terça-feira, 25 de março de 2014

Bertha Celeste - 'Parabéns a você'




Berta Celeste Homem de Melo (Pindamonhangaba, 21 de março de 1902 - Jacareí, 16 de agosto de 1999) foi uma poetisa, farmacêutica e professora brasileira, autora da letra em português da canção "Parabéns a Você", comumente cantada nos aniversários.


Única filha de casal de fazendeiros de Pindamonhangaba, Bertha formou-se em farmácia. Casou-se e teve uma única filha , Lorice. Tinha 40 anos de idade quando participou, junto a outros cinco mil candidatos, do concurso para a escolha da letra de Parabéns a Você, que compôs em apenas cinco minutos.



Além deste concurso, que venceu usando o pseudônimo de "Léa Guimarães", participava de diversos outros que ouvia pelo rádio, sendo vencedora diversas vezes - como na quadra feita para escolha do jingle de uma cera de polimento de pisos, que dizia: "Vou lhe contar um segredo / Que todos sabem de cor / Dá lustro até num rochedo / A supercera Record".

Doutorou-se em Letras, escrevendo poemas que foram mais tarde publicados no livro "Devaneios". Aos 54 anos mudou-se para a cidade de Jacareí, onde lecionou por mais de 40 anos e em 12 de setembro de 1998 recebeu o título de cidadã honorária, mesmo data em que lançou seu livro.

Além da canção mais conhecida uma outra, intitulada "Arraiá", foi gravada pelo cantor Rolando Boldrin. Declarava ter se emocionado em várias ocasiões em que sua letra foi entoada, especialmente durante a festa do quarto centenário da cidade de São Paulo e durante visita do Papa João Paulo II em 1980, na cidade de Aparecida.

Em Jacareí veio a falecer, aos 97 anos, de pneumonia.

O concurso

Em 1942, o compositor Almirante, insatisfeito com o fato de no Brasil a canção de aniversário ser cantada em inglês, idealizou um concurso na Rádio Tupi, do Rio de Janeiro, para a criação em português da canção norte-americana "Happy Birthday To You".

A escolha da canção vencedora coube à Academia Brasileira de Letras, com os Imortais Olegário Mariano, Cassiano Ricardo e Múcio Leão. A canção de Bertha foi a vencedora por dois motivos principais: foi uma das únicas que trazia cada verso diferente (a maioria repetia a mesma frase) e pela beleza.

A letra

A letra original de "Parabéns a Você" é:
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Parabéns a você,
nesta data querida,
muita felicidade,
muitos anos de vida".
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Sobre ela diversas vezes a autora se irritava com os erros comumente cometidos pelas pessoas, que costumam entoar os versos como "parabéns pra você / nessa data querida / muitas felicidades..." Sobre os erros grifados ela acentuava que não era "pra você", e sim "a você"; "nesta data" e nunca "nessa" e, finalmente, o terceiro erro, repetia que "a felicidade é uma só" - singular e não plural.

Direitos autorais

A compositora, apesar de ter direitos autorais pela execução da popular canção, nunca recebeu os valores devidos pela sua composição - que no Brasil equivalem a 8,3 por cento do montante arrecadado, sendo a música mais executada no país. Outros 8,3% são devidos ao compositor Jorge de Mello Gambier, que compusera em 1978 outra estrofe, e o restante aos detentores dos direitos da música, representados pela gravadora Warner.


No ano de 2009 a filha e herdeira de Bertha, Lorice, ingressou com uma ação a fim de receber os pagamentos que lhe são devidos.

"Parabéns a Você" (no Brasil, popularmente alterado para "Parabéns para Você" ou, mais comumente, "Parabéns pra Você") é o título em português para a canção tradicional de origem estadunidense "Happy Birthday to You", cantada nas comemorações de aniversários das pessoas, e que em 1942 teve uma letra adaptando-a no Brasil por Bertha Celeste.


A melodia de "Parabéns a Você" tem origem na canção "Good Morning to All" ("Bom dia a todos"), das irmãs e professoras norte-americanas do Kentucky, Mildred e Patricia Smith Hill, que resolveram compor uma canção para as crianças cantarem na entrada da escola. A melodia era acompanhada pela repetição do título quatro vezes. Isto ocorreu no ano de 1875. As duas registraram a composição em 1893, até que em 1924 a composição foi publicada num livro de Robert Coleman, tendo conservado a melodia e alterado o verso para Happy Birthday to You" ("Feliz Aniversário a Você"), versão que rapidamente se popularizou. Em 1933 Jessica Hill, irmã das verdadeiras autoras, ingressou na justiça reivindicando os direitos autorais, saindo vitoriosa.

A música chegou ao Brasil ainda cantada em inglês. Almirante, da Rádio Tupi do Rio de Janeiro, organizou em 1942 um concurso para escolher uma letra que casasse com a melodia de "Happy Birthday To You". Dentre cerca de 5 mil participantes, a vencedora escolhida pelo júri composto por imortais da Academia Brasileira de Letras foi Bertha Celeste Homem de Mello, paulista de Pindamonhangaba . Bertha, até a morte, em 1999, fazia questão de que as pessoas cantassem a letra do jeito que ela escreveu, como no excerto abaixo:
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Parabéns a você,
nesta data querida,
muita felicidade,
muitos anos de vida

Parabéns a você
nesta data querida
muita felicidade,
muitos anos de vida!
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Seguido do bordão brasileiro descrito na sessão seguinte.

Direitos autorais

Em 1935, Happy Birthday to You foi protegida pelos direitos autorais pela Companhia Summy, a editora de "Bom dia a todos." A nova empresa, Bétula Group Limited, foi formada para proteger e fazer valer direitos autorais da música. Em 1989, os direitos de Happy Birthday to You e seus ativos foram vendidos a Time Warner .

Em março de 2004, a Warner Music Group foi vendida para um grupo de investidores liderado por Edgar Bronfman Jr. A empresa continua a insistir que não se pode cantar os "Parabéns pra Você" sem pagar royalties, incluindo em filmes, televisão, rádio, em qualquer lugar aberto ao público, ou mesmo entre um grupo onde um número significativo daqueles presentes não são familiares ou amigos de quem está tocando a música .

Segundo a revista americana Forbes a execução comercial da música rende em média aos cofres da Warner, mais de 2 milhões de dólares anuais.

No Brasil
No Brasil, de acordo com o Art. 41 da Lei n° 9.610 , de 19 de fevereiro de 1998, os direitos patrimoniais do autor perduram por setenta anos contados de 1° de janeiro do ano subsequente ao de seu falecimento. A obra se tornara domínio público em 01 de janeiro de 2017, visto que último autor sobrevivente foi Patty Hillm, que morreu em 25 de maio de 1946.

Na União Européia
O mesmo caso se aplica na União Européia, o direito autoral tem a duração de vida do autor mais 70 anos , portanto os direitos autorais desses países expiram em 31 de dezembro de 2016.

Nos Estados Unidos

Já nos Estados Unidos, essa regra não se aplica a todos os trabalhos publicados antes de 1978, a duração dos direitos autorais está vinculado exclusivamente à data de publicação, que são de 95 anos de acordo com a lei Copyright Term Extension Act, vigente naquele país, passando para domínio público somente após o ano de 2030.

Outras interpretações e versões

Em alguns locais pode ser adicionalmente cantado:
Cquote1.svg
Hoje o/a faz anos
Porque Deus assim quis
O que mais desejamos
É que seja feliz!

Ou:

O(a) faz anos,
O azar é só dele(a),
Cada ano que passa,
Ele(a) fica mais velho(a).
Cquote2.svg
Atualmente em algumas regiões do Brasil, a canção se estende como abaixo utilizando a melodia da "Marcha Nupcial" de Richard Wagner:
Cquote1.svg
Com quem será?
Com quem será?
Com quem será que o(a) vai casar?
< nome do pretendente>

Vai depender
Vai depender
Vai depender se o vai querer
Vai, vai, vai!
Cquote2.svg
Bordão

Portugal

Em Portugal canta-se o bordão assim:
Cquote1.svgHoje é dia de festa Cantam as nossas almas
Para o menino(a) __________ (nome do aniversariante)
Uma salva de palmas!
Cquote2.svg
Complementando a versão portuguesa:
Tenha tudo de bom do que a vida contém tenha muita saúde e amigos também!!!
Era também a versão cantada no Brasil, até que a alteraram.

Brasil

No Brasil é costume declarar o seguinte bordão após cantar esta música ao aniversariante:
Cquote1.svgÉ pique, é pique. é pique, é pique, é pique! é hora, é hora. é hora, é hora, é hora! rá-tim-bumCquote2.svg
Uma das possíveis origens para este bordão é o ambiente acadêmico da Faculdade de Direito do Largo São Francisco, cujos estudantes eram convidados para festas de aniversário e utilizavam os seus bordões de costume para animá-las. O bordão é uma colagem de diversos outros bordões usados pelos estudantes, como pic-pic referindo-se a um dos estudantes que mantinha consigo uma tesoura para aparar a barba e o bigode e rá-tim-bum que teria se originado do nome Timbum de um rajá indiano que teria visitado a faculdade.

Neta de compositora do 'Parabéns a você' comenta: 'O pessoal canta errado'
                                                                        
Neta de compositora do 'Parabéns a você' comenta: 'O pessoal canta errado'
Foto: Márcio Rodrigues / G1
A comerciante Eliana Homem de Mello Prado, de 54 anos, não canta o "Parabéns a você" nos aniversários. Neta da compositora da versão brasileira da música e moradora de Jacareí (SP), Eliana evita participar do coro "porque todo mundo canta a letra errado", em respeito à avó, falecida em 16 de agosto de 1999.

Segundo ela, ao invés de "parabéns pra você", a canção deveria ser cantada como "parabéns a você. Já a sentença "muitas felicidades" deveria ser usada no singular. "Minha avó ficava louca da vida quando ouvia o cantar da letra errado, porque ela sempre foi muito vaidosa. Então, eu não me permito cantar do jeito errado. No trecho da música 'é pique' eu começo a cantar, mas antes eu não canto", contou a comerciante em entrevista ao G1.

De acordo com o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad), a canção está há quatro anos consecutivos entre as duas primeiras músicas mais executadas nos segmentos Música Ao Vivo e Salão de Festas. Bertha Homem de Mello, autora brasileira da canção, venceu um concurso da Rádio Tupi, do Rio de Janeiro. A letra foi escolhida entre outras cinco mil. 

fonte

terça-feira, 11 de março de 2014

Diário da Música ♪♫: Cartola#links


Diário da Música ♪♫: Cartola#links Gosto muito da banda The Corrs (banda de folk rock e pop rock da Irlanda constituída por três irmãs e um irmão da família Corr: Sharon, Caroline, Andrea e Jim. Ganharam proeminência no final da década de 1990 e já ultrapassaram a marca de sessenta milhões de álbuns vendidos pelo mundo, com vários compactos atingindo a primeira posição das paradas na Europa, Austrália e Estados Unidos) e aqui a banda faz justa homenagem a Angenor de Oliveira - cantor, compositor, poeta e violonista brasileiro - mais conhecido como Cartola, (Rio de Janeiro, 11 de outubro de 1908 — Rio de Janeiro, 30 de novembro de 1980).
 
 
As Rosas Não Falam
-- Cartola
 
Bate outra vez com esperanças o meu coração
Pois já vai terminando o verão enfim
Volto ao jardim com a certeza que devo chorar
Pois bem sei que não queres voltar para mim
Queixo-me às rosas, mas que bobagem
As rosas não falam
Simplesmente as rosas exalam
O perfume que roubam de ti, ai...
Devias vir para ver os meus olhos tristonhos
E, quem sabe,
sonhar os meus sonhos por fim
 
 
 Considerado o maior sambista da história por diversos músicos, Cartola nasceu no Rio e passou a infância no bairro de Laranjeiras. Dificuldades financeiras obrigaram a família numerosa a mudar-se para o morro da Mangueira, onde então começava a despontar uma pequena favela. Na Mangueira fez logo amizade com Carlos Cachaça e outros bambas, se iniciando no mundo da malandragem e do samba. Arranjou emprego de servente de obra, e passou a usar um chapéu para se proteger do cimento que caía de cima. Era um chapéu-coco, mas o apelido Cartola pegou assim mesmo.

Com seus amigos do morro criou o Bloco dos Arengueiros, cujo núcleo em 1928 fundou a Estação Primeira de Mangueira, a verde-rosa, nome e cores escolhidos por Cartola, que compôs também o primeiro samba, "Chega de Demanda". Seus sambas se popularizaram nos anos 30 em vozes ilustres como Francisco Alves, Mário Reis, Silvio Caldas e Carmen Miranda. Mas no início dos anos 40, Cartola desaparece do cenário. Pouco se sabe sobre essa época além de que brigou com os amigos da Mangueira e que ficou mal depois da morte de Deolinda, a mulher com quem vivia. Especulou-se até que houvesse morrido. Cartola só foi reencontrado em 1956 pelo jornalista Sérgio Porto, trabalhando como lavador de carros. Porto tratou de promover a volta de Cartola, levando-o a programas de rádio e fazendo-o compor novos sambas para serem gravados.

Em 1964 Cartola e a esposa Zica abriram um bar-restaurante-casa de espetáculos na rua da Carioca, o Zicartola, que promovia shows de samba e boa comida, reunindo no mesmo lugar a juventude bronzeada da Zona Sul carioca e os sambistas do morro. O Zicartola fechou as portas algum tempo depois, e o compositor continuou com seu emprego publico e compondo seus sambas.

Em 1974 gravou o primeiro de seus quatro discos solo, e sua carreira tomou impulso de novo com clássicos instantâneos como "As Rosas Não Falam", "O Mundo É um Moinho", "Acontece", "O Sol Nascerá" (com Elton Medeiros), "Quem Me Vê Sorrindo" (com Carlos Cachaça), "Cordas de Aço" e "Alegria". Ainda nos anos 70 mudou-se da Mangueira para uma casa em Jacarepaguá, onde morou até a morte.


FONTE
http://pt.wikipedia.org/wiki/Cartola_(compositor)

http://cliquemusic.uol.com.br/artistas/ver/cartola


quarta-feira, 5 de março de 2014

Costa Gold


O Costa Gold surgiu no início de 2012, quando Lucas Predella, com o término do seu grupo Astúcia Crew, fez o convite para o Adonai MC, fundador e organizador da batalha do Beco, para iniciar um novo projeto. Três meses depois, Adonai conheceu o Nog na Batalha do Beco e o apresentou para o Predella, fechando assim a trinca de MCs do Costa Gold. O DJ Cidy, que já tocava em festas e estudava no mesmo lugar que o Nog, foi notado pelo MC e assim entrou no Costa Gold.


Costa Gold lançou um EP online e não oficial intitulado P.L.O.W. (Punch Lines on the World), ainda em 2012. Sequencialmente iniciou a proposta de uma trilogia entitulada de “Ciclo Vicioso”, que teve seu primeiro capítulo lançado no início de 2013, o EP online Efeito Dominó.


No final do mesmo ano foi lançado o segunda capítulo, a mixtape “Epifania, e em novembro de 2014 foi lançado o capítulo final da trilogia Ciclo Vicioso, o disco “Posfácio.


No dia 23 de março de 2015, data que ficou marcada na história do grupo de rap paulista Costa Gold, o membro Adonai decidiu sair para carreira solo. A carta de esclarecimento onde o rapper se explica está no Genius.


Em novembro de 2015, o grupo lançou o disco “155”, firmando uma nova identidade musicalcom os três atuais integrantes: Predella, NOG e DJ Cid. Foi gravado e mixado por SPVic no estúdio Esseponto.Records e masterizado por Rafael Zeferino do estúdio AudioFusion : Bureau. O disco teve participações de Cacife Clandestino, Haikaiss, Don L, Luccas Carlos, Lola Salles e Shawlin. E produções dos beatmakers Lotto, DJ Murilo, BillyBilly, Neo Beats, TH, Mestre Xim e Dubode Inteligente.

fonte

http://genius.com/artists/Costa-gold