segunda-feira, 9 de maio de 2011

Augusto Calheiros


Augusto Calheiros, cantor e compositor, nasceu em Maceió/AL, no dia 5/6/1891 e morreu no Rio de Janeiro no dia 11/1/1956. Descendente de índios, nasceu numa família com boa situação financeira. Aos nove anos porém, começou a passar dificuldades. Transferiu-se rapazola para Garanhuns. Ali trabalhou como dono de bar, fabricante de sapatos, hoteleiro, subdelegado e até carcereiro. Paralelamente levava sua vida musical cantando nos cinemas locais.



Em 1923 foi para Recife/PE, onde começa a cantar na recém inaugurada (17/10/1923) e segunda rádio transmissora brasileira, Rádio Clube de Pernambuco (PRAP).

Em 1926, Jovem ainda, foi para Recife/PE, onde conheceu Luperce Miranda, que o convidou para participar como cantor do grupo formado pelos irmãos Luperce (bandolim), João (bandolim) e Romualdo Miranda (violão), e mais os violonistas Manuel de Lima (que era cego) e João Frazão (Periquito). Por sugestão do historiador Mário Melo, o grupo passou a chamar- se Turunas da Mauricéia, numa alusão ao governador holandês do séc. XVII, Maurício de Nassau.

Em janeiro de 1927, sem Luperce Miranda, os Turunas desembarcaram no Rio de Janeiro, com suas roupas sertanejas e chapéus de aba larga. Estrearam com muito sucesso no Teatro Lírico, em espetáculo patrocinado pelo jornal Correio da Manhã, cantando emboladas, cocos e outros ritmos ainda desconhecidos dos cariocas, apresentando-se depois, em várias ocasiões, na Rádio Clube.

Como solista gravou canções sertanejas na Casa Edison, obtendo grande sucesso com os Turunas, no Carnaval de 1928, com a embolada Pinião, de autoria de Luperce Miranda, que não participou dessa gravação.


A partir de 1929, Calheiros fez também sua carreira solo, mantendo um estilo próprio cantando músicas sertanejas. Ainda em 1929 gravou na Odeon Valsa da saudade (Levino da Conceição) e Saudades do Rio Grande (Levino da Conceição e Nelson Paixão). Na Victor gravou Alma tupi (Jararaca) e Céu do Brasil (Henrique Vogeler e Jararaca), lançando em seguida diversos discos, como Revendo o passado (Freire Júnior), em 1933, e um de seus maiores êxitos, Chuá, chuá (Sá Pereira e Ari Pavão).



Em 1936, cantou no filme Maria Bonita, da Sonoarte.

Em 1939 gravou a valsa Ave Maria (Erothides de Campos e Jonas Neves). Seis anos depois foi contratado pela Victor, gravando vários sucessos, como os sambas Senhor da floresta (1945) e Garoto da rua (1947) (René Bittencourt), a canção Caboclo vingador(Artur Goulart e José Colombo), as valsas Fatal desilusão (1947) (Meira e Marcial Mota) e Dúvida (Luiz Gonzaga), além das músicas de sua autoria Célia e Bela.

No auge de sua popularidade, dividindo com Jararaca e Ratinho, Dercy Gonçalves, Arthur Costa e outros, cantava na Casa de Caboclo, famosa casa de espetáculos inaugurada em 1932, localizada na Praça Tiradentes, onde era divulgada a música regional brasileira.


Em 1950, compôs Adeus, Pilar e Pisa no chão devagar, ano em que saiu da Victor e passou para a Todamérica, onde gravou seu último sucesso, Grande mágoa (Clóvis Santos), além de Meu dilema e Audiência divina, ambas de Guilherme de Brito, então lançado como compositor.


Entre seus maiores êxitos estão ainda Na praia, Iolanda e Saudade do meu Norte, este em parceria com Artur Goulart.

Ao todo gravou 80 discos 78 rpm com 154 músicas.

Em 1955 destacou-se no 2º Festival da Velha Guarda em São Paulo, organizado por Almirante.

No início de 1956, Augusto Calheiros faleceu deixando uma única filha, Cleide.

Augusto Calheiros fez enorme sucesso por causa de sua voz afinada e estilo peculiar de interpretação. “A Patativa do Norte” (ou Nordeste) apelido que recebeu por tão bem cantar, canoro, foi considerado de todos, talvez o mais brasileiro.


FONTE

Wikipédia

Site Letras

Cifrantiga

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