sábado, 21 de abril de 2012

Men At Work



O Men at Work foi uma banda de rock australiana formada na cidade de Melbourne, em 1979. A banda teve o auge de sua popularidade no início da década de 1980 com influências do reggae.

O Men at Work é mais conhecido pelo seu sucesso de 1982, "Down Under", uma canção alegre e cômica sobre australianos viajando pelo mundo confiantes das virtudes de seu país e sobre a imposição da cultura norte-americana e européia às belezas naturais de seu país.

Down Under

A canção foi um sucesso de vendas em vários países, incluindo o Reino Unido, onde alcançou o primeiro lugar nas paradas, sendo a única canção deles a entrar nos "Top 20" daquele país. Ela tornou-se um hino extra-oficial para a Austrália para vários movimentos underground ou musicais de seu país.

Seu primeiro álbum, Business as Usual (1981) marcou um recorde de maior tempo para um álbum de estreia como primeiro nas paradas dos Estados Unidos. Além de "Down Under", os hits "Who Can It Be Now?" e "Be Good Johnny" tornaram-se videoclipes de sucesso durante os primeiros anos da MTV americana. "Who Can It Be Now?" e "Down Under" atingiram o primeiro lugar nas paradas americanas. Sendo um dos álbuns mais famosos do início da década de 1980. Business As Usual teve seis milhões de cópias vendidas nos Estados Unidos, e estimam-se mais de quinze milhões vendidas mundo afora.

"Who Can It Be Now?"

Be Good Johnny

Business As Usual

A banda ganhou o Grammy Award de melhor artista iniciante no ano de 1983.


O segundo álbum da banda, Cargo (1983), alcançou menos sucesso que o primeiro, atingindo apenas a terceira posição e três milhões de cópias vendidas nos Estados Unidos. Três singles foram lançados, "Overkill" (3° nos Estados Unidos), "It's A Mistake" (6° nos Estados Unidos), e "Dr. Heckyll And Mr. Jive" (28° nos Estados Unidos).

Overkill

It's A Mistake

Dr. Heckyll And Mr. Jive

No ano seguinte a banda demitiu o baixista John Rees e o baterista Jerry Speiser. Quando seu terceiro álbum Two Hearts foi lançado em 1985 com quase nenhum sucesso (apenas 500 mil cópias vendidas nos Estados Unidos) o guitarrista Ron Strykert também deixou a banda, e logo em seguida o tecladista e saxofonista Greg Ham também seguiu o mesmo caminho.

O único remanescente da banda original, o vocalista Colin Hay, continuou a fazer apresentações com músicos contratados até o final de 1985 quando o Men at Work finalmente se dissolveu. Two Hearts só conseguiu uma canção de sucesso mediano, "Everything I Need", que não chegou nem mesmo aos 40 primeiros nas paradas norte-americanas.

Everything I Need

Em 1996 os membros originais Colin Hay e Greg Ham se reagruparam e fizeram turnê mundial também com músicos contratados.


Em 1996 produziram um álbum ao vivo, Brasil, gravado ao vivo em sua turnê brasileira; repetindo a dose em outras visitas.




Em 2000 a banda tocou no fechamento dos Jogos Olímpicos de Sydney naquela cidade, cantando em coro com o público a canção "Down Under".

Down Under

Em 19 de abril de 2012, Greg Ham foi encontrado morto em uma casa no subúrbio de Melbourne por um grupo de amigos.


O sargento da Polícia australiana Shane O'Connell indicou à imprensa que a causa da morte está sendo investigada e que, por enquanto, há alguns "aspectos inexplicáveis". "Neste momento não estamos preparados para entrar em detalhes precisos do que aconteceu", acrescentou O'Neill, segundo a rede de televisão ABC.


Ham, que tinha 58 anos, se juntou à banda em 1979, em substituição a Greg Sneddon, e tocava flauta, saxofone e teclado. O grupo alcançou reconhecimento nacional em 1981, com a canção "Who can it be now?", e ganhou fama internacional no ano seguinte, com o álbum "Business as usual", que liderou as paradas de Austrália, Estados Unidos e Reino Unido. A banda se envolveu em uma polêmica em 2010 envolvendo os direitos autorais do hit "Down under". Na ocasião, Ham chegou a dizer que temia pelo seu futuro financeiro.


Of Monsters And Men at Work - Little Talks / Down Under
(Mash-up Mondays @ Jimmy Kimmel Live)

FONTE

https://pt.wikipedia.org/wiki/Men_at_Work

http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2012/04/musico-da-banda-men-work-e-encontrado-morto-na-australia_1.html

sábado, 14 de abril de 2012

The Who



Como explicar o legado do The Who? Uma das maiores bandas da história, liderada por um dos mais talentosos compositores de todos os tempos, maior representante do movimento "mod" - imortalizado, primeiro em disco, e, depois, no cinema como Quadrophenia - o Who é, com certeza, um dos mais espetaculares shows de rock nos anos 70, ou até mesmo o maior, batendo, inclusive, o Led Zeppelin. A química produzida por Pete, o vocalista Roger Daltrey, e os falecidos John Entwistle (baixo) e Keith Moon (bateria) era algo inexplicável. Uma energia primal, bruta, violenta e sensual. E tudo isso começou com o LP de estréia, que trouxe um dos maiores hinos da geração dos anos 60 - "My Generation" - tão importante quando "(I Can't Get No) Satisfaction" ou "Help!". Para muitos o The Who não era apenas um excepcional grupo de rock; era um estilo de vida.

My Generation


É quase um consenso geral que Live at Leeds é o maior álbum ao vivo da história.


E isso fica bem mais claro ouvindo a edição completa da apresentação - ainda bem que inventaram o CD! -, já que, recentemente, saiu o show na íntegra em luxuosa embalagem dupla - há uma edição nacional, acreditem! - sendo o segundo disco dedicado somente às músicas de Tommy.

O mais incrível é que, ao contrário de outros grupos "pesados", não havia aquela coisa de "solo de Pete" ou "solo de Keith". Isso era desnecessário, pois parecia que todos solavam ao mesmo tempo, tamanho a intensidade da banda, embora Pete sempre tenha dito que se achava um músico limitado e que se via apenas como um guitarrista-rítmico. Imagine, então, se o homem fosse bom!

Apesar das inúmeras brigas internas - especialmente entre o gozador Keith e o baixinho Roger (porque todo nanico é enfezado?) - havia um clima de grande alegria e diversão entre eles e o público. Basta ouvir a interação entre Townshend e a audiência no disco ao vivo antes de apresentar "A Quick One (While He's Away)", algo como "Uma Rapidinha, Enquanto Ele Está Fora". Só pelo título, percebe-se a descontração do grupo.


Grande parte da força residia na falecida dupla formada pelo baixista John Entwistle (que Pete chamava de "John 10 CV", algo como "John 10 Cavalos", tamanha a potência que retirava de seu instrumento) e do baterista Keith Moon, disparada a melhor "cozinha" do rock. Jamais houve uma dupla igual. Além de montar a bateria de uma maneira completamente distinta dos demais, Keith metia a mão sem parar, parecendo que solava o tempo todo. Talvez, por isso, fossem desnecessários solos egocêntricos nos shows. O Who jamais dava descanso aos fãs.


E os fãs amavam isso. Segundo o guitarrista e baixista dos Stooges, Ron Asheton, ver uma apresentação do The Who por volta de 1964, 1965 era mesmerizante. Ele relata isso no livro Please Kill Me: "Fomos ver (ele e Dave Alexander, baixista orginal dos Stooges. Nota do Editor) o Who no Cavern. Estava completamente repleto de gente. Abrimos caminho à força, até uns três metros do palco, e Townshend começou a estraçalhar a Rickenbacker de doze cordas. Foi minha primeira experiência de um pandemônio total. Era uma matilha humana tentando agarrar os pedaços da guitarra de Townshend, e as pessoas lutavam para subir no palco, e ele brandia a guitarra na cabeça delas. A platéia não gritava, era mais como ruídos de animais uivando. O lugar inteiro ficou realmente primitivo. - como um bando de animais mortos de fome que não comesse há uma semana e alguém jogasse um pedaço de carne. Fiquei com medo. Foi tipo: 'o avião está pegando fogo, o navio está afundando, então vamos rebentar um ao outro.' Nunca tinha visto pessoas ficarem tão enlouquecidas - a música levava as pessoas àqueles extremos perigosos. Foi quando me dei conta: 'É exatamente isso que quero fazer.'"

Deu pra sentir o clima?


A história do Who começou alguns anos, quando o rebelde Roger Harry Daltrey é expulso da Acton County Grammar School, na primavera de 1959 por recusar a vestir o uniforme escolar. Com isso, é obrigado a ir trabalhar em uma metalurgia. Para passar o tempo e se divertir toca The Detours, onde era o guitarrista e líder. O Detours era basicamente um grupo de skiffle, usando instrumentos acústicos.

Mas os Detours não tinham baixista e Roger saiu à caça de um. Por sorte, encontrou um ex-colega de escola chamado John Alex Entwistle, que carregava um baixo que ele mesmo havia construído, que tocava alguns instrumentos de sopro em outro grupo escolar. Através de John, Roger convidou um rapaz de nariz imenso, pois precisava de um guitarrista-rítmico. Seu nome era Pete Dennis Blandford Townshend. Pete já tinha experiência no meio musica, pois seus pais eram artistas. Além deles, completavam o grupo o baterista Doug Sandom e o vocalista Colin Dawson.

E foi através da mãe de Pete, que os primeiros shows foram agendados. Aos poucos, Roger foi convencido que não era um guitarrista tão bom assim e que deveria tentar cantar, já que o vocalista Colin Dawson havia sido demitido por Roger e o outro, Gabby Connolly, não havia agradado. Sem um guitarrista-solo, coube a John tentar preencher o espaço tocando partes de guitarra em seu baixo.

Com apenas um baterista, um baixista e um guitarrista, o grupo perdia potência. Foi aí que nascia a genialidade de Townshend, que começou a amplificar suas guitarras acústicas de maneira incomum e procurava criar acordes fortes e segurando os por alguns segundos, até criar feedback. Tudo isso aconteceu por volta de 1962, 63, quando os Beatles começariam uma imensa revolução no planeta.


Em 1964, os Detours foram obrigados a mudar de nome, pois havia um grupo de mesmo nome que havia, inclusive, aparecido em um programa de TV. Assim, a banda resolve mudar de nome: The Who, por sugestão de Richard Barnes, amigo de Pete. Nessa época, o grupo já era um grupo quase profissional, com shows regulares e passam a ser empresariados por Helmut Gorden.

O Who, no entanto, tinha problemas sérios com bateristas. Após a saída de Doug Samdon, a banda tocava com um músico contratado chamado Dave Golding. Foi nessa época que conheceram um baixinho, com um senso de humor um tanto bizarro e que tocava de maneira inacreditável: Keith John Moon.


Keith havia começado a tocar com 16 anos no Mark Twain and The Strangers e dizia que teria uns 23 empregos nos próximos dois anos. Na época em que se juntou ao Who, em abril de 64, estava no Clyde Burns and The Beachcombers.

Mas o grupo teria outra mudança ainda nesse mês. Por sugestão do novo empresário, Peter Meaden, o grupo passa a se chamar The High Numbers e se torna um grupo mod. A idéia era criar uma identidade ao quarteto.

Os mods eram jovens trabalhadores que cultivavam basicamente o culto às roupas, às lambretas (scooters), discos de R&B importados dos EUA e anfetaminas. Eram jovens selvagens, barulhentos, agitados e que tinham como inimigos os rockers. Boa parte da saga está relatada no filme Quadrophenia.


A banda acaba assinando contrato com a Fontana Records e no dia 3 de julho debuta com o compacto I’m The Face/Zoot Suit, que fracassa nas paradas. A letra era escrita por Meaden.

O High Numbers já trazia as características que fariam a fama do Who, como uma presença selvagem em palco.

Foi nessa época que a banda encontra uma jovem dupla que seria fundamental para a carreira musical do jovem grupo: Kit Lambert e Chris Stamp. Kit era conhecido por ser o irmão do jovem astro de cinema, Terence Stamp, e viu o High Numbers, pela primeira vez, em julho. Imediatamente percebeu que eles poderiam ser o grupo que ele e Chris procuravam para serem empresários. Os dois conseguiram anular o contrato com Helmut Gorden, já que a banda havia assinado quando eram menores de idades, o que era irregular.

Entre agosto e setembro daquele ano, participam de concertos dominicais no Reino Unido, organizados por Arthur Howes. Desconhecidos, o High Numbers abriram para outras duas bandas mais famosas: os Kinks e os Beatles.


Em setembro, Pete arrebenta a primeira guitarra no palco, por acidente, no Railway Hotel in Harrow. Nascia aí sua marca registrada em shows, quando jogava os pedaços aos fãs. Segundo o guitarrista "eles procuravam novas idéias para fazer uma música diferente e algo diferente visualmente e quando o equipamento não correspondia às suas expectativas, os arrebentava, furioso." Uma semana depois, Keith destrói seu primeiro kit de bateria: "quis ser solidário à Pete".

Lambert e Stamp conseguem uma audição na EMI para a banda, que requisita material próprio do grupo para serem melhores avaliados. A dupla começa a pressionar Pete Townshend para que escreva canções. Enquanto isso, os dois assinam contrato com o produtor Shel Talmy que tinha um pequeno selo independente, a Orbit Music. Enquanto isso, Talmy fecha um acordo com a Decca, nos EUA, para distribuírem os disco do Who naquele país.

Pete, um apaixonado pela eletrônica desde menino, consegue desenvolver um pequeno gravador com várias pistas, o que permitia que fizesse canções tocando todos os instrumentos. Ninguém usava isso no rock, naquela época.


Com isso, Pete tinha um maior controle quando o grupo as gravasse, pois sabia exatamente como queria que soassem. Suas duas primeiras composições foram "Call Me Lightning" e "I Can't Explain," uma cópia descarada do mega-hit dos Kinks, "You Really Got Me". O roubo era "proposital", pois Talmy era o produtor dos Kinks.

Em novembro, a banda volta a mudar de nome, adotando o nome anterior, The Who. Nesse mês a banda adentra os estúdios IBC para gravar o primeiro compacto, "I Can't Explain". Ao mesmo tempo, iniciam uma temporada de 16 semanas tocando no Marquee, sempre com casa lotada e guitarras esmigalhadas e fãs que saíam exaustos de tanto dançarem e gritarem com tamanha agitação que vinha dos palcos.

Os shows são realizados às terças e o pôster é desenhado pelo amigo de Pete, Richard Barnes, que cria a clássica imagem do guitarrista pulando e girando os braços e os dizeres "Maximum R&B", que seria imortalizada.


No dia 15 de janeiro, finalmente é editado o compacto I Can't Explain pelo selo Brunswick. O compacto demora a decolar, mas finalmente alcança o oitavo lugar na parada.

Duas semanas após o compacto lançado o grupo é a atração do programa de TV, Ready Steady Go!

Em maio é lançado o segundo compacto do grupo, Anyway Anyhow Anywhere, que faz a transição do Who de uma banda mod para um grupo pop. O grande destaque da canção é o uso selvagem de feedback. A canção seria uma das raras vezes em que Roger Daltrey assnaria uma composição, sendo esta, ao lado de Pete. A canção chegou ao décimo lugar na parada. É nesse momento que o grupo adota um visual diferente, usando, entre outras coisas, um paletó com as cores da bandeira do Reino Unido.


Em setembro e outubro, The Who sai para uma série de shows pela Holanda e Escandinávia e Roger Daltrey acaba sendo demitido pelos outros três, que não toleram mais sua personalidade agressiva.

Roger estava furioso com Keith Moon, que abusava de pílulas e o proibiu de usá-las, sem sucesso. O cantor é demitido apenas em solo inglês, mas readmitido logo depois. A banda já angariava alguma fama e os tablóides gastam páginas e páginas relatando as brigas internas na banda, principalmente entre Roger e Keith.

Em outubro, o Who edita o maior clássico do grupo, o compacto My Generation. Segundo Pete, a inspiração veio quando seu carro, um Packard hearse 1935, foi guinchado na Belgravia Street, por ofender à visão da Rainha Mãe, que o considerava ofensivo. O carro parecia um modelo usado por funerárias.


Isso causou uma revolta profunda em Pete, que escreveu um dos mais famosos versos da história: "Hope I die before get old". (espero morrer antes de ficar velho).


O compacto pode ser considerado uma das primeiras influências para o que viria ser depois o punk. Além da letra contestadora, Roger Daltrey deixou sua marca, ao imitar um gago no vocal. A idéia era mostrar a ira dos jovens. Além disso, a banda inovava ao usar a idéia do "call-and-response" tão usado nos grupos de R&B da América, já que a cada verso de Roger, Pete e John cantavam outro em seguida. A canção chegou ao segundo lugar, o mais alto posto do Who em sua história. Infelizmente, a banda jamais teria um primeiro lugar, fosse no Reino Unido ou na América.


No dia 3 de dezembro de 1965, é editado o primeiro LP, My Generation. No disco, John Entwistle veste a famosa jaqueta com as cores do Reino Unido, a banda é fotografada olhando para o alto e o disco chega ao quinto lugar nas paradas.

O disco é uma das mais extraordinárias estréias dos anos 60 e mostra o Who tocando composições próprias e clássicos do R&B. A produção é mais uma vez de Shel Talmy, que começa a ter problemas com Lambert e Stamp por causa de dinheiro. Apesar disso, talmy havia feito um excelente trabalho, ao conseguir repetir, em termos, as furiosas apresentações ao vivo do grupo, em vinil. O produtor lembra o quanto eles eram bons: "o disco foi gravado ao vivo e depois acrescentando pouca coisa. Keith Moon era um baterista incrível e combinava incrivelmente com o baixo de Joh. Isso sem falar na peculiar guitarra de Pete e nos vocais apaixonados de Roger. Era óbvio que seriam grandes."


As faixas do álbum original eram:

Lado 1

1. "Out in the Street"
2. "I Don't Mind" (James Brown)
3. "The Good's Gone"
4. "La-La-La-Lies"
5. "Much Too Much"
6. "My Generation"

Lado 2

1. "The Kids Are Alright"
2. "Please, Please, Please" (Brown/John Terry)
3. "It's Not True"
4. "I'm a Man" (McDaniel)
5. "A Legal Matter"
6. "The Ox" (Townshend/Moon/Entwistle/Hopkins)

O disco capta toda a fúria de uma juventude inquieta e Pete choca, ao admitir, em janeiro de 1966, que consumia drogas em uma programa de TV da BBC.


Enquanto isso, Lambert e Stamp tentam romper o contrato com Shel Talmy. O grupo tinha um contrato com a Decca na América, que os ignora por completo. Assim, os empresários resolvem romper, assinam com a Atlantic na América e com o novo selo, Polydor, de Robert Stigwood, para o resto do mundo. Uma versão diferente do LP é editado nos EUA, recebendo o nome The Who sings My Generation, em abril de 1966, com outras canções.


O disco trazia as seguintes faixas:

Lado 1

1. "Out in the Street" – 2:31
2. "I Don't Mind" (Brown) – 2:36
3. "The Good's Gone" – 4:02
4. "La-La-La Lies" – 2:17
5. "Much Too Much" – 2:47
6. "My Generation" – 3:18

Lado 2

7. "The Kids Are Alright" – 2:46
8. "Please, Please, Please" (Brown/Terry) – 2:45
9. "It's Not True" – 2:31
10. "The Ox" (Townshend/Moon/Entwistle/Hopkins) – 3:50
11. "A Legal Matter" – 2:48
12. "Instant Party" – 3:12

Dessa forma, o The Who começava a construir uma carreira recheada de sucessos, histórias e se firmaria com um dos mais importantes grupos da história. Mas a continuação é papo para outro dia. Um abraço e até a próxima coluna.



Discografia

Discos

My Generation (1965)
Quick One (1966)
The Who Sell Out (1967)
Magic Bus: The Who on Tour (1968)
Tommy (1969)
Live at Leeds (1970)
Who's Next (1971)
Meaty Beaty Big and Bouncy (1971)
Quadrophenia (1973)
Odds and Sods (1974)
The Who By Numbers (1975)
Tommy - Original Soundtrack (1975)
The Story Of The Who (1976)
Who Are You (1978)
The Kids Are Alright (1979)
Quadrophenia - Original Soundtrack (1979)
Face Dances (1981)
Hooligans (1981)
Phases (1981)
It's Hard (1982)
Who's Last (1982)
Join Together (1982)
Who's Greatest Hits (1983)
Who's Missing (1985)
Two's Missing (1987)
Who's Better Who's Best (1988)
Thirty Years Of Maximum R & B (1994) 
My Generation - The Very Best of (caixa de 4 CDs, 1996)
Live At The Isle Of Wight Festival 1970 (1996)
20th Century Masters - The Millenium Collection: The Who (1999)
Live at the Royal Albert Hall (2000)
The BBC Sessions (2000)
The Who: Then and Now (2004)
Endless Wire (2006)

Singles

1964 - I'm the Face / Zoot Suit / (como The High Numbers)
1965 - I Can't Explain / Bald Headed Woman
1965 - Anyway, Anyhow, Anywhere / Daddy Rolling Stone (UK B-Side) / Anytime You Want Me (US B-Side)
1965 - My Generation / Shout and Shimmy
1966 - Circles / Instant Party (Unreleased single)
1966 - Substitute / Circles (UK B-Side) / Waltz for a Pig (US B-Side)
1966 - A Legal Matter / Instant Party
1966 - The Kids Are Alright / The Ox
1966 - I'm a Boy / In the City
1966 - La La La Lies / The Good's Gone
1966 - Happy Jack / I've Been Away (UK B-Side) / Whiskey Man (US B-Side)
1967 - Pictures of Lily / Doctor, Doctor
1967 - The Last Time / Under My Thumb
1967 - I Can See For Miles / Someone's Coming (UK B-Side) / Mary-Anne with Shakey Hands (US B-Side)
1968 - Dogs / Call Me Lightning
1968 - Magic Bus / Dr. Jekyll and Mr. Hyde
1969 - Pinball Wizard / Dogs Part II
1970 - The Seeker / Here for More
1970 - Summertime Blues / Heaven And Hell
1970 - See Me, Feel Me / Overture
1971 - Won't Get Fooled Again / I Don't Even Know Myself
1971 - Let's See Action / When I Was a Boy
1972 - Join Together / Baby Don't You Do It
1972 - Relay / Waspman
1973 - 5:15 / Water
1975 - Overture / See Me, Feel Me/Listening to You (from Tommy film)
1975 - Squeeze Box / Success Story
1978 - Who Are You / Had Enough
1981 - You Better You Bet / The Quiet One
1981 - Don't Let Go the Coat / You
1982 - Athena / A Man Is a Man
1984 - Twist & Shout (Live) / I Can't Explain (Live)
2004 - Real Good Looking Boy / Old Red Wine
2006 - Wire & Glass / Mirror Door
2006 - It's Not Enough – iTunes Download Single
2006 - Tea & Theatre – iTunes Download Single

fonte

http://www.alwaysontherun.net/who.htm

http://www.beatrix.pro.br/mofo/thewho.htm

sexta-feira, 13 de abril de 2012

SESC Partituras


Não sei porque mas o Mato Grosso do Sul ficou de fora...

O Serviço Social do Comércio – SESC, lança no próximo sábado, 14 de abril, um portal voltado à difusão da música brasileira e à formação de novos músicos e grupos de câmara. O SESC Partituras será lançado simultaneamente em todo país nessa data.

Para marcar o lançamento do site, no dia 14 de abril, serão realizados concertos simultâneos em 23 estados: Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Brasília, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná., Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins. Grupos de câmara, corais, solistas e orquestras regionais participarão das apresentações, com repertórios compostos por obras do acervo do SESC Partituras.


O site SESC Partituras contará com um sistema de catalogação e busca eficiente, que permitirá a perfeita visualização e a audição das obras de seu acervo. A consulta será feita por meio de uma ferramenta de busca, com pesquisa pelo título da obra, nome do autor, formação do grupo ou instrumentos. O objetivo é oferecer suporte a músicos, estudantes de música e pesquisadores.

Todo o acervo estará disponível na íntegra para impressão. Entre as composições disponíveis, destacam-se peças raras (até então mantidas em manuscritos originais) de compositores consagrados como Francisco Mignone, Guerra-Peixe e Glauco Velásquez; obras de relevância histórico-patrimonial como as do Padre José Mauricio Nunes Garcia (1767-1830); músicas de compositores representativos de diversas regiões do país como Maurício de Oliveira (ES), Tó Teixeira (PA), Adelmo Arco Verde (PE), Fernando Cerqueira (BA) e João Rodrigues de Jesus (SE); além de obras de compositores contemporâneos de destaque no cenário nacional como Alexandre Schubert, José Orlando e Elieri Moura.

Com esta iniciativa, o SESC traz relevante contribuição para o desenvolvimento da cultura musical no país, apoiando a preservação e difusão do patrimônio musical brasileiro, fomentando a produção e divulgação de artistas brasileiros e promovendo o acesso à música em seus diversos gêneros e estilos.

Histórico

Iniciado em 2007, o então Banco Digital SESC de Partituras possuía um programa de editoração de partituras e um acervo de obras digitalizadas, com pontos de acesso em 17 unidades do SESC, sendo um importante subsídio para pesquisa de estudantes e músicos locais. Em 2010, iniciou-se o processo de reestruturação do projeto, visando a ampliação de seu alcance por meio da criação de um portal, que envolveu equipes de especialistas em editoração, catalogação, direitos autorais, ferramenta de busca na internet.

A programação completa dos concertos de lançamento do site SESC Partituras está disponível em www.sesc.com.br/sescpartituras

O projeto, lançado nacionalmente com um concerto simultâneo em vinte e três estados do país, vai ter Sobral como cidade sede, no Ceará. O lançamento, no Teatro São João, terá participação das orquestras Pão de Açúcar de Fortaleza, Orquestra de Câmara da Escola de Música de Sobral e a participação de professores solistas do curso de Música da UFC de Sobral. No concerto, os artistas executarão as obras que fazem parte deste acervo.

Em Palmas, o evento acontece no Teatro SESC de Palmas, às 20h, e contará com a participação do grupo Palmas Música que apresentará composições que estão disponíveis no site. O site contém as obras do acervo do projeto SESC Partituras e funcionará como uma biblioteca virtual de música, que permitirá aos usuários o acesso a composições brasileiras de todas as épocas.

O SESC Partituras é um projeto desenvolvido em âmbito nacional sem fins lucrativos que visa preservar, difundir e democratizar o acesso ao patrimônio musical nacional por meio da criação de uma biblioteca virtual de obras de compositores brasileiros transcritas digitalmente por meio da utilização de sofisticados programas de editoração.

Para a promotora cultural em música do SESC/TO, Veridiana Barreto, a importância desse projeto está na democratização do acesso. “O portal possui um sistema de busca simples e eficiente que facilitará a pesquisa de composições raras, obras de relevância histórico-patrimonial e músicas contemporâneas de destaque no cenário musical. E o melhor é que todas as obras estarão disponíveis na integra para impressão”, ressaltou.

Ainda segundo a promotora, artistas tocantinenses estão presentes nesse acervo. “Existem três obras de Othonio Benvenuto, artista conhecido da cidade de Gurupi e também uma obra de Leonardo Perotto, nascido no Rio Grande do Sul, mas radicado em Palmas, que fazem parte do acervo”, afirmou Veridiana. Todas essas composições serão apresentadas na cerimônia de lançamento.

Repertório da Apresentação

1. Duas Miniaturas, de Alexandre Schubert (violão solo)

2. Noite Escura, de Alexandre Schubert (voz e violão)

3. Tema, de Alexandre Schubert (clarinete e piano)

4. Intercâmbios, de J. Orlando Alves (flauta, clarinete e piano)

5. Duas Invenções Breves, de Othonio Benvenuto (flauta e clarinete)

6. Duas Canções, de Othonio Benvenuto (voz e piano)

7. Sonata, de Othonio Benvenuto (flauta e piano)

8. Super 8, de Leonardo Luigi Perotto (flauta, clarinete, violão e piano)

9. Flor Amorosa, de Joaquim Antônio Callado (voz, flauta, clarinete, violão e piano)

Sobre o Grupo

O Palmas Música entende a música de concerto como principal forma de expressão artística. O grupo desenvolve iniciativas de formação de plateia e projetos artísticos a partir de obras escritas especificamente para o grupo. Atualmente prepara sua turnê pelo programa SESC Amazônia das Artes, que percorrerá dez capitais do país, entre maio e setembro de 2012.

Em Piauí, um concerto com apresentação de Erisvaldo Borges e da Orquestra Sinfônica de Teresina marca o lançamento do site “SESC Partituras”, no dia 14 de abril, às 19h no Palácio da música. Na primeira parte do concerto, Erisvaldo Borges, apresentará composições próprias e dos compositores Alexandre Schubert e Kelson Coutinho. Em seguida, a Orquestra Sinfônica de Teresina, sob a regência da Aurélio Melo, apresenta o concerto Orquestra de Cordas com Suíte nº 1, de Glauco Velasquez, Balandê de Cordas e Sarau na Roça, de Aurélio Melo.

O repertório apresentado nos concertos consta do acervo SESC Partituras – um projeto sem fins lucrativos que objetiva preservar, difundir e democratizar o acesso ao patrimônio musical brasileira. A proposta é disponibilizar a todos os interessados um sistema de catalogação e busca coerente com as reais necessidades dos músicos e pesquisadores.

FONTE

SURGIU

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Ellen de Lima


Helenice Teresinha de Lima Pereira de Almeida, a Ellen de Lima (Salvador, 24 de março de 1938) é uma cantora e atriz brasileira que fez sucesso durante o período dourado do rádio, na década de 1950. Tornou-se conhecida do público por ser a intérprete da célebre "Canção das Misses", escrita por Lourival Faissal, para servir de tema do tradicional concurso de Miss Brasil.


Ellen nasceu na Bahia, mas já aos dois anos seguiu para o Rio de Janeiro. Começou sua carreira em 1950 no programa de calouros de César de Alencar, na Rádio Nacional, bem como no "Alvorada dos Novos", da Mayrink Veiga, pela qual foi contratada em 1954 para apresentar-se no Rio e em São Paulo.


Foi uma das primeiras contratadas da Columbia (depois CBS e atual Sony-BMG), no Brasil, lançando nesse mesmo ano o seu primeiro disco, a convite do maestro Renato de Oliveira, com o samba-canção "Até Você" (Armando Nunes) e o slow-fox "Melancolia" (Allain Romans, versão de Capitão Furtado).

Em 1957, fez sucesso com o bolero "Vício" (Fernando César), gravando seu primeiro LP, "Ellen".


Foi na década de 1960 que Ellen de Lima conquistou o público brasileiro com a "Canção das Misses", tema do concurso de Miss Brasil, à época promovido pelos Diários Associados.

Atuou bastante em televisão (trabalhou como atriz-cantora na TV Globo, ao lado de Fernanda Montenegro e Sérgio Britto) e em diversas boates, como a Oásis paulistana e O Galo, no Rio de Janeiro, além de participar de espetáculos no Copacabana Palace, ao lado de Haroldo Costa e das Irmãs Marinho.




A partir de 1988 passou a integrar o grupo As Eternas Cantoras do Rádio, ao lado de Carmélia Alves, Violeta Cavalcante, entre outras, com o qual gravou três CDs. No volume 3, gravou "Estrela" (Gilberto Gil), em duo com seu autor, e "Bésame" (Flávio Venturini e Murilo Antunes).


Ellen já ganhou títulos importantes, como o de Rainha dos Músicos e a medalha Oswaldo Cruz.


'Nós não somos saudosistas. Somos pessoas de bom gosto', diz a cantora, lembrada por cantar sucessos do passado. (AQUI)

FONTE

http://pt.wikipedia.org/wiki/Ellen_de_Lima

domingo, 8 de abril de 2012

Priscilla Alcântara


Fazer a pesquisa sobre a Priscilla mexeu com minhas emoções... ela me lembra a Danielly (10/06/1992 - 06/01/2005) minha filha ainda mais quando canta "Um Anjo Veio me Falar".

Priscilla Alcântara Silva Fonseca, (Itapecerica da Serra, 19 de junho de 1996) é uma apresentadora de televisão e cantora brasileira. Filha de músicos, Priscilla Alcântara sempre contou com o apoio e incentivo dos pais. Ela canta na igreja que congregava desde os dois anos de idade.

Estreou como apresentadora de TV no dia 1º de agosto de 2005 ao lado de Yudi Tamashiro e Ítala Matiuzzo no Bom Dia & Cia do SBT. Ela iniciou sua carreira artística no programa Código Fama do SBT. A apresentadora também já apresentou os programas Domingo Animado e Carrossel Animado também no SBT.


Em 2006, Priscila lançou, ao lado de Yudi Tamashiro, o CD Os Pequenos Rebeldes (que conteve regravações de músicas do grupo RBD, sendo parceria do SBT e da EMI). Ela também é evangélica, e gravou sozinha o seu 1º CD chamado O Inicio, lançado em 2008, e o seu 2º CD chamado Meu sonho de criança, lançado em 2010.



Apresentadora
2005-Atualmente: Bom Dia & Cia
2007-2008: Carrossel Animado
2007-2008: Domingo Animado
2011: Cantando no SBT
2011: Sábado Animado
2012: Dia No Parque

Discografia

Álbuns De Estúdio: Solo
2008: O Início
2010: Meu Sonho De Criança

Álbum De Estúdio: Com Yudi
2006: Os Pequenos Rebeldes

Singles
2009: Reina
2009: Meu Segredo
2010 Meu Sonho De Criança
2011 Rio De Águas Vivas

2012 Podemos Fingir

Turnê
2008-2009: Turnê d'O Início
2010: Turnê do Meu Sonho De Criança
2011 Turnê Priscilla Alcântara 2011



FONTE

http://pt.wikipedia.org/wiki/Priscilla_Alc%C3%A2ntara

Floriano Belham


Floriano da Costa Belham (Rio de Janeiro, 3 de fevereiro de 1913 — Rio de Janeiro, 20 de setembro de 1999) foi um cantor juvenil brasileiro muito popular nos anos 20 e 30, tendo sido a primeira "criança" no mundo a gravar um disco profissional, em 1929.

Ele comoveu o público com sua voz aguda e seu timbre infantil, que se mantiveram até seus 22 anos. Como até então era muito baixo – 1,40 m de altura – e magro, o rosto e a voz de garoto, passava por mais jovem. Seu sucesso abriu caminho para seguidores, como Dircinha Batista.

Outra particularidade em suas gravações foi as mudanças profundas de voz num cantor: soprano na infância e adolescência, tenorino aos vinte anos e logo barítono; em todos os estágios, manteve o timbre limpo e uma alta dose de inspiração.

Nasceu no bairro da Tijuca, filho de João Henrique, funcionário do Ministério da Fazenda, e Maria Luísa da Costa Belham. Seu avô paterno, o inglês William Belham, almirante da Marinha Britânica, lutou na Guerra do Paraguai. Durante o conflito, o oficial se casou com uma índia guarani e, após o fim da guerra, o casal se estabeleceu no Rio.

Floriano perdeu a mãe aos três anos de idade; a partir de então, ele passou a ser educado por sua tia paterna, a professora Leopoldina Belham, residente da ilha de Paquetá. Reporta-se que ele foi um menino teimoso e insubordinado. Foi durante sua infância que Belham se tornou fumante. O tabagismo foi a causa de sua degeneração física e, posteriormente, de sua morte.

Começou a cantar aos dez anos de idade, apresentando-se em festas e reuniões de sua escola, o colégio Dom Pedro II.

Em 1927, quando tinha quatorze anos, apresentou-se num espetáculo beneficente para crianças tuberculosas em Paquetá, no qual foi bastante aplaudido. Durante a apresentação, foi assistido pelo empresário teatral Armando Alvin, que o convidou a integrar sua companhia, o Centro Artístico Regional.

Floriano receberia o cachê de cinquenta mil réis, uma quantia bastante alta, até então reservada às grandes estrelas. A companhia, da qual fazia parte também artistas consagrados como o bandolinista João Martins e os cantores Augusto Calheiros, Ruth Franklin, Francisco Alves e Sílvio Caldas, era itinerante e se apresentava em duas sessões diárias em temporadas de quinze dias a um mês.

O menino Floriano Belham, como passou a ser anunciado, apresentava-se sempre acompanhado de Rogério Guimarães (então conhecido como O Rei do Violão), com quem continuou atuando mesmo depois do fim da companhia, no ano seguinte.

Em 1928, apresentou-se num show de Francisco Alves no Teatro Lírico. O cantor chamou Floriano repentinamente para bisar "A Voz do Violão", seu sucesso mais recente, enquanto ele o acompanharia ao violão ao lado de Guimarães, e o rapaz foi bastante aplaudido pela platéia.


Em 1930, foi convidado pela gravadora Victor, junto de Guimarães, para gravar seu primeiro disco, em que registrou as canções "Mamãezinha Está Dormindo" (André Filho) e "Canção do Ceguinho" (Cândido das Neves). Foi um grande sucesso, devido principalmente à primeira canção.


No ano seguinte, fez sucesso com o fox-canção "A Carícia de um Beijo" (Joubert de Carvalho e Olegário Mariano) e com a canção "Quando a Noite Desce" (André Filho e Roberto Borges), além do choro "Minha Cabocla", de sua própria autoria. Foi contratado pela Rádio Philips para o Programa Casé.


Voltou a gravar em 1935, já com voz adulta, lançando o primeiro sucesso nacional de Ataulfo Alves, o samba-canção "Saudades do Meu Barracão". Participou do coro que o acompanhou na gravação o então iniciante Orlando Silva.


Presente frequentemente no Café Nice, conhecido ponto de encontro de artistas, entrando em contato com os grandes astros da época, entre eles, Orestes Barbosa (cuja esposa, Regina Nunes da Costa, foi sua professora), Pixinguinha, Moreira da Silva, Ciro Monteiro, Araci de Almeida e Noel Rosa, de quem se tornou um grande amigo. Ainda naquele ano, gravou as valsas-canções "Vestido de Lágrimas" e "Soluços", de Orestes Barbosa e Sílvio Caldas, a quem sempre admirou.


Em 1936, gravou pela Odeon, de André Filho a canção "No Apartamento Risonho" e "Marisa", sendo este seu último sucesso.

Retirou-se da vida pública dois anos depois; tornou-se auditor fiscal da Fazenda Federal, passando a viajar pelo Brasil, caçando inadimplentes. No início da década de 1940, morando em Vitória, se casou e foi pai de três filhos. De volta ao Rio de Janeiro, formou-se em Direito em 1955.

Aposentado em 1961, se transferiu para Paris, França, e, depois, para Los Angeles, EUA, retornando ao Brasil apenas no início dos anos 70. Floriano, apesar de destituído da carreira artística, nunca deixou de cantar para os amigos e familiares.

Aposentando-se em 1961, decidiu transferir a família para Paris, para conhecer a Europa. De 1968 a 1973, mudou-se com a família para Los Angeles, para cuidar da educação dos filhos.

Ainda que exonerado da vida artística, nunca deixou de cantar para os amigos e nas reuniões familiares. Em 1976, chegou a gravar uma fita com canções clássicas. acompanhado pelo violonista João Pereira Filho. Mostrava a mesma voz lírica que exibia no fim de sua carreira. A nostalgia do auge artístico o levou a começar a escrever memórias.

Em 1993, aos oitenta anos, foi diagnosticado com enfisema pulmonar, o que o obrigou a largar o cigarro. Faleceu seis anos depois, no Hospital Santa Lúcia, no Rio de Janeiro, vítima de infecção pulmonar. Até então, acreditava-se que ele estava completamente esquecido como artista. Entretanto, a família Belham foi surpreendida com o comparecimento de um fã ao seu enterro, no cemitério do Caju.


Discografia

Mamãezinha Está Dormindo/Canção do Ceguinho (1930) Victor
Sinhá/Cinzas de Amor (1931) Victor
Maninha Torna a Voltar/Negra Sorte (1931) Victor
A Carícia de um Beijo/Quando a Noite Desce (1931) Victor
Minha Cabocla/Quando Ocê Passou na Estrada (1931) Victor
Morena Que Dorme na Rede/Saudades do Meu Barracão (1935) Victor
O Vestido das Lágrimas/Soluço (1935) Victor
No Apartamento Risonho/Marisa (1936) Odeon

Morena Que Dorme na Rede

No dia 15 de abril de 2006 a Cultura AM apresentou um especial sobre Floriano Belham - "A Voz Popular" apresentou um intérprete muito pouco conhecido, mas que em seu tempo foi um prodígio: Floriano Belham. O carioca nasceu em 1913, e viveu até 1999. Teve uma carreira curta na década de 1930, gravando apenas 8 discos em 78 rpm. Foi o primeiro cantor infantil do Brasil a gravar um disco comercial.

Cinzas de Amor

O programa apresentado por Luiz Antônio Giron contou com depoimentos de Eduardo Belham (filho de Floriano), José Ramos Tinhorão (crítico de música) e Humberto Franceschi (pesquisador e historiador). No repertório do programa, parte das 16 gravações registradas por Floriano Belham, entre elas "Negra sorte", "Saudades do meu barracão" e "Mamãezinha está dormindo".

Bando da Lua - Saudade do meu barracão (1937)

FONTE

http://pt.wikipedia.org/wiki/Floriano_Belham

http://radiobaseurgente.blogspot.com.br/2006/04/cultura-am-traz-especial-sobre.html

http://www.digestivocultural.com/ensaios/ensaio.asp?codigo=86&titulo=Belham:_nossa_maior_voz_infantil

http://www.museudocd.com.br/main.php?page=catalogo&action=search&ID_PROD=8884