sábado, 5 de fevereiro de 2011

Odete Lara e Norma Bengell

O Programa "Cinemaskope, A Maravilhosa Música do Cinema", produzido por Tiomkim (Paraná Educativa FM 97,1,) traz com exclusividade nas edições dos dias 19 e 26 de fevereiro, um especial com canções nas vozes de Odete Lara e Norma Bengell. As músicas foram selecionadas dos raríssimos CDs “Vinicius e Odete Lara”, gravado em 1963 e que fez parte do show Skindoo, e “Ooooooh Norma”, gravado por Norma Bengell, em 1959.









NORMA BENGELL– Norma Aparecida Almeida Pinto Guimarães D´Áurea Benguell. Natural de: Rio de Janeiro/RJ, Brasil (1935). Seu currículo conta com mais de 55 filmes como atriz - realizados no Brasil e na Europa - e quatro filmes como diretora, entre eles "O Guarani", de 1996. Também trabalhou na televisão em novelas e seriados, sendo seu último trabalho na TV Globo, no humorístico "Toma Lá, Dá Ca".



Atriz, cantora, produtora e compositora. Foi lançada no mundo artístico por Carlos Machado, tornando-se muito conhecida por seus shows como vedete na boate Nigth and Day, no Rio de Janeiro.

Atuou no cenário musical a partir de meados dos anos 1950.

Fez sucesso com sua gravação, em 78 rpm, das versões "A lua de mel na lua" e "E se tens coração", essa última incluída na trilha sonora do filme "Mulheres e milhões", de Jorge Ilely.

Apresentou, dirigida por Abelardo Figueiredo, um programa semanal de música popular brasileira na TV Tupi, no qual recebia convidados especiais, como Francis Hime, com os quais cantava em dueto.

Participou, também, do programa "Carrossel" (TV Rio), no qual se apresentava semanalmente, e do programa "Noite de Gala" (TV Rio), ao lado de vários artistas, como Lúcio Alves, Carminha Mascarenhas e Elizeth Cardoso, entre outros.

Realizou shows no Club 36 e no Beco das Garrafas, no Rio de Janeiro. Foi a primeira atriz brasileira a apresentar-se em uma cena de nu frontal no filme "Os cafajestes", de 1962.

Norma estreou no cinema em 1959, no filme estrelado por Oscarito "O Homem do Sputnik", vestindo um maiô. Chamou a atenção pela sua sensualidade, cantando e parodiando a famosa atriz francesa Brigitte Bardot.



Segundo Ruy Castro, no livro "Chega de Saudade: a história e as histórias da bossa nova" (São Paulo: Companhia das Letras, 1990), "Chico Pereira fotografou-a para a capa de modo que ela parecesse estar nua" (pp.222-224), explorando ao máximo sua sensualidade.

Seu LP de estréia contou com um repertório internacional, mais três canções de Tom Jobim e uma de João Gilberto. Seu público era composto na maioria por rapazes que, não podendo freqüentar a noite carioca, podiam se aproximar da musa, em seus shows.

Em 1959, lançou "Ooooooh! Norma", seu primeiro LP, com uma sonoridade bastante próxima da bossa nova, com várias canções de Tom Jobim e João Gilberto.

Em 1965, participou do disco "Meia noite em Copacabana", dividindo com Dick Farney as faixas "Vou por aí" (Baden Powell e Aloysio de Oliveira) e "Você" (Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli). Essa última vem sendo tocada nas emissoras de rádio como um fonograma permanente da história da MPB. Uma das marcas desta gravação é sua descontraída gargalhada ao final da música.

Fez diversos shows ao lado da turma da bossa nova (Tom Jobim, João Gilberto, Vinícius de Moraes e Roberto Menescal, entre outros), sendo uma das primeiras cantoras a gravar composições inéditas de Tom Jobim.

Em 1960, gravou a canção "Tristeza" (Luiz Bonfá) incluída na trilha sonora do filme "Copacabana Palace", uma co-produção ítalo-franco-brasileira, no qual participou como atriz, em episódio dirigido por Fernando Barros.

Atuou, em Holywood, no filme de Boris Segal "Cat burgler" (Paramount/NBC), para cuja trilha gravou as canções "Água de beber" e "Garota de Ipanema", ambas de Tom Jobim e Vinícius de Moraes.

Mais tarde, foi contratada pela TV Globo para comandar o programa "Shell em show maior", ao lado de Chico Buarque. Porém, o cantor só participou do primeiro programa, em função de sua timidez.

Em 1977, lançou o LP "Norma canta mulheres", contendo músicas de Dona Ivone Lara, Luli e Lucina, Marlui Miranda, Dolores Duran, Chiquinha Gonzaga, Rosinha de Valença, Glória Gadelha, Sueli Costa, Rita Lee, Joyce e Maysa, além de sua parceria com Glória Gadelha "Em nome do amor".

A partir daí foi dando prioridade cada vez maior à sua carreira de atriz e cineasta, aparecendo esporadicamente como cantora.

Norma Bengell depois tentaria a carreira de diretora, realizando nessa função o filme de 1996 "O guarani", baseado na obra do romancista José de Alencar.

A faixa "Feaver", extraída de seu LP "OOOOOOh Norma" (Odeon), fonograma cedido pela EMI Music, foi incluída na coletânea "Groovy", lançada pela Sony Music, em 2001.

Em 2008 assinou contrato com a TV Globo até novembro, efetivando assim sua personagem "Deise Coturno" até o final da segunda temporada. Antes, ela já havia feito participações esporádicas, após a saída temporária do ator Ítalo Rossi, que vive o Seu Ladir.

Em 2010 sua foto foi utilizada pela pré-candidata do PT à Presidência da República, a ex-ministra Dilma Rousseff, em seu sítio eletrônico. Tal atitude provocou polêmicas, inclusive a acusação do uso indevido da imagem e associação da atriz. No entanto, Norma Bengell desmentiu ter descontentamento e manifestou apoio à pré-candidata.

Em 27.04.2010 em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, a atriz Norma Bengell disse que não viu problema algum no uso de uma foto sua no site Dilma na Web. A fotografia de Bengell aparece numa ilustração da seção "Minha vida", que conta a trajetória de Dilma e o contexto histórico do país desde a década de 1940.

Diz Bengell: "Eu não vi, não. Uma amiga viu e me contou. Acho normal. Não tem nada que pedir desculpas. Fiz parte das passeatas contra a ditadura. Aliás, eu gosto da Dilma. Acho que ela é maravilhosa, uma mulher que sofreu muito. Tomara que ganhe", afirmou ela, dizendo ter simpatia pela ex-ministra da Casa Civil. Presa várias vezes durante a ditadura, o que a obrigou a se exilar em 1971, Norma diz não guardar mágoa do passado.


As atrizes Tônia Carreiro, Eva Vilma, Odete Lara, Norma Bengell e Ruth Escobar em passeata contra a censura (atrás de Ruth, o crítico de arte Mário Pedrosa), Correio da Manhã, 1968


Como cantora, o primeiro sucesso de Norma Bengell foi o 78 rpm com "A lua de mel na lua" e "E se tens coração" (da trilha sonora do filme "Mulheres e milhões", de Jorge Ilely).

Após anos gravando participações em trilhas sonoras e discos de outros artistas, seu segundo LP "Norma canta mulheres", sai apenas em 1977, com composições de Dona Ivone Lara, Luli e Lucina, Marlui Miranda, Dolores Duran, Chiquinha Gonzaga, Rosinha de Valença, Glória Gadelha, Sueli Costa, Rita Lee, Joyce e Maysa, além de "Em nome do amor", parceria de Norma com Glória Gadelha.

Foi casada durante 30 anos com o ator italiano Gabrielle Tinti.



Filmografia atriz/diretora aqui



ODETE LARA – Odete Righi, mais conhecida como Odete Lara (São Paulo, 17 de abril de 1929) é uma atriz, cantora e escritora brasileira. Participou de 32 filmes. Atuou em clássicos e foi dirigida por cineastas como Glauber Rocha, Cacá Diegues, Nelson Pereira dos Santos, Bruno Barreto, Antônio Carlos Fontoura, Walter Hugo Khoury, Carlos Hugo Cristensen, Carlos Manga, Alberto Salvá e David Neves...



Filha única de imigrantes do norte da Itália. Seu pai, Giuseppe Bertoluzzi, era originário de Belluno. Sua mãe, Virgínia Righi, cometeu suicídio quando Odete tinha seis anos. Por esse motivo foi internada num orfanato de freiras e depois levada para a casa de sua madrinha. Odete se apegou fortemente ao pai, seu único referencial afetivo. Mas vitimado por uma tuberculose, Giuseppe foi obrigado a ficar afastado da filha. Giuseppe se matou quando Odete tinha 15 anos.

Seu primeiro emprego foi como secretária e datilógrafa. Foi uma amiga que estimulou Odete Lara a fazer curso de modelo no Museu de Arte Moderna de São Paulo e participou do primeiro desfile da história da moda brasileira realizado no próprio MASP.

A beleza de Odete deslumbrou Otomar dos Santos, que a indicou para a então recém-inaugurada TV Tupi de Assis Chateaubriand.

Na televisão, Odete Lara começou como garota-propaganda. Em seguida participou da versão televisiva de Luz de Gás, com Tônia Carrero e Paulo Autran, depois Branca Neve e os sete anões, onde interpretou a Rainha Má.

Odete Lara se tornou estrela do "TV de Vanguarda", uma das maiores atrações da TV Tupi. Algumas telenovelas em que atuou nessa emissora foram: As Bruxas, A volta de Beto Rockfeller e Em busca da felicidade.

Foi contratada pelo grupo teatral do Teatro Brasileiro de Comédia (TBC) e estreou na peça Santa Marta Fabril S/A, dirigida por Adolfo Celi.

Seu primeiro filme foi O gato de madame, ao lado de Mazzaropi, a convite do autor Abílio Pereira de Almeida.

Também foi cantora no show Skindô ao lado de Vinícius de Moraes. Esse show foi gravado em disco. Também cantou no espetáculo Eles e Ela, com Sérgio Mendes, Meu refrão, com Chico Buarque e Quem samba fica, com Sidnei Miller. Outro disco que participou foi Contrastes.

Odete Lara abandonou sua carreira no auge, converteu-se ao budismo e partiu para um auto-exílio num sítio nas montanhas de Nova Friburgo, RJ.

Publicou três livros autobiográficos: "Eu nua", "Minha jornada interior" e "Meus passos na busca da paz". Traduziu várias obras do budismo.

Foi casada com o dramaturgo Oduvaldo Vianna Filho e com o diretor de cinema Antonio Carlos Fontoura. Namoradeira assumida, também teve um caso com o novelista Euclydes Marinho.

Morou por muitos anos em seu sitio em Friburgo, mas por problemas graves de saúde, retornou a capital carioca e mora no bairro tradicional do Flamengo, com uma dama de companhia.

O filme Lara foi baseado na história de sua vida.

Lara foi um dos rostos mais belos do cinema nacional. Uma atriz talentosa que trabalhou também em teatro e televisão. Foi também modelo, tendo participado do primeiro desfile de moda brasileira no Museu de Arte de São Paulo (Masp).

Estreou no cinema em 1956 na comédia “O Gato da Madame”, ao lado de Mazzaropi. Suas interpretações mais marcantes são de “Bonitinha, Mas Ordinária (1963), de Billy Davis, “Noite Vazia” (1964), de Walter Hugo Khoury, “O dragão da maldade contra o santo guerreiro” (1969), de Glauber Rocha, e “Copacabana me engana”, de Antonio Carlos Fontoura. No auge da carreira, converteu-se ao budismo e partiu para um auto-exílio num sitio em Nova Friburgo. Em 2009, lançou o livro de memórias “Vazios e Plenitudes”.

Se alguns capítulos de Vazios e plenitudes soam como cartas ou confissões, a autora demonstra também ter força poética em certos textos, caso de “Morte temporária”. Dividido em três partes, o livro permite leitura aleatória, viagem que pode ser direcionada pela simples atração que exercem, por exemplo, os títulos. Na primeira parte, Odete tece série de reflexões em 42 textos. Na segunda, relata passeios que marcaram sua vida (à Turquia, China, Tibete e Escandinávia).

Em todos os textos imprime a mesma verdade com que atuava. “Sou muito franca, tenho um amigo que se assusta com a minha franqueza. Acho que é porque sou reservada, então tenho que deixar escapar as coisas que estão dentro”, declara a ex-atriz, que escreve por necessidade de se expressar “e por ser esse o meio que melhor atende ao apelo interior de recolhimento”

FONTE

Agência de Noticias

Dicionário Cravo Albin da MPB

Wikipédia

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