quarta-feira, 26 de maio de 2010

Baden Powell


Baden Powell, considerado um dos maiores violonistas de todos os tempos e um dos compositores mais expressivos da nossa música, foi o violonista mais influente de sua geração, tornando-se uma referência entre os violões havidos e a haver. 


Sua música rompe as barreiras que separam a música erudita da música popular, trazendo consigo as raízes afro-brasileiras e o regional brasileiro. 

Baden Powell de Aquino nasceu em Varre-Sai, no Norte fluminense, em 6 de agosto de 1937. Seu pai, Lilo de Aquino, militante do escotismo, deu-lhe o nome do general britânico fundador do movimento. Lilo tinha o apelido de "Tic", era sapateiro de profissão e chef de escoteiro. 

A música faz parte da história da sua família há algumas gerações, seu avô, Vicente Thomaz de Aquino, foi um fazendeiro negro que fundou talvez uma das primeiras e únicas bandas de escravos que tocavam e cantavam suas raízes. 

A família decidiu se mudar para o Rio de Janeiro, ainda em 1937, e com apenas três meses Baden tornou-se carioca do bairro de São Cristóvão. Seu Lilo, Dona Adelina, Baden e a irmã, Vera (o irmão mais velho, Jackson, já havia morrido) - mudou-se para o Rio, indo morar primeiro em Vila Isabel, depois na Saúde e logo em São Cristóvão, onde Baden Powell passou toda a infância e a adolescência. 

Baden cresceu ouvindo música, seu pai, violinista amador, fazia reuniões musicais em casa com os amigos Pixinguinha, Donga, João da Baiana, Jaime Florence (o "Meira"), entre outros bambas da música dessa época. Contava também que costumava acompanhar os saraus batucando no armário do quarto. 

Com oito anos Baden se apaixonou por um violão que sua tia ganhara numa rifa. Ela não tocava nada e por isso o deixou pendurado na parede da sala. Baden ficava "namorando" o instrumento, mas era muito tímido pra pedir emprestado. 

Um dia não resistiu e pegou escondido o violão, enrolou-o em uma toalha e guardou debaixo da cama. Ficava descobrindo o som do instrumento e se encantando cada vez mais por ele, dizendo para si mesmo: "Eu vou tocar você!". 

Até que a mãe dele, limpando o quarto, achou o instrumento escondido e reagiu muito mal, exigindo que Baden o devolvesse a sua tia, coisa que ele se recusou. 

Quando "Seu Tic" chegou do trabalho, soube da história e entendeu que havia algum interesse se manifestando, ele decidiu iniciar o Baden nas primeiras posições de acordes do instrumento. 

Aos 8 anos, foi estudar violão com Jaime Florence, o Meira dos regionais de Benedito Lacerda e Canhoto. Na Escola Nacional de Música, estudou teoria musical, harmonia e composição. 

Em poucas aulas Baden já havia esgotado o pouco conhecimento violonístico do pai e foi ecaminhado aos cuidados do Meira, grande mestre violonista que foi também professor de Rafael Rabello e Maurício Carrilho. 

Baden aprendeu muito rápido, estudou violão clássico pela Escola de Tárrega e participava ainda iniciante das rodas de choro organizadas pelo professor: "O Meira colocava a gente sentado em volta da mesa e eu tinha que tocar tudo de ouvido, sem direito a erro, senão o pessoal brigava!", relembrava Baden. 

A prática e convivência com os melhores músicos da época lhe valeram boa parte da sua sabedoria musical. Baden era um prodígio gênial e seu talento se desenvolveu muito rápido. 

No ano em que completou nove anos participou do programa de calouros "Papel Carbono", apresentado por Renato Murce na Rádio Nacional, e conquistou o primeiro lugar como calouro/solista de violão, interpretando o choro "Magoado" de Dilermando Reis. 


Concluiu o curso de violão em quatro anos, aos treze tinha no repertório uma transcrição própria do Muoto Perpetuo de Paganini. 

Um dia seus pais foram chamados por Meira, que lhes disse não ter mais nada a ensinar ao jovem virtuose. 

A partir daí, começou a atuar profissionalmente recebendo seus primeiros cachês em bailes e festas no suburbio e na boemia Lapa. O primeiro conjunto que formou foi um trio composto por Milton Banana na bateria e Ed Lincoln ao contrabaixo. 

Aos 10 anos, havia vencido o programa Papel Carbono, de Renato Murce, porta de entrada para o rádio. Aos 15, munido de uma autorização do Juizado de Menores, era músico profissional. 

Terminado o ginásio no Instituto Cyleno, em São Januário, Baden começou a trabalhar como músico de orquestra na Rádio Nacional, e fez excursões pelo Brasil organizadas por Renato Murce onde os convidados principais eram artistas de cinema da época como Adelaide Chiozzo, Carlos Mattos, Eliana e Cyl Farney. 




Durante a década de 1950 integrou o Trio do pianista Ed Lincoln, atuando na Boite Plaza em Copacabana: ponto de encontro dos amantes da boa música, entre os quais figurava um certo jovem Antonio Carlos Jobim (Tom Jobim), admirador do violonista e também atuante na noite carioca.










Sua fama de exelente músico se espalhou rápido e em pouco tempo ele já era um dos músicos mais requisitados entre cantoras, como Alaíde Costa e Elizeth Cardoso, e estúdios de gravação. Nessa mesma época Baden começou a compor com seus primeiros parceiros: Nilo Queiroz, Aloysio de Oliveira, Geraldo Vandré e Ruy Guerra.

Nessa primeira leva nasceram "Deve ser amor", "Não é bem assim", "Rosa flor", "Conversa de poeta", "Vou por aí", "Canção à minha amada", mas seu primeiro grande sucesso veio em 1956: "Samba Triste" em parceria com Billy Blanco. No final da década de 50 ele gravou seu primeiro disco, "Apresentando Baden Powell e seu Violão", lançado pela gravadora Philips, que hoje é Universal.

Em 1962, conhece Vinicius de Moraes, com quem formaria uma das mais importantes parcerias da música popular brasileira. No início da década de 60, Baden tocava na boate Arpège, em Copacabana, e recebeu a visita do poetinha Vinicius de Moraes, que foi assistí-lo. 

A parceria Tom & Vinicius já fazia barulho e Baden ficou muito entusiasmado com o convite do poeta para que fizessem umas "musiquinhas" juntos. "O Vinicius chegou me mostrando uma letra que ele disse ter feito pra toccata 147 de Bach, Jesus Alegria dos Homens, e cantarolou: - Entre as prendas com que a natureza… Aí eu pensei que ele era maluco, hahaha!". 

Marcaram uns três "bolos" (encontros aos quais, um dos dois sempre faltava) e depois se trancaram no apartamento do Vinicius durante quase três meses; violão, máquina de escrever e o melhor amigo do homem, segundo Vinicius, o cão engarrafado: Whiskie. 

O Vinicius, que ainda era diplomata, pediu uma licença ao Itamarathy e ligou para os pais do Baden avisando que ele ia ficar em sua casa uns dias. Imagina, o Baden mal havia entrado na casa dos vinte e tomava guaraná! 

Durante esse período nacseram diversas composições, a primeira paerceria chama-se "Canção de ninar meu bem" e da mesma safra outras viraram clássicos da Bossa Nova e da MPB, como "Samba em Prelúdio", "Só por amor", "Bom dia amigo" e "O Astronauta".

E assim o movimento "Bossa Nova" ganhou uma nova vertente. O sucesso da dupla foi muito grande, Baden e Vinicius eram figurinhas fáceis no programa "O Fino da Bossa" apresentado por Elis Regina, que fez com que muitas dessas parcerias se tornassem sucessos. 


Paulo César Pinheiro também foi um parceiro musical da maior relevância na obra de Baden. Juntos compuseram uma obra influenciada pelo samba e pelo choro, com letras inspiradas na liguagem popular e erudita. Paulo César Pinheiro é um letrista cuja poesia traduz fielmente as melodias de Baden. 

A obra desta parceria é uma evolução harmônica, melódica e poética do samba. O primeiro samba composto pela dupla foi "Lapinha", vencedor da I Bienal do Samba no ano de 1968, defendido por Elis Regina, que também imortalizou "Cai dentro", "Aviso aos navegantes", "Samba do perdão" e "Vou deitar e rolar". 


Naquele ano de 1962, Baden iria pela primeira vez à Europa, onde se tornaria o artista brasileiro de maior prestígio e chegaria a permanecer, às vezes, até cinco anos, apresentando-se e gravando em vários países. 

Ele permaneceu na França por vinte anos e depois mais 5 na Alemanha, acho que ele realmente gostou de lá. O fato é que Baden se apaixonou por Paris e pelo povo francês, que o acolheu tão calorosamente. 

Chegando em Paris foi logo encaminhado ao Quartier Latin, bairro boêmio, onde se concentrava toda a juventude parisiense - reduto dos artistas e da efervecência cultural. Baden começou a tocar em pequenos restaurantes e bares e logo chamava atenção pela sua singularidade sonora. 

Ao final de três meses, prazo de isenção de visto concedido pela França a todo visitante, o compositor, ator e cineasta francês Pierre Barouh conseguiu que o Baden fizesse uma apresentação na primeira parte do show do cantor Jacques Brel. 

Foi a grande oportunidade de Baden: uma apresentação para um público entendido e apreciador de música. Estavam na platéia agentes e empresários, diretores de gravadoras e jornalistas, todos impressionados e surpresos por uma música original e cheia de energia, que misturava samba com batuque, música clássica com improvisação, e lindas melodias dos já sucessos da Bossa Nova. 

Aquele foi o início de sua carreira internacional, a partir dali foram uma sucessão de propostas que resultaram em vários discos, tournées pelo mundo e parcerias inesquecíveis com diversos artistas com Stéphane Grappelli, Michel Legrand, Liza Minelli e Claude Nougaro, entre outros. 


Baden Powell trilhou um caminho de sucesso, respeitado e reverenciado por sua musicalidade e genialidade como instrumentista. Ganhou reconhecimento mundial, deixando seus acordes gravados no coração de vários fãs pelo mundo. Gravou mais de 70 discos e recebeu diversos prêmios pelo conjunto de sua obra, deixando um imenso legado a todos os músicos e amantes da música. Sua influência é marcante e está presente nas novas gerações de músicos, contribuindo para a evolução da música brasileira. 

Baden faleceu em 26 de setembro de 2000.


Fonte: Site Letras

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Fiuk


Filipe Kartalian Ayrosa Galvão (São Paulo, 25 de Outubro de 1990)[3] mais conhecido pelo seu nome artístico Fiuk, é um cantor, ator e apresentador conhecido por interpretar Bernardo Oliveira na décima sétima temporada na telenovela Malhação e por ter feito parte da banda Hori, e ex-membro da banda No Name.


Fiuk nasceu em São Paulo, é filho do cantor de música romântica Fábio Júnior, e de Cristina Kartalian. Ele tem quatro irmãos: Cleo Pires (filha da também atriz Glória Pires), Krizia, Tainá e Záion (filho da também atriz Mari Alexandre). Também é primo do também ator Guilherme Boury. Possui ascendência armênia por parte de mãe. Fiuk nasceu em Blumenau em 1990.

Após sair da banda No Name, Fiuk procurando por parceiros para ensaiar, conheceu o baterista Xande Bispo em um estúdio no condomínio paulista de Alphaville. Para o posto de baixista, foi escolhido Alex, que entrou em 2005, assim como o novo guitarrista, Cleiton Galvão (primo de Xande).

A banda gravou o EP independente Mentes Inquietas, com cinco faixas. A formação durou até o início de 2008, com a saída de Cleiton Galvão. Por intermédio de Mi Vieira (Vocalista da banda Glória), Fiuk conheceu Max Klein, que já havia tocado no Glória e em outras bandas independentes como Enjoy , além de ser compositor e produtor musical. Na época, a banda passava por mudanças e Fiuk convidou Max para ir até um ensaio para conhecê-lo melhor. Max tinha acabado de perder o pai, estava tenso e cometeu alguns erros técnicos, porém, mesmo assim agradou o líder da banda. Com a saída de Cleiton, Max foi efetivado como guitarrista solo. Fiuk também fez pelo menos 1 ano de Propaganda e Marketing na Universidade Paulista - UNIP em Alphaville próximo da onde morava (Santana de Parnaíba).

Dois meses depois, a banda assina contrato com a Warner Music Brasil[5] e, durante a pré-produção do álbum, o guitarrista rítmico Alex deixou a banda, tendo seu lugar assumido por Renan Augusto. Mesmo sem um baixista a banda começou a compor as faixas que formariam o primeiro álbum oficial. A partir do início das gravações, Fê Campos assume o baixo.


Em 2009 Fiuk fez parte do elenco do filme As melhores coisas do mundo, do Laís Bodanzky, que estreiou em 2010.

A partir deste momento Fiuk foi convidado para fazer testes para participar da décima sétima temporada da telenovela Malhação. Seguindo os passos de seu pai, Fiuk foi escolhido para interpretar o personagem Bernardo Oliveira, protagonista da temporada junto com Cristiana Araújo (interpretada por Cristiana Peres).


A música Quem eu sou da banda Hori foi escolhida como tema de abertura da nova temporada. No ano de 2010, a banda Hori compôs uma música chamada "Eterno pra Você", que fez parte, como faixa bônus, da versão brasileira da trilha sonora do filme A Saga Crepúsculo: Eclipse.


Em 2010, Fiuk decide se desligar da banda Hori para seguir carreira solo.


No dia 17 de agosto de 2011 Fiuk lança seu primeiro cd solo, "Sou Eu". Os singles do cd são, "Sou Eu", "Quero toda noite" e "Abre os olhos".


A partir de 2013, Fiuk passou a apresentar o programa Coletivation na MTV (Agora da Viacom no Brasil).

No final de 2013 anunciou a saida da MTV (Agora da Viacom no Brasil).

No final de 2013 Fiuk lança seu segundo CD solo '' Vira-Lata'' com a participação de Manu Gavassi, Mc Sapão, Fábio Jr, Thiaguinho e Rappin Hood.


Em 2014 Fiuk é um dos protagonistas do filme ''Julio Sumiu''.

Em 2014, retornou para a Rede Globo, e interpretou o vilão Alex, em Geração Brasil.

fonte

https://pt.wikipedia.org/wiki/Fiuk