sábado, 25 de setembro de 2010

Rael


Rael da Rima é um cantor de rap brasileiro e MPB. Fez parte por mais de 10 anos do grupo de rap paulistano Pentágono, no qual gravou quatro discos autorais e em 2012, Rael anunciou oficialmente sua saída do Pentágono, Rael justificou a saída ou “afastamento” como o mesmo disse, para dedicar-se exclusivamente a sua carreira solo.


Rael começou a compor aos 16 anos. Pouco tempo depois formou junto com outros quatro integrantes o grupo Pentágono, que lançou dois discos.


Em 2005, fez uma participação no documentário norte-americano Global Lives com a canção "Vejo depois".

Em 2007 participou da primeira edição do tradicional Som Brasil, da Rede Globo, em homenagem à Vinícius de Moraes. Rael fez releituras de suas canções junto a rappers como Criolo Doido e Terra Preta. O rapper já fez a participação em músicas com artistas como Emicida, Kamau, Slim Rimografia , Don L e MC Rashid. Além do programa Som Brasil, Rael esteve presente na série Antônia, da mesma emissora.


Em 2010, Rael lançou seu primeiro single solo, intitulado "Trabalhador". Pouco tempo depois, veio o primeiro disco, intitulado MP3 - Música Popular do 3° Mundo. Para lançamento deste CD, o rapper acertou uma parceria com a gravadora Tratore.

Em 2011 fez participações no disco do Emicida intitulado Doozicabraba e a Revolução Silenciosa.


Em 2013, retira o codinome "Da Rima", mantendo apenas Rael, lançando em março deste ano o esperado disco Ainda Bem Que Eu Segui As Batidas Do Meu Coração, com produção da dupla norte-americana Beatnick & K-Salaam, que trabalham com Lauryn Hill e também assinaram "Doozicabraba e a Revolução Silenciosa", de Emicida.


FONTE
https://pt.wikipedia.org/wiki/Rael_da_Rima

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Jackson do Pandeiro


Jackson do Pandeiro, nome artístico de José Gomes Filho, foi um cantor e compositor de forró e samba, assim como de seus diversos subgêneros, a citar: baião, xote, xaxado, coco, arrasta-pé, quadrilho, marcha, frevo, dentre outros. Jackson também era chamado de O Rei do Ritmo.

Do alto da serra onde fica a cidade de Areia, em plena região do brejo paraibano, avista-se lá embaixo a cidade de Alagoa Grande, com a lagoa que dá nome à cidade brilhando à luz do sol nordestino, como uma colher de prata em cima de uma toalha verde. Pois foi em Alagoa Grande, em 31 de agosto de 1919, que nasceu José Gomes Filho, que mais tarde viria a se tornar conhecido como Jackson do Pandeiro.

Queria ser sanfoneiro. Mas a sanfona era um instrumento caro, e sendo o pandeiro mais barato, foi esse que recebeu de presente da mãe, Flora Mourão, cantadora de coco, a quem desde cedo o menino ouvia cantar coco, tocando zabumba e ganzá.

Aos 13 anos, com a morte do pai, veio com a mãe e os irmãos morar em Campina Grande, onde começou a trabalhar como entregador de pão, engraxate e pequenos serviços. Na feira de Campina, entre um mandado e outro, assistia aos emboladores de coco e cantadores de viola. Ia muito ao cinema e tomou gosto pelos filmes de faroeste, admirando muito o ator Jack Perry. Nas brincadeiras de mocinho e bandido com os outros garotos, José transformava-se em Jack, nome pelo qual passou a ser conhecido. Aos dezessete anos, largou o trabalho na padaria para ser baterista no Clube Ipiranga.

Em 1939, já formava dupla com José Lacerda, irmão mais velho de Genival Lacerda. Era Jack do Pandeiro. No o início da década de 40, Jackson foi morar em João Pessoa, onde continuou a tocar nos cabarés, e logo depois na Rádio Tabajara, onde ficou até 1946. Em 1948, foi para o Recife trabalhar na Rádio Jornal do Comércio Foi aí que o diretor do programa sugeriu que ele trocasse o Jack por Jackson, que era mais sonoro e causava mais efeito quando anunciado ao microfone.



Somente em 1953, já com trinta e cinco anos, foi que Jackson gravou o seu primeiro grande sucesso: Sebastiana, de Rosil Cavalcanti. Logo depois, emplacou outro grande hit: Forró em Limoeiro, rojão composto por Edgar Ferreira.

Foi na rádio pernambucana que ele conheceu Almira Castilho de Alburquerque, com quem se casou em 1956 vivendo com ela até 1967. Fizeram uma dupla de sucesso, ele cantando e ela dançando ao seu lado, tendo participado de dezenas de filmes nacionais. A paixão por Almira era tão grande que Jackson chegou a colocar várias músicas no nome dela. Depois doze anos de convivência, Jackson e Almira se separaram e ele casou com a baiana Neuza Flores dos Anjos, de quem também se separou.

No Rio, já trabalhando na Rádio Nacional, Jackson alcançou grande sucesso com O Canto da Ema, Chiclete com Banana, Um a Um e Xote de Copacabana. Os críticos ficavam abismados com a facilidade de Jackson em cantar os mais diversos gêneros musicais: baião, coco, samba-coco, rojão, além de marchinhas de carnaval.

Músicos que o acompanharam como Dominguinhos e Severo dizem que ele era um grande “sanfoneiro de boca”, o que significa que apesar de não saber tocar o instrumento ele fazia com a boca tudo aquilo que queria que o sanfoneiro executasse no instrumento. O fato de ter tocado tanto tempo nos cabarés aprimorou sua capacidade jazzística. Também é famosa a sua maneira de dividir a música, e diz-se que o próprio João Gilberto aprendeu a dividir com ele.

No palco, tinha uma ginga toda especial, uma mistura de malandro carioca com nordestino. Ficou famoso pelas umbigadas que trocava com a parceira e esposa Almira.

Já com sessenta e três anos, sofrendo de diabetes, ao fazer um show em Santa Cruz de Capibaribe sentiu-se mal, mas não quis deixar o palco. Já estava enfartado mas continuou cantando, tendo feito ainda mais dois shows nessas condições, apesar do companheiro Severo, que o acompanhou durante anos na sanfona, ter insistido com ele para cancelar os compromissos: ele não permitiu. Indo depois cumprir outros compromissos em Brasília passou mal, tendo desmaiado no aeroporto e sendo transferido para o hospital. Dias depois, faleceu de embolia cerebral, em 10 de julho de 1982. Foi enterrado em 11 de julho no Cemitério do Cajú, no Rio de Janeiro.




SUCESSOS

*Garoto de Caculé, Jackson do Pandeiro e Almira(1963)
*A feira, Mônica Silveira e Nonato Buzar (1970)
*A mulher do Aníbal, Genival Macedo e Nestor de Paula (1954)


*Cabo Tenório, Rosil Cavalcanti (1954)

*Cantiga do sapo, Buco do Pandeiro e Jackson do Pandeiro (1959)
*Casaca-de-couro, Ruy de Moraes e Silva (1959)


*Chiclete com Banana, Almira Castilho e Gordurinha (1959)

*Chuchu beleza, João Silva e Raymundo Evangelista (1973)
*Coco do Norte, Rosil Cavalcanti (1955)
*Como tem Zé na Paraíba, Catulo de Paula e Manezinho Araújo (1962)
*Cremilda, Edgar Ferreira (1955)
*Cumpadre João, Jackson do Pandeiro e Rosil Cavalcanti (1958)
*Dezessete na corrente, Edgar Ferreira e Manoel Firmino Alves (1958)
*Ele disse, Edgar Ferreira (1956)
*Falso toureiro, José Gomes e Heleno Clemente (1956)
*Forró de Surubim, Antônio Barros e José Batista (1959)
*Forró em Caruaru, Zé Dantas (1955)
*Forró em Limoeiro, Edgar Ferreira (1953)
*Lágrima, Jackson do Pandeiro, José Garcia e Sebastião Nunes (1959)
*Rosa, Ruy de Moraes e Silva (1956)


*Sebastiana, Rosil Cavalcanti (1953)

*Sina de cigarra, Delmiro Ramos e Jackson do Pandeiro (1972)
*Um a um, Edgar Ferreira (1954)
*Velho gagá, Almira Castilho e Paulo Gracindo (1961)
*Vou gargalhar, Edgar Ferreira (1954)
*Xote de Copacabana, José Gomes (1954)
*Meu Enxoval, José Gomes (1954)

Discografia
1955: Jackson do Pandeiro
1956: Forró do Jackson
1957: Jackson e Almira - Os Donos do Ritmo
1958: Forró do Jackson
1959: Jackson do Pandeiro
1960: Sua Majestade - o Rei do Ritmo
1960: Cantando de Norte a Sul
1961: Ritmo, Melodia e a Personalidade de Jackson do Pandeiro
1961: Mais Ritmo
1962: A Alegria da Casa
1962: ...É Batucada!
1963: Forró do Zé Lagoa
1964: Tem Jabaculê
1964: Coisas Nossas
1965: ...E Vamos Nós!
1966: O Cabra da Peste
1967: A Braza do Norte
1970: Aqui Tô Eu
1971: O Dono do Forró
1972: Sina de Cigarra
1973: Tem Mulher, Tô Lá
1974: Nossas Raízes
1975: A Tuba da Muié
1976: É Sucesso
1977: Um Nordestino Alegre
1978: Alegria Minha Gente
1980: São João Autêntico de Jackson do Pandeiro
1981: Isso é que é Forró!
 

Você Sabia?
*Seu nome artístico nasceu de um apelido que ele mesmo se dava: Jack, inspirado em um mocinho de filmes de faroeste, Jack Perry. A transformação para Jackson foi uma sugestão de um diretor de programa de rádio. Dizia que ficaria mais sonoro e causaria mais efeito quando fosse ser anunciado.

*Jackson, que fez grande sucesso nos anos 1950, a partir de 1953, quando morava no Recife e lançou o 78 rpm com Forró em Limoeiro e Sebastiana, fez sucesso também nos últimos anos de vida, alavancado por Pixinguinha. Atualmente, sua obra vem ganhando cada vez mais reconhecimento.

*Em 2009, o compositor recebeu diversas homenagens, como tributos nas festas de São João, apresentações no Sesc, na casa Canto da Ema (São Paulo) pelo pernambucano Silvério Pessoa e um show na Praça da Paz, no bairro dos Bancários, em João Pessoa, com participação de 11 músicos e a presença da viúva de Jackson, Neuza Flores.

*Além do Memorial ao artista, Alagoa Grande também ostenta um gigantesco pórtico em forma de pandeiro, instalado na entrada da cidade, circundado por uma placa com os dizeres: "Alagoa Grande – Terra de Jackson do Pandeiro".






Fonte:

Beth Carvalho



Elizabeth Santos Leal de Carvalho, nascida no Rio de Janeiro, no dia 5 de maio de 1946, mais conhecida como Beth Carvalho, é uma cantora brasileira. Considerada uma das maiores intérpretes do Samba, Beth Carvalho iniciou sua carreira na Bossa nova. Em 66, já envolvida com o samba, participou do show “A Hora e a Vez do Samba”, ao lado de Nelson Sargento e Noca da Portela. A partir de 73, passou a lançar um disco por ano e se tornou sucesso de vendas, emplacando vários sucessos como “1.800 Colinas”, “Saco de Feijão”, “Olho por Olho”, “Coisinha do Pai”, “Firme e Forte” e “Vou Festejar”. Beth Carvalho é reconhecida por resgatar e revelar músicos e compositores do samba.


Filha de João Francisco Leal de Carvalho e Maria Nair Santos Leal de Carvalho, e irmã de Vânia Santos Leal de Carvalho. Seu contato com a música foi incentivado pela família, ainda na infância. Aos oito anos, ouvia emocionada as canções de Sílvio Caldas, Elizeth Cardoso e Aracy de Almeida, grandes amigos de seu pai, que era advogado. Sua avó Ressú tocava bandolim e violão. E sua mãe tocava piano clássico. Ainda fez balé e já na adolescência estudou violão, numa escola de música, acabando como professora de música.


Morou em vários bairros do Rio e seu pai a levava com regularidade aos ensaios das escolas de samba e rodas de samba. Nas festinhas e reuniões musicais dos anos 60, surgia a cantora Beth Carvalho, influenciada por tudo isso e pela Bossa Nova.

Em 1964, seu pai foi cassado pelo golpe militar por ter pensamentos de esquerda. Para segurar a barra pesada que sua família enfrentou durante a ditadura, Beth passou a dar aulas de violão para 40 alunos. Graças à formação política recebida de seus pais, Beth Carvalho é uma artista engajada nos movimentos sociais, políticos e culturais brasileiros e de outros povos. Um exemplo recente foi a conquista, ao lado do cantor Lobão e de outros companheiros da classe artística, de um fato que até então era inédito no mundo: a numeração dos discos.


Carreira

A carreira de Beth Carvalho se originou na Bossa nova. No início de 1968 participou no movimento Música nossa, que foi fundado pelo jornalista Armando Henrique, e pelo hoje, maestro Hugo Bellard. Os espetáculos eram realizados no Teatro Santa Rosa, em Ipanema, onde teve a oportunidade de gravar uma das suas canções "O Som e o Tempo", no longplay do Música nossa. Nesta época ela gravou com o cantor Taiguara, pela gravadora Emi-Odeon.


Em 1965, gravou o seu primeiro compacto simples com a música “Por quem morreu de amor”, de Menescal e Bôscoli. Em 66, já envolvida com o samba, participou do show “A Hora e a Vez do Samba”, ao lado de Nelson Sargento e Noca da Portela.

Vieram os festivais e Beth participou de quase todos: Festival Internacional da Canção (FIC), Festival Universitário, Brasil Canta no Rio, entre outros. No FIC de 68, conquistou o 3º lugar com “Andança”, de Edmundo Souto, Paulinho Tapajós e Danilo Caymmi, e ficou conhecida em todo o país. Além de seu primeiro grande sucesso, “Andança” é o título de seu primeiro LP lançado no ano seguinte.


A partir de 73, passou a lançar um disco por ano e se tornou sucesso de vendas, emplacando vários sucessos como “1.800 Colinas”, “Saco de Feijão”, “Olho por Olho”, “Coisinha do Pai”, “Firme e Forte” e “Vou Festejar”.


Beth Carvalho é reconhecida por resgatar e revelar músicos e compositores do samba. Em 72, buscou Nelson Cavaquinho para a gravação de “Folhas Secas” e em 75, fez o mesmo com Cartola, ao lançar “As Rosas Não Falam”.


Diz o poeta que todo artista tem de ir onde o povo está. Esses versos, além de grande verdade, definem com rara precisão a atitude de Beth Carvalho diante da vida. Beth é inquieta. Não espera que as coisas lhe cheguem, vai mesmo buscar. Pagodeira, conhece a fertilidade dos compositores do povo e, mais do que isso, conhece os lugares onde estão, onde vivem, onde cantam, como cantam e como tocam.


Frequentadora assídua dos pagodes, entre eles os do Cacique de Ramos, Beth Carvalho revelou artistas como o grupo Fundo de Quintal, Zeca Pagodinho, Almir Guineto, Sombra, Sombrinha, Arlindo Cruz, Luis Carlos da Vila, Jorge Aragão e muitos outros. Por essa característica, Beth ganhou a alcunha de "Madrinha do Samba". Mais do que isso, a cantora trouxe um novo som ao samba, porque introduziu em seus shows e discos instrumentos como o banjo com afinação de cavaquinho, o tan-tan e o repique de mão, que até então eram utilizados exclusivamente nos pagodes do Cacique.



A partir daí, esta sonoridade se proliferou por todo o país e Beth passou a ser chamada de Madrinha do Pagode. Sambista de maior prestígio e popularidade do Brasil, é aclamada também como Diva dos Terreiros e Rainha do Samba. Em 1979, Beth se casou com Edson de Souza Barbosa, craque do futebol brasileiro, que participou da Copa do Mundo de 66 e um grande amante do samba.

Em fevereiro de 1981 se torna mãe de uma menina linda a quem Edson deu o nome de Luana. Hoje, Luana Carvalho é atriz e cantora, e ganha aos poucos o seu merecido espaço. Para Beth, ser mãe foi e é a coisa mais importante que já aconteceu em sua vida.


Até aqui, são 42 anos de carreira, 31 discos, 2 DVDs e apresentações em diversas cidades do mundo: Angola, Atenas (onde representou o Brasil no festival “Olimpíada Mundial da Canção” em um teatro de arena construído há 400 anos a.C. Hoje, Beth tem um busto na Grécia), Berlim, Boston (na Universidade de Harvard), Buenos Aires (no Luna Park projeto “Sin Fronteiras” da cantora e amiga Mercedes Sosa), Espinho, Frankfurt, Munique, Berlim, Johannesburgo, Lisboa (no show do jornal comunista “Avante”, para um público de 300 mil pessoas), Lobito, Luanda, Madri, Miami, Montevidéu, Montreux (onde participou do famoso festival em 87, 89 e 2005), Nice, New Jersey, Nova York (no Carneggie Hall), Newark, Paris, Punta del Este, São Francisco, Soweto, Varadero (Cuba), Zurique, Milão, Padova, Toulouse e Viena.

No Japão, embora nunca tenha feito shows, vende milhares de cópias de CDs e tem sua carreira musical incluída no currículo escolar da Faculdade de Música de Kyoto.

Beth Carvalho tem 6 Prêmios Sharp, 17 Discos de Ouro, 9 de Platina, 1 DVD de platina, centenas de troféus e premiações diversas.


Em 1984, foi enredo da Escola de Samba Unidos do Cabuçú, “Beth Carvalho, a enamorada do samba”, com o qual a escola foi campeã e subiu para o Grupo Especial. Como o Sambódromo foi inaugurado neste mesmo ano, Beth e a Cabuçú foram as primeiras campeães do Sambódromo. Dentre todas as homenagens já feitas à cantora, Beth considera esta, a maior de todas. E declara: “Não existe no mundo, nada mais emocionante do que ser enredo de uma escola de samba. É a maior consagração que um artista pode ter”. Em 85, Beth foi enredo novamente. Dessa vez, da escola de samba Bohêmios de Inhaúma.


Em 1997, viu a música “Coisinha do Pai”, grande sucesso de seu repertório, ser tocada no espaço sideral, quando a engenheira brasileira da Nasa Jacqueline Lyra, programou para ‘acordar’ o robô em Marte.


Beth Carvalho gravou o 25º disco, “Pagode de Mesa” ao vivo, em apresentação na gravadora Universal Music. Max Pierre, diretor artístico da Universal, traduziu o que ela costuma fazer sempre: cantar o samba de raiz em torno das mesas de quintais, terreiros e quadras, nos pagodes que reúnem os melhores partideiros, músicos e poetas do gênero.

Embora Mangueirense de coração, Beth foi homenageada pela Velha Guarda da Portela, com uma placa alusiva ao fato de ser a cantora que mais gravou seus compositores.

Em junho de 2002, recebeu das mãos de D. Zica, viúva de Cartola, o Troféu Eletrobrás de Música Popular Brasileira. A entrega desse Troféu, realizada no Teatro Rival do Rio de Janeiro, tornou-se, com Beth Carvalho, um recorde de bilheteria da casa.

Carioca da gema e amiga de Cuba, foi solicitada pela presidência da Câmara Municipal do Rio de Janeiro para entregar a Fidel Castro, o título de Cidadão Honorário da cidade.


Seu 26º disco, “Pagode de Mesa 2”, concorreu ao Grammy Latino na categoria melhor disco de samba. O 27° foi o CD “Nome Sagrado – Beth Carvalho canta Nelson Cavaquinho”, seu compositor preferido, com participação do afilhado Zeca Pagodinho, Wilson das Neves, Guilherme de Brito (parceiro mais constante de Nelson). Este projeto foi tirado de uma gravação caseira do arquivo de Beth e vendido em bancas de jornal. A cantora obteve grande repercussão pela ousadia da empreitada e concorreu ao Prêmio TIM de Música Brasileira como melhor disco de samba.


Seu 28° CD, “Beth Carvalho canta Cartola“, foi uma compilação idealizada pelo jornalista e grande fã de Beth, Rodrigo Faour. Beth foi a intérprete preferida de Cartola e responsável pela volta desse grande mestre à mídia.

Em 2004, a cantora gravou seu primeiro DVD “Beth Carvalho, a Madrinha do Samba”, que lhe rendeu um disco de Platina. O CD que saiu junto foi disco de ouro e indicado ao Grammy Latino de 2005 como melhor álbum de samba.

Depois de lançar este trabalho com sucessos acumulados ao longo dos anos, em 2005 Beth Carvalho seguiu em turnê internacional, fechada com chave de ouro no Festival de Montreux, exatamente 18 anos após sua primeira apresentação na Suíça. Este registro será lançado em DVD pela gravadora Eagle, com distribuição na Europa, Japão, EUA e Brasil. A turnê mostrou sua força em números: mais de 10 mil pessoas assistiram ao show em Toulouse, na França, platéia lotada no Herbst Theatre, em São Francisco e lotação esgotada em Los Angeles.

Em dezembro do mesmo ano, a cantora abriu o Theatro Municipal do Rio de Janeiro para celebrar o Dia Nacional do Samba e seus 40 anos de carreira. O show antológico, que reuniu grandes sambistas da atualidade, como Dona Ivone Lara, Monarco, Nelson Sargento, Zeca Pagodinho, Dudu Nobre, entre outros, foi lançado em CD/DVD no fim de 2006, inaugurando seu próprio selo “Andança”.

Em 2007, a cantora lançou também pelo selo Andança, o CD/DVD “Beth Carvalho canta o Samba da Bahia”, com um repertório de sambas de compositores baianos, de diferentes gerações. O DVD foi gravado pela Conspiração Filmes em agosto de 2006, no Teatro Castro Alves, em Salvador. Entre os convidados , estavam Gilberto Gil, Maria Bethânia, Caetano Veloso, Margareth Menezes, Carlinhos Brown, Daniela Mercury, Ivete Sangalo, Olodum, Riachão, Danilo Caymmi, entre outros. O DVD traz ainda um histórico documentário sobre o samba de roda da Bahia.


Festivais

Aos dezenove anos fica em terceiro lugar no III Festival Internacional da Canção de 1968, com a canção Andança, sendo seus compositores Paulinho Tapajós, Danilo Caymmi e Edmundo Souto, vocal: Golden Boys, da TV Globo - Canal 4, do Rio de Janeiro, atual Rede Globo.

Participou dos festivais de música das TV Excelsior, TV Record e TV Tupi. É estudiosa dos sambas brasileiros. Chegando a trabalhar com o legendário escritor e compositor Nelson Sargento.

Em 1971, Beth era a supercantora da escola de samba Unidos de São Carlos, atual GRES Estácio de Sá, indo para a Estação Primeira de Mangueira, e se dedicando totalmente a verde e rosa, que são as cores da escola. Conheceu Jorge Aragão no bloco carnavalesco Cacique de Ramos, onde cantava e desfilava animada, junto com o bloco. Jorge Aragão deu para ela gravar em 1977, a música Vou Festejar, que também é compositor Nelson Cavaquinho. Ela é um dos grandes nomes da Música Popular Brasileira, com dezenas de sucessos e participações importantes em diversos movimentos de apoio à música brasileira.


Turnês e descobertas

Fez turnês em Lisboa, Montreux,Paris, Madri, Atenas, Berlim, Miami e São Francisco. Nesses anos todos de carreira descobriu talentos, tais como Jorge Aragão,Almir Guineto, Luiz Carlos da Vila, Gracia do Salgueiro, Sombrinha, Arlindo Cruz, Quinteto em Branco e Preto, Zeca Pagodinho, Yamandú Costa e Alessandro Penezzi.

Composições e parcerias

"A velha porta" - com Edmundo Souto e Paulinho Tapajós
"Afina o meu violão" - com Paulinho Tapajós e Edmundo Souto
"Canção de esperar neném" - com Paulinho Tapajós
"Joatinga" - com Edmundo Souto e Paulinho Tapajós
"Sereia" - adaptação do folclore baiano.



Espetáculos

1968 - III Festival Internacional da Canção - junto com o conjunto vocal Os Golden Boys - Maracanazinho, no Rio.
1969 - Olimpíada da Canção - realizado na Grécia
1969 - IV Festival Internacional da Canção - Maracanazinho, Rio de Janeiro.
1979 - Show Beth Carvalho - no Cine Show Madureira, no Riode Janeiro
1987 - Beth Carvalho ao vivo em Montreux
1991 - Show de Beth Carvalho - na cidade de Olimpía, SP.
1999 - Pagode de mesa - no Rio de Janeiro
1999 - Esquina carioca com Walter Alfaiate, Moacyr Luz, Luiz Carlos da Vila, Nelson Sargento, Dona Ivone Lara - no Bar Pirajá, em São Paulo
2000 - convidada para participar do Show de Jorge Aragão - no Olimpo, Rio de Janeiro
2000 - Beth Carvalho e a bateria da Mangueira - no Olimpo, Rio de Janeiro.
2000 - Pagode de mesa 2 - Tom Brasil, São Paulo
2001 - Nome sagrado - Teatro Rival, Rio de Janeiro
2003 - participação especial junto com Ademilde Fonseca no espetáculo "Alma feminina", de Eliane Faria - Teatro Rival
2003 - Beth Carvalho e grupo "A fina flor do samba" - Centro Cultural Carioca - Rio de Janeiro
2004 - Riação convida Beth Carvalho - Projeto da idade do Mundo - Centro Cultural Banco do Brasil - Brasília, DF
2005 - Beth Carvalho e convidados - Almir Guinteto, Luiz Carlos da Vila, Zeca Pagodinho, Dudu Nobre, Dona Ivone Lara, Vó Maria e Jongo da Serrinha - Teatro Municipal do Rio de Janeiro/RJ
2006 - Beth Carvalho - Teatro Municipal do Rio de Janeiro/RJ
2006 - Beth Carvalho - Teatro do Sesi - Porto Alegre, RS - Projeto Samba no Teatro
2006 - Beth Carvalho 60 anos - Canecão - Rio de Janeiro
2006 - Beth Carvalho canta o samba da Bahia - Teatro Castro Alves - Salvador/BA
2007 - Beth Carvalho canta o samba da Bahia - Canecão - Rio de Janeiro.


Você Sabia?

*Beth Carvalho é madrinha de Zeca Pagodinho na música.
*Criada na Zona Sul, já aos sete anos Beth Carvalho participava de programas de calouros, como o Trem da Alegria, da Rádio Mayrink Veiga.
*Em 1968, Beth Carvalho classificou-se em terceiro lugar no III FIC, da TV Globo, do Rio, a música "Andança" (Edmundo Souto, Paulinho Tapajós e Danilo Caymmi), que defendeu acompanhada dos Golden Boys.
*"Nos Botequins da Vida" (RCA), de Beth Carvalho, vendeu 400 mil cópias.



FONTE: Site Letras

domingo, 19 de setembro de 2010

Banana: a musa de várias músicas by Jorge Alberto



Hoje li o artigo Banana, a musa de várias músicas, do Jorge Alberto, lá no RECANTO DAS PALAVRAS e tive logo vários flashback...

O artigo apresenta seis músicas em que a banana é o tema ou é citada, a saber:

1) "Yes, nós temos banana"
 composição da dupla Alberto Ribeiro e João de Barro (Braguinha);

Caetano Veloso- Yes, Nos Temos Banana

2) "Chicletes com Banana"
do compositor-cantor Gordurinha (Waldeck Artur de Macedo);

Chiclete com Banana - Gordurinha

3) "Day-O" (Banana boat)
do ator/cantor norte-americano Harry Belafonte;

Harry Belafonte - Day-O (Banana Boat Song) (HQ)


Beetlejuice - Day-o (Banana Boat Song)

4) "Chiquita Bacana"
também da dupla Alberto Ribeiro/João de Barro;

Emilinha Borba - Chiquita bacana (carnival march - 1949)


Penso que inspirado no sucesso de Chiquita Banana, dos anos 40...
CHIQUITA BANANA SONG (1940s)


Chiquita Banana The Original Commercial


5) "Vendedor de Banana"
composição de Jorge Ben;

Jorge Benjor - O Vendedor de Bananas


6) PRESENTE COTIDIANO - "Quem vai querer comprar banana?"
composição de Luis Melodia.

Luiz Melodia, Presente Cotidiano


****

O Jorge ainda observa que a banana "[...] só poder ser homenageada. Afinal, é do gênero Musa, da família das Musaceae. Lógico que estou falando da banana. Se você não sabe, a nossa deliciosa musa é o 4º alimento mais produzido no mundo, sendo plantada em 130 países".

Entre as músicas apresentadas no artigo eu destaquei algumas que de um modo ou outro fazem parte de minha memória musical, como a marchinha carnavalesca “Yes, Nós Temos Bananas, na voz de Caetano Veloso (na infância tive um disquinho com encarte e tudo!!!). Assistindo "Os fantasmas se divertem" (1988); um filme que mescla comédia e terror, eu também me diverti quando os fantasmas cantaram “Day-O” (Banana boat), de Harry Belafonte. E “Chicletes com Banana”, de Gordurinha e Almira Castilho uma das minhas preferidas pelo seu insight crítico social...

Resumindo, gostei tanto do artigo que pedi ao AUTOR autorização para fazer menção do mesmo aqui em meu Blog. Autorização concedida, a menção aqui está. Ressalvo: Vale a pena conferir o texto e as músicas lá na fonte...

 FONTE: Banana, a musa de várias músicas by Jorge Alberto

domingo, 5 de setembro de 2010

Trojan Records

Trojan Records, é um selo fundado por Lee Gopthal que iniciou suas atividades no verão de 1968 no Reino Unido, e foi dominado pelo crescente mercado do reggae, lançando diversos singles também por diversas subsidiárias.

Na primavera de 1970, em uma tentativa de aumentar as vendas ainda mais e estabelecer o reggae como um estilo que pudesse ser tocado nas rádios, a Trojan começou a mudar o estilo reggae, aumentando o lançamento de álbuns com arranjos sofisticados, fazendo do estilo mais duro dos lançamentos iniciais de skinhead reggae uma coisa do passado, dando início ao club reggae.

A Trojan Records continuou lançando obras de reggae no Reino Unido até 1974, quando foi comprada pela Saga.


fonte

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Edu e Maraial


A vontade de cantar e emocionar o público com suas composições, foi o que uniu Edu & Maraial. A dupla, que surgiu em 2008, era formada pelos cantores e compositores Edu Luppa e Marquinhos Maraial, que tiveram várias composições gravadas por grandes nomes da música sertaneja como Daniel, César e Paulinho, Bruno e Marrone, Guilherme e Santiago, Jorge e Mateus, Leonardo e muitos outros. 


Além de grandes bandas de forró do nordeste conhecidas nacionalmente, entre elas Aviões do Forró, Calcinha Preta, Banda Calypso e Cavaleiros do Forró.

Em 2009, como compositores, Edu, nascido em Vitória de Santo Antão, Marquinhos, nascido em Maraial, foram líderes no ranking dos autores que mais arrecadam direitos autorais de execução pública no Nordeste. Embora pernambucanos, a dupla foi a pioneira do nordeste a escolher em aderir ao estilo sertanejo, ritmo goiano que se espalhou rapidamente por todas as partes do país. 


Em meados 2010, o primeiro parceiro da dupla, Marquinhos Maraial, para seguir a carreira política e por princípios religiosos, abandonou a carreira musical. 

Então surgiu o novo parceiro do Edu Luppa, o Isac Maraial, talentos nascidos da mesma cidade e que trouxe como sobrenome, o nome da sua terra natal. Isac Maraial continua a trajetória da dupla que é sucesso em todos os cantos do nordeste.

Eduardo José da SiIva, o Edu, e Isac de Souza Santos, Isac Maraial, são a prova viva de que não é de um salto que se obtém uma carreira de sucesso. 

Ambos passaram grande parte da infância e adolescência trabalhando muito nas ruas até chegarem onde sempre quiseram: nos palcos. Separados, Edu e Isac começaram a sua carreira musical cantando em barzinhos e bandas locais, até finalmente se encontrarem em 2010. Desde então, os shows continuaram com o carinho dos fãs e a aceitação instantânea do público, com o ritmo que a dupla denominou como “Bolerado”, o ritmo que nada mais é que um bolero acelerado.


O último trabalho de Edu & Maraial foi o DVD gravado em Jequié, interior baiano, composto por 23 sucessos, entre eles as consagradas “Não Vou Mais Chorar”, “Deixa Chover, Deixa Molhar” e “Vê se Me Erra”.


Atualmente, a dupla tem duas novas músicas de trabalho: “Paranóia”, sucesso nas rádios e “Xonou Xonou”, música de autoria da dupla que é um dos maiores sucessos já gravados pela Banda Calypso. Edu & Maraial tem uma maneira própria de interpretar suas canções. 

O desempenho ousado e descontraído no palco, a maneira própria de interagir com o público, e uma trajetória marcada por grandes sucessos, neste ano de 2011, seguem com a promessa de levar o seu show para muitas cidades do Brasil, com seu jeito único, misturando as letras românticas e ritmo dançante, e levando o lema:“Sé é pra chorar, a gente chora”.

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http://www.eduemaraial.com.br/principal/