Thomas, de apenas 17 anos. O cantor belga tem chamado muita atenção devido ao seu talento, carisma e um "algo" a mais que encantou nomes consagrados como Debby Rowe (ex-mulher de Michael Jackson) e o produtor Marc Shaffel, que cuidou das obras da carreira do rei do pop.

"Eu e todos da minha equipe estamos trabalhando muito, vai ser uma megaprodução. Nossa grande expectativa é que todos gostem, estamos nos dedicando muito, pois nosso último DVD conseguimos ter muito sucesso com o repertório e em toda parte artística e tecnológica, então este próximo trabalho tem que ser do mesmo nível" —continuou o cantor.



Após gravar seu último DVD, o cantor se prepara para fortalecer sua carreira internacional com a realização de mais uma turnê nos Estados Unidos no próximo mês. O brasileiro faz apresentações em três cidades dos Estados Unidos: Atlanta(na Geórgia) no dia 3 de outubro, Newark (em Nova Jersey) no dia 4 e Boston (em Massachusetts) no dia 5. Ainda no mesmo ano, o cantor embarca para a sua primeira turnê europeia no Velho Mundo e passa por três cidades: em Zurique(na Suíça) Bruxelas (na Bélgica) e Londres (na Inglaterra).


Na madrugada do dia 24 de junho de 2015, Cristiano Araújo e sua namorada Allana Moraes, de 19 anos, voltavam de um show em Itumbiara, quando o carro em que estavam, na BR-153, saiu da pista e capotou. O acidente envolveu mais duas pessoas, o motorista Ronaldo Miranda e o empresário Vitor Leonardo. Allana faleceu no local do acidente, enquanto Cristiano e os outros dois foram levados ao Hospital Municipal de Morrinhos.

Devido à gravidade, o cantor teve que ser transferido ao Hospital de Urgências de Goiânia. No entanto, durante a transferência de helicóptero, o cantor teve uma hemorragia interna na região do abdômen e veio a falecer, sua morte teve uma grande comoção nacional.

Ao que tudo indica, eles estavam sem o cinto de segurança no banco de trás do carro, o que fez com que fossem arremessados do carro no momento do choque. As pessoas que estavam nos bancos da frente tiveram somente ferimentos leves. O velório aconteceu às 17 horas, sendo aberto aos parentes e amigos até às 19 horas, quando foi aberto ao público. O corpo do cantor e da namorada foram sepultados no Cemitério Jardim das Palmeiras, em Goiânia, no dia 25 de junho de 2015.

Após a sua morte, foram divulgadas duas músicas inéditas (porém não lançadas oficialmente pela Som Livre).


Uma foi "Balada Prime" (regravação de Calcinha Preta), que seria o próximo single do cantor, a qual ele apresentou em seu último show em Itumbiara. Era a principal aposta entre as músicas que Cristiano Araújo tinha prontas e seria lançada oficialmente pela gravadora no dia 29 de junho e o clipe seria trabalhado em julho.


A outra foi "Mais Uma Vez". Dois meses antes de sua morte, um dos diretores do Hospital de Câncer de Barretos, interior de São Paulo, sugeriu ao cantor Cristiano Araújo que gravasse uma música usando apenas o piano para destacar sua voz, e Cristiano aceitou a sugestão. No dia seguinte, mandou a música para o amigo em uma mensagem de celular.

Família e relacionamentos
Filho de João Araújo e Zenaide Melo (primos de primeiro grau), ele tinha três irmãos: Ana Cristina Melo Araújo (irmã gêmea), Felipe Araújo e Nelson Faleiro. Ele namorava a estudante Allana Moraes, de 19 anos, havia 1 ano e dois meses. O cantor deixou dois filhos, João Gabriel fruto do seu relacionamento de dez anos com Luana Rodrigues, e Bernardo fruto de um breve relacionamento com Elisa Leite.

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sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Thiago Matheus


Paulista, nascido no dia 13 de julho de 1993, Thiago Matheus considera que demorou ao entrar na música, por sempre ter convivido com grandes nomes da música sertaneja desde sua infância, já que é filho do renomado produtor musical e compositor Giuliano Matheus.

Aos 16 anos começou a compor com a ajuda do pai, e hoje, aos 20 anos, já figura na lista dos compositores que mais arrecadam direito autorais no Brasil.

Thiago é compositor dos hits: “I Love You” da dupla Marcos e Belutti, “Meia Noite e Meia” de Guilherme e Santiago e muitos outros.


Em março de 2014 Thiago Matheus lançou “Pai, Tô Em Marte”, sua primeira música como cantor, que contou com um clipe dirigido por Jacques Junior, gravado na Wood’s Bar de São Paulo, e que também teve a participação de Pedrinho, do programa “Pânico na Band”. Este clipe ultrapassou a marca de 700.000 visualizações no You Tube!


Mas foi em uma canção que contou com a participação do cantor de funk Mr. Catra, que Thiago Matheus atingiu milhões de pessoas. A música “Catra Presidente” se tornou um dos maiores virais do ano de 2014, foi um dos assuntos mais comentados nas redes sociais e nos principais sites e blogs do país, e até já ultrapassou a marca de 4 MILHÕES E 500 MIL visualizações!


2015 – homenagem ao ídolo Michael Jackson Thiago gravou “Moon álcool – dança do Michael Jackson”, em Los Angeles e Las Vegas, com participação de Mr. Joseph Jackson. 

O lançamento do genial clipe aconteceu no final de março. O trabalho foi gravado em fevereiro deste ano, nos EUA, nas cidades de Los Angeles (Hollywood) e Las Vegas, a música “Moon Álcool – Dança do Michael Jackson” é composição dele e de seu pai, Giuliano Matheus, também produtor musical do trabalho. O clipe atingiu a marca de 4 milhões de visualizações em menos de 1 mês.

No clipe, Thiago Matheus chega em Vegas para encontrar Mr.Jackson e apresentar a música que criou em homenagem a seu filho. “Este clipe não é só uma realização profissional, mas também pessoal. Conheci pessoas que conviviam com o Michael e tive a oportunidade de conhecer partes da história dele que eu nem imaginava, papos de bastidores. Tenho certeza que daqui 50 anos vou contar isso pros meus netos com a mesma emoção” contente afirma Thiago Matheus.



Atualmente Thiago divulga o primeiro CD cujo nome é “Moon Álcool”, o trabalho tem 08 faixas e é todo autoral em parceria com o seu pai, e também produtor musical, Giuliano Matheus.



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http://www.thiagomatheus.com.br/biografia/

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Dann Oliveira



O cantor e compositor sertanejo Dann Oliveira (Danilo Oliveira Mussi), de Umuarama/PR, iniciou a sua carreira aos doze anos, tendo como inspiração o cantor Xororó. Dann Oliveira começou sua carreira musical na Banda NDA depois seguiu carreira solo.


Em 2015, lançou seu primeiro CD. Das dez faixas, seis são composições suas; e s outras de amigos. A música de trabalho "Só falta Eu", composição de Leopoldo Oliveira, Marco Carvalho e Rodolfo Alessi - foi gravada com a participação especial da dupla César Menotti e Fabiano.


“Enviamos essa letra para eles, que gostaram e toparam gravar. Eu que já era fã dos dois, me tornei ainda mais e agora parceiro de música”, ressaltou Dann em entrevista a Roberto Junior do Show da Tarde da Agora FM 91,03.

Confira abaixo outros sucessos de Dann Oliveira:








“QUE JEITO” não fiz promessas só pra te iludir

E nem vou aceitar se for pra te dividir
TEU JEITO confundiu minha cabeça
e tuas mentiras Me fez enlouquecer,
eu que era inocente finjo ser carente
E jogo com você

Mesmo assim tenho medo de me aproximar

Com seu jeito eu não aguentar
Acabar com esse jogo e te agarrar

Basta eu te encontrar ligeiro, 
pra querer sentir seu cheiro
Pegar firme em seus cabelos, sentir seu calor
Dividir cama de solteiro, dormir em mesmo travesseiro
Rasgar todo lençol do nosso ninho de AMOR!


FONTE

portal agora

A doença de Alzheimer não pode com a música



 

A área do cérebro que abriga as memórias musicais é menos danificada pela doença. Sem saber bem por que, a música é uma das poucas armas que os terapeutas têm para fazer frente à progressão da doença de Alzheimer.Apesar da devastação provocada por essa doença no cérebro e, especialmente, na memória, uma grande parte dos doentes conserva suas memórias musicais, mesmo nas fases mais tardias. Agora um estudo mostra as possíveis causas desse fenômeno: a música é armazenada em áreas do cérebro diferentes daquelas do resto das memórias.


O lobo temporal, porção do cérebro que vai da têmpora à parte de trás da orelha é, entre outras coisas, a discoteca dos humanos. Ali é gerida nossa memória auditiva, inclusive as canções. Estudos com portadores de lesão cerebral respaldam a ideia de que guardamos a música em uma rede centrada nessa área. No entanto, o lobo temporal também é a primeira parte do cérebro a sofrer os estragos do mal de Alzheimer. Como se explica então que muitos doentes não saibam o próprio nome ou como voltar para casa, mas reconhecem aquela canção que os emocionou décadas atrás? Como alguns doentes são incapazes de pronunciar uma palavra, mas, entretanto, conseguem cantarolar melodias que fizeram sucesso quando ainda podiam se lembrar?

Para tentar responder a essas perguntas, pesquisadores de vários países europeus liderados por neurocientistas do Instituto Max Planck de Neurociência e Cognição Humana de Leipzig (Alemanha) realizaram um experimento duplo. Por um lado, procuraram as áreas do cérebro que são ativadas quando ouvimos música. Por outro lado, uma vez localizadas essas áreas, analisaram se, em pacientes de Alzheimer, tais áreas do cérebro apresentavam algum sinal de atrofia ou, ao contrário, resistiam melhor à doença.

Para localizar onde o cérebro guarda a música, os pesquisadores fizeram trinta indivíduos saudáveis ouvirem 40 trios de canções. Cada trio consistia em um tema muito conhecido tirado das paradas de sucessos desde 1977, canções de ninar e música tradicional alemã. As outras duas canções eram, pelo estilo, tom, ritmo ou estado de ânimo, semelhantes à primeira, mas foram selecionadas do grupo dos fracassos musicais para que não fossem conhecidas.


Muitos doentes não sabem o próprio nome, mas reconhecem as canções que os emocionaram

Tal como explicado na revista Brain, o desenho do experimento foi baseado na hipótese de que a experiência de ouvir música é, para o cérebro, diferente daquela de lembrá-la e nos dois processos atuam diferentes redes cerebrais. Durante as sessões, a atividade cerebral dos voluntários foi registrada mediante a técnica da ressonância magnética funcional (fMRI). Eles descobriram que a música está alojada em áreas do cérebro diferentes das áreas onde outras memórias são armazenadas.

"Ao menos os aspectos-chave da memória musical são processados em áreas do cérebro que não são normalmente associadas com a memória episódica, semântica ou autobiográfica", diz Jörn-Henrik Jacobsen, neurocientista do Max Planck e coautor do estudo. "Mas temos de ser muito cautelosos quando dizemos algo tão absoluto como isso", acrescenta com prudência. As áreas que apresentaram maior ativação ao rememorar as canções foram o giro cingulado anterior, localizado na região média do cérebro, e a área motora pré-suplementar, localizada no lobo frontal.


Parte dessa prudência pode vir da metodologia adotada para a segunda parte da pesquisa. O ideal teria sido poder estudar a localização das memórias musicais diretamente em pacientes com Alzheimer e não em pessoas saudáveis. Mas, como salienta Jacobsen, não é fácil conseguir que um número significativo de pacientes participe de um trabalho como esse. Além disso, existe também o problema de que muitos dos afetados conseguiam se lembrar da canção, mas não conseguiam verbalizar essa recordação. Por isso, foi realizado um segundo experimento para ver se as áreas onde a música é armazenada são igualmente ou menos afetadas pela doença do esquecimento.

O cérebro processa em zonas diferentes a experiência de ouvir música e as lembranças musicais 

Para isso, foram estudados 20 pacientes com a doença de Alzheimer e seus resultados foram comparados com os de outros trinta indivíduos saudáveis, ambos os grupos com média de idade de 68 anos. O objetivo era saber em que estado se encontravam as áreas musicais em relação ao resto do cérebro. No diagnóstico e no acompanhamento da doença são utilizados principalmente três biomarcadores, um deles é o grau de deposição do peptídeo β-amiloide, uma molécula que tende a se acumular formando placas nas fases iniciais da doença. Outra pista é a alteração do metabolismo da glucose no cérebro. E, finalmente, a atrofia cortical, um processo natural à medida que se envelhece, mas que na doença de Alzheimer é mais pronunciado.


As medições mostraram que os níveis de deposição de beta-amiloide não apresentaram diferenças significativas. Nas áreas musicais dos doentes o metabolismo da glicose estava em níveis normais e a atrofia cortical era até 50 vezes menor do que em outras áreas do cérebro. Para Jacobsen, "mostrar um hipometabolismo inferior e uma atrofia cortical em comparação com as outras áreas do cérebro significa que não são tão afetadas no curso da doença". E acrescenta. "Mas isso só pode ser observado, acredito que ninguém possa explicar por que isso é assim. No entanto, o giro cingulado anterior mostra uma conectividade aumentada nos pacientes de Alzheimer, o que poderia significar até mesmo que funciona como uma região que compensa a perda de funcionalidade das outras".

As recordações mais duradouras estão ligadas a uma experiência emocional intensa, e a música está muito relacionada com as emoções.

"As recordações mais duradouras são aquelas ligadas a uma experiência emocional intensa e a música tem uma relação estreita com as emoções; a emoção é uma porta de entrada para lembrar", diz a musicoterapeuta da Fundação Alzheimer Espanha, Fátima Pérez-Robledo. Os resultados do estudo confirmam isso. "Muitos doentes não lembram o nome de algum parente, mas lembram da letra de uma canção", diz ela.


Em seu trabalho diário, Pérez-Robledo atua muitas vezes como DJ. Se o paciente está em um estágio inicial, ele mesmo sugere as canções que o marcaram. "Procuramos em sua história musical as canções de sua infância, da adolescência, para evocar memórias. Os pacientes as escutam, dançam ou cantam", diz a terapeuta. Quando o paciente já não pode dizer de que canções gostava, ela experimenta as músicas mais ouvidas quando era criança ou, como em muitos casos, é o cônjuge quem escolhe aquela canção que ouviam quando se conheceram.

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sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Gustavo Mioto


Gustavo Mioto, sertanejo de 18 anos, começou a carreira ainda criança, em uma banda de baile. Ele cantava de Bee Gees a Mister Catra, para públicos diversos. Isso explica o gosto do jovem por melodias fáceis e o sertanejo de misturas ecléticas do DVD "Ciclos", primeiro da carreira.

O álbum ao vivo tem participações de Luan Santana no hit "Carla", do LS Jack, e de Bruninho & Davi na música "Boato".

O contato com os artistas mais conhecidos tem uma explicação: Gustavo é filho de Marcos Mioto, um dos maiores contratantes de shows sertanejos do Brasil. O DVD foi gravado na cidade da família, Votuporanga (SP).



Cristiano Araújo
Outro convidado do DVD é Cristiano Araújo. Gustavo diz que ainda não reviu o vídeo da participação após a morte do cantor, mas lembra com carinho do ex-colega.

"Desde o começo da minha carreira o Cris, onde podia, deu uma força. Colocava para participar, abrir show dele, sempre que podia postava meus trabalhos nas redes sociais dele. Sempre foi um cara de bom coração". (veja o vídeo).


Aposta
Após o aprendizado na banda de baile e o sucesso precoce com "Ela não gosta de mim", versão do Dominó, com 9 milhões de views no YouTube, Gustavo investe no DVD de estreia. Ele é uma das novas apostas da Sony Music para 2015.




A ajuda dos amigos é válida. A atual música de trabalho, "Lembra", é parceria com Dudu Borges, nome requisitado do novo sertanejo, que assina a produção musical do DVD. "Nada lá fora" é composição de Luan Santana, de presente para Mioto.

Cristiano Araujo e Gustavo Mioto em gravação de DVD do cantor de 18 anos
(Foto: Divulgação)


Gustavo Mioto é um cantor brasileiro do estilo sertanejo. Ele nasceu em Votuporanga, em São Paulo, no dia 12 de março de 1997. O cantor Gustavo Mioto começou a dedilhar seus primeiros acordes em sua cidade onde nasceu aos 6 anos de idade. Devido a grande paixão pela música Gustavo Mioto se matriculou em um conservatório musical da cidade.

Aos 10 anos, Gustavo mioto compôs a canção – É você quem vai chorar, que deu um avanço em sua carreira, pois a partir daí, surgiram festivais, vídeos amadores no Youtube e convites para animar festas de amigos de escola e familiares. Aos 13 anos, Gustavo Mioto começou a viajar pelo Brasil como Crooner da banda Oxigênio de São José do Rio Preto, com o objetivo de ganhar mais experiência com a música e público.

Com algumas músicas prontas, Gustavo Mioto entrou em estúdio para gravar o seu primeiro álbum em 2012 pela gravadora Play Mix. O novo álbum com o tema Fora de Moda, levou o Gustavo Mioto a ter mais de 7 milhões de acessos no Youtube.


Em janeiro de 2014, Gustavo Mioto gravou a música Eu Gosto de Você com participação de Claudia Leitte, música que esteve por várias semanas entre as mais tocadas nas melhores rádios do Brasil.

Em outubro de 2014, Gustavo Mioto gravou o seu primeiro DVD com participações de Luan Santana, Cristiano Araújo e da dupla Bruninho e Daví.


FONTE

http://g1.globo.com/musica/noticia/2015/08/gustavo-mioto-18-anos-faz-sertanejo-pop-e-rele-hits-de-domino-e-ls-jack.html

http://biografiadosfamosos.com/biografia-gustavo-mioto/

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

The Searchers


The Searchers foi uma banda de rock britânica dos anos 60. O grupo é originário de Liverpool, e teve seus maiores êxitos entre 1964 e 1965. Destacaram-se os "hits": "Sweets for my sweet", "Needles and Pins", "Don't throw your love away" e "Love Potion nº 9". Continua apresentando-se, com apenas um dos integrantes originais. Melhores coletâneas em CD: "The complete collection" (selo Castle) e "The Searchers" (84 músicas, selo Sequel).


Nascido em 1938, Tony Jackson era o vocalista e baixista original dos “Searchers”. Esta banda pertencia a toda aquela nova onda musical, que se seguiu ao aparecimento dos Beatles, a que se deu o nome, sobretudo em terras americanas, de “invasão britânica”. Os “Searchers” não eram mais do que um grupo musical, entre muitos outros seus conterrâneos. A maioria não teve, claro está, qualquer êxito de assinalar, muitos não tendo editado mais do que um ou dois singles, mas os “Searchers”, a par de outros como “Gerry and The Pacemakers”, pertenciam àquele núcleo, muito restrito, dos que, numa fase inicial, podiam ser considerados “potenciais rivais” dos Beatles, estes, tal como eles, fundados em Liverpool.


O seu breve período de glória começaria logo em 1963, com o lançamento, quase em seguida, de dois singles, “Sweets For My Sweet” e “Sugar And Spice”. Em ambos surgia, em grande destaque, a voz de timbre muito forte e sonoro de Tony Jackson. Muito comerciais e ligeiros, seriam logo um êxito estrondoso. Devido ao facto de surgirem como uma banda de sucesso garantido, logo têm a oportunidade, reservada não a muitos, de gravar vários álbuns, entrecortados por novos singles, que confirmavam de novo a aposta que neles havia sido feita.

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Tony Jackson era visto, por grande parte do público apreciador dos “Searchers”, como a principal figura no grupo. Muitos atribuíam, à sua voz poderosa, a razão do seu sucesso. No entanto, desde logo, começam a surgir sinais de que algo poderia, muito em breve, mudar. Como forma de evitar uma repetição de estilo que, a partir de determinada altura, poderia cansar o público ouvinte e de revelar algum amadurecimento no som da banda, no interior dos álbuns e nos singles seguintes, foram surgindo temas com um som diferente, alguns mais complexos na sua construção.

Na sequência disto, a voz de Tony Jackson começou a surgir com cada vez menos destaque. Salvo alguns temas, começou a dar-se uma crescente primazia à voz de outro elemento do grupo, o guitarrista Mike Pender (em baixo), que se ouvia em harmonia com a voz dos outros, quando não a solo.


O som conseguido nos temas onde a voz de Tony Jackson surgia menos destacada era algo mais “suave” e isto pareceu agradar aos produtores que eram quem, afinal, acabava por ter a palavra final na escolha das canções a editar.

De facto, em êxitos posteriores, como “Neddles And Pins” e “Don’t Throw Your Love Away”, a voz de Tony Jackson aparecia mergulhada nas harmonias vocais, como se estivesse a ser relegada para segundo plano. Isto contribuiu para que o próprio Tony Jackson se sentisse a perder protagonismo no interior dos “Searchers”, o que lhe desagradava de sobremaneira. Isto contribuiu para azedar as suas relações com os outros elementos do grupo, em especial com o baterista Chris Curtis (em baixo), cuja voz surgia muito proeminente nas harmonias vocais. Aliás, segundo a opinião de muitos, este Chris Curtis (nascido Christopher Crummy), era o líder original desta banda, apesar de, publicamente, tal não parecer muito notório, talvez devido precisamente ao facto de ocupar a posição de baterista.


Devido a estas fricções no interior do grupo, Tony Jackson acabou por sair no Verão de 1964, embora ele tenha, na altura, alegado razões de saúde, sem que isso tenha ficado devidamente clarificado. Nesse momento, o grupo encontrava-se a atravessar uma fase de grande êxito discográfico e no som que se estava a tornar a sua imagem de marca, muito baseado em harmonias vocais, a voz de Tony Jackson não parecia fazer falta.



Quando Tony Jackson abandonou o grupo, muitos se interrogaram sobre o futuro dos “Searchers”, visto que, segundo até então parecia, ele era a principal razão do seu êxito e, aparentemente, o frontman. Para muitos fãs e críticos, Tony Jackson parecia insubstituível. Pensava-se que seria o fim anunciado dos “Searchers” e para Tony Jackson, o início de uma carreira promissora.



Por ironia, o futuro provaria exactamente o contrário. Logo de seguida, encontraram um substituto para o baixo, de nome Frank Allen (em baixo, à direita), com o qual as relações pareciam ser mais fáceis. Segundo alguns, a escolha de Frank Allen, que era conhecido dos "Searchers" já há algum tempo, teve o fundamental contributo de Chris Curtis (à esquerda).

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Este novo membro, mais jovem do que os outros "Searchers", vinha de um outro grupo, "Cliff Bennett And The Rebel Rousers", que também teve alguns sucessos em meados dos anos 60. Mais "low-profile", Frank Allen encaixará bem nos "Searchers" e revelar-se-á, pelo menos, segundo os produtores, uma boa escolha.



Após uma breve pausa, Tony Jackson decide constituir o seu novo grupo sob o nome "The Vibrations". Logo nesse ano, 1964, lançam o seu primeiro single, "Bye Bye Baby", que, apesar de ter sido um êxito moderado, parecia augurar uma carreira promissora. Contráriamente ao que muitos previam, os singles lançados posteriormente, não tiveram qualquer êxito de assinalar. Em contrapartida, o seu grupo antigo, "The Searchers", continuava a somar sucessos. Por ironia ou não, o seu segundo single "You Beat Me To The Punch", saído em Dezembro de 1964, soava muito ao cruzamento de dois êxitos, desse mesmo ano, do seu antigo grupo "Searchers": o já referido "Needles And Pins" e "When You Walk In The Room", este último também lançado no final desse ano, com muito maior sucesso. Uma sugestão do seu produtor Larry Page, no sentido de tentar criar uma "leve semelhança" com a sua anterior banda, que não se revelaria, afinal, bem sucedida.



Mesmo com as mudanças de editoras e produtores, passando pela mudança de nome do grupo para um lacónico "Tony Jackson Group" e alguns singles lançados sob o seu nome individual, a sorte parecia fugir a Tony Jackson. Por diversas vezes, ele teve de engolir o seu orgulho e aceitar alguns convites da sua antiga banda "Searchers", para actuar com eles ao vivo, quando planeavam interpretar temas de quando ele era o vocalista principal. Não raras vezes, as digressões de ambos os grupos coincidiam, muitas vezes para difundir a ideia de que já não existiam eventuais ressentimentos mútuos.


Desiludido com a falta de sucesso discográfico e com o panorama da indústria musical anglo-americana, Tony Jackson e o seu grupo, a partir do final de 1966, decidem entrar em digressão por outros países, nomeadamente França e Espanha. Curiosamente, acabarão por vir a Portugal com maior frequência durante esse ano de 1967. Esta presença em terras lusitanas, acabará por lhes proporcionar a edição de um EP numa editora nacional de então, a "Estúdio". Apesar da qualidade dos temas interpretados, o último trabalho do "Tony Jackson Group", será acolhido pelo público e pela crítica com indiferença.


Sem mais nenhum sucesso discográfico, nem o vislumbre de um novo contrato por parte de uma editora à vista, Tony Jackson decide extinguir o seu grupo por volta de 1968. A partir daí, iniciará uma vida pautada por diversas atividades, desde apresentador de televisão a vendedor, parecendo ter deixado para trás, definitivamente, a sua carreira de músico. Devido a razões diversas, nunca esteve muito tempo nessas profissões.



Uma breve previsão de regresso ao mundo da música aconteceu por volta de 1985. O antigo colega dos “Searchers” Mike Pender decide sair do seu grupo original, onde se mantinha como líder há muitos anos, e criar a sua própria banda “rival”, com o nome "Mike Pender's Searchers". Mike Pender convida então Tony Jackson a entrar nesse novo projecto musical, ocupando, de novo, o posto de baixista. Pouco depois, Tony Jackson desiste desta ideia, ao verificar que a sua condição era a de apenas “músico assalariado” e não de co-líder, como ele pretendia. Mesmo assim, não houve desta vez mais nenhum corte de relações entre ambos, visto que ambos chegariam a atuar juntos ao vivo, esporadicamente.


Neste período de finais da década de 80 e começo de 90, provavelmente sob o incentivo, oportuno, das reedições digitais em CD do catálogo musical de muitas bandas da década de 60, surge, em paralelo com a música da moda de então, uma onda de revivalismo. Para a satisfação de muitos fãs, bandas e cantores de outros tempos regressam, ainda que temporariamente, à ribalta.


É neste contexto que Tony Jackson pondera formar um novo grupo musical, assente, em grande parte, na memória dos seus velhos tempos de cantor de sucesso. Deveria ser um grupo de cariz revivalista, assente, pelo menos numa fase inicial, em espetáculos ao vivo a decorrer no circuito britânico, sem pôr de parte a hipótese de poder ser extensível ao público americano. Muito sintomático, foi a escolha inicial do nome para o seu novo grupo: “Tony Jackson’s Re-Searchers”. No entanto, ele foi antes aconselhado a retomar a memória do seu grupo posterior “The Vibrations”, o que ele acabaria por reconhecer como a hipótese mais sensata, devido ao facto de já existirem os referidos "Mike Pender's Searchers" e os próprios "Searchers", estes com o guitarrista e membro fundador John McNally (em baixo) à frente e Frank Allen no baixo, a percorrerem o mesmo circuito de público pretendido.



De fato, em 1991, Tony Jackson chegou a formar uma espécie de “New Vibrations”, reforçado pela presença de, pelo menos, um elemento da banda original, o baterista Paul Francis. No entanto, devido à dificuldade em conquistar um público numericamente convincente, para assistir aos seus espetáculos em agenda, Tony Jackson decide, num curto espaço de tempo, dissolver o seu recém-criado grupo. A partir de então, regressa de novo ao anonimato, só voltando a ser notícia em 1996, desta vez por razões negativas. É detido na sequência de ter ameaçado uma mulher, numa cabine telefônica pública, com uma arma falsa. A vítima só lhe havia pedido para ele a deixar usar o telefone… Apesar de não se tratar de uma arma verdadeira, Tony Jackson ficaria detido por 18 meses.


A verdade é que, já há algum tempo, a vida de Tony Jackson havia entrado numa espiral de queda. As dificuldades econômicas, associadas a problemas de saúde, como a diabetes e a artrite, agravadas pelo alcoolismo, haviam tomado conta da sua existência. Depois de 1997, após ser-lhe devolvida a liberdade, as suas dificuldades de vida e os seus problemas de saúde não pararam de se agravar. Nem mesmo o apoio dos seus antigos amigos do tempo dos “Searchers”, como John McNally, já era suficiente para minorar a sua decadência física.



No seu último ano de vida, em 2003, Tony Jackson já apresentava grandes dificuldades de locomoção, a que não seria alheia a sua incurável dependência da bebida. Faleceria na sua casa, quase isolado do mundo, na sequência de mais uma crise cardíaca, em meados de Agosto desse mesmo ano. Tinha apenas 65 anos e estava desiludido com a vida. Um ano depois, é editada uma colectânea, abrangendo a sua carreira musical entre 1964 e 1967, que procura fazer alguma justiça ao seu verdadeiro talento.



De referir que, dois anos depois, em Fevereiro de 2005, também faleceu Chris Curtis, outro elemento fundador dos "Searchers". Apesar da sua liderança, tendo também contribuído para a escolha dos temas interpretados e mesmo composto alguns, Chris Curtis já havia deixado os "Searchers" em 1966. 


Se a saída de Tony Jackson, em 1964, significou uma visível mudança de estilo, a desistência abrupta de Chris Curtis foi bastante inoportuna, principalmente num momento em que a qualidade das suas composições, em parceria com o resto da banda, atingira um nível de qualidade e maturidade que parecia anunciar um futuro interessante. Basta fazer uma audição do interessante LP "Take Me For What I'm Worth", lançado no final de 1965, onde surgem vários temas creditados aos quatro elementos que, então, integravam o grupo. Esses temas estão entre o que de melhor se produziu nesse ano. Bastou uma sequência de maus momentos numa digressão à Austrália, que correu particularmente mal, para fazer Chris Curtis ficar determinado a abandonar os Searchers. Nada nem ninguém conseguiu fazê-lo mudar de ideias. A partir daqui, nada mais foi como dantes...


Tal como Tony Jackson, tentará, sem sucesso, uma carreira a solo (com o single "Aggravation", lançado em Junho de 1966), tendo depois se mantido no anonimato e afastado do mundo da música durante mais de 20 anos. Também sofrerá de problemas de saúde incapacitantes que o levarão a uma reforma prematura. Mesmo assim, Chris Curtis tentará, nos seus últimos anos de vida, um tímido regresso à música, através de breves reencontros e actuações ocasionais com outros músicos britânicos da sua geração, de preferência residentes em Liverpool, cidade onde ele havia passado a residir e com um grande historial de bandas durante a década de 1960, com destaque, claro está, para os Beatles, sem esquecer os "Searchers". Um destes grupos revivalistas é conhecido pelo nome de "Merseycats".






Chris Curtis, baterista original da banda The Searchers, faleceu aos 63 anos, devido a problemas de saúde, os quais não foram detalhados. Chris, cujo nome verdadeiro era Christopher Crummey, saiu do The Saerchers em 1966, sendo substituído por John Blunt. Depois disso, Curtis tocou em bandas como The Flowerpot Men e Roundabout, que anos mais tarde viria a se tornar o Deep Purple, isso já sem ele na formação.


fonte
https://pt.wikipedia.org/wiki/The_Searchers_(banda)
http://obaudoedu.blogspot.com.br/2011/11/perolas-dos-anos-60-searchers.html
http://bloguecentelha.blogspot.com.br/2008/02/carreira-descendente-de-tony-jackson.html