sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Ras Bernardo


Ras Bernardo (nome artístico de Francisco Bernardo Rangel (Belford Roxo, 1962) é um cantor brasileiro de reggae, mais conhecido por ter sido o primeiro vocalista da banda Cidade Negra.


Na década de 1980, foi convidado para integrar a banda de reggae Novo Tempo, formada por Bino Farias, Lazão e Da Gama, logo em seguida, a banda passou a se chamar Lumiar e depois, Cidade Negra, também se apresentou com as bandas as KMD-5 (futura banda Negril), Ubandu du Reggae e Don Luiz Rasta.

Participou dos dois primeiros álbuns do Cidade Negra: Lute para viver (1990) e Negro no Poder (1992), em 1994, Ras sai do grupo e em seu lugar, entrar o cantor Toni Garrido, ex-vocalista da banda Bel, de acordo com o cantor, ele se desentendeu com a sonoridade escolhida pela banda, ainda assim, continuou sendo amigo dos integrantes.

Em 1996, gravou seu primeiro álbum solo: "Atitude pátria".


Em 2006, participou da coletânea Brasil Riddims volume 1 da gravadora Digitaldubs com a canção "No morro não tem play", no ano seguinte, participa de outra coletânea da mesma gravadora: "Diáspora riddims e lança seu segundo álbum solo, "Jah é luz', Em Fevereiro de 2012, aparece em páginas policias dos jornais, após ser atingido por quatro tiros, desferidos por um vizinho, no mesmo ano, lança o álbum "Direção ao leste".

Se alguém for contar a história do reggae no Brasil terá que, obrigatoriamente, mencionar o nome de Ras Bernardo. Não dá para falar de um sem citar o outro, são histórias que correm juntas ao longo do tempo.

Tempo que vem de longe, há quase vinte anos, quando Ras Bernardo montou uma banda para participar de um pequeno festival em Belford Roxo, Baixada Fluminense do Rio de Janeiro. Mais por intuição do que por planejamento, essa mesma banda anteciparia uma onda que somente anos mais tarde iria estourar na cena musical brasileira. Honrando toda a herança cultural que o destino lhe deu, o Cidade Negra espalhou o reggae por todo o país.


O amor continua sendo cantado em “Só Pra Te Provar” e “Cadê Você” (“Quero você, você comigo/Eu com você, aí consigo/Ficar melhor). A faixa título traz uma religiosidade arrebatada (“Andando sobre a areia do mar/Sinto os meus pés se molharem/…/Quando me vejo nas trevas vem-me um clarão/É a luz, é a luz/Do Deus que me conduz”), enquanto “Pedido de Jah” surpreende pela sua levada punk-reggae incomum e versos inflamados (“Jah pediu pra você se transformar”).


Além das composições próprias que finalmente serão mostradas ao público, Ras Bernardo também exercitou o seu lado de intérprete. Com muito estilo e personalidade ele cantou as reflexões agridoces de “A Lei” (Bernardo Vilhena e Ricardo Barreto), a doce brejeirice de “Sabiá” (Ricardo Barreto e João Sabóia), além da emocionante (e algo autobiográfica) “No Morro Não Tem Play” (Ivo Meirelles), onde o ouvinte é brindado com versos como “Brincadeira de guerra, revolvinho na mão/Seus ídolos estão ao lado/O futuro é incerto, o que se pode fazer?/Trancafiado ou morrer/No morro não tem play/No morro não tem playground”.



Para acompanhá-lo nesta viagem, foram reunidos músicos que representam o melhor do reggae do Rio de Janeiro: Alex Meirelles e Jean Pierre Magay (teclados Cidade Negra), Ronaldo Silva (percussão CidadeNegra), Bidu & Marlon (naipe Reggae B), além da baixista Noemi que já vem se destacando na banda de Ras Bernardo há algum tempo. A produção musical foi feita a quatro mãos por Nélson Meirelles (primeiro produtor do Cidade Negra, ex-baixista do Rappa) e Ricardo Barreto (compositor e guitarrista, fundador da Blitz, também com passagem pelo Cidade) e mixado por nada menos Marcus ( MPC ) Paulo do Digitaldubs . Agora lança seu novo trabalho, Direção ao Leste.

Enfim, dos parceiros e compositores aos músicos acompanhantes, passando pela dupla de produtores, um time com muitos serviços prestados ao Reggae Brasil, que fez questão de estar ao lado de Ras Bernardo neste momento tão especial. Especial porque eles, assim como muitas outras pessoas país afora, sabem da importância de vê-lo novamente em plena atividade. Ele que é um dos pioneiros, um dos responsáveis por muitas das emoções e alegrias proporcionadas pelo reggae feito aqui por brasileiros para brasileiros.

Ele que, em 1983, fundou a tão aclamada banda Cidade Negra foi sempre um cantor muito carismático.

Em Fevereiro de 2012 foi covardemente alvejado com um tiro de escopeta e sofreu diversas perfurações no abdômen, porém já está tudo bem com ele e continua fazendo show cheio de entusiasmo e energia renovada para divulgar suas antigas e novas canções do novo CD “Direção ao Leste”.

Animados pela ótima repercussão do disco de estréia, a banda decidiu ir além no seu segundo trabalho. Mais do que repetir a fórmula que havia dado certo antes, o Cidade buscou evoluir a sua própria linguagem gravando um álbum que trouxesse contemporaneidade, inovação e, por isso mesmo, algum risco. Desde o nome escolhido para o disco até os temas abordados (esquadrão da morte, desigualdade social e racial, o poder do dinheiro), passando pela sonoridade mais agressiva que incluía guitarras distorcidas, samples e bateria eletrônica, esse disco acabou sofrendo rejeição por boa parte da mídia que esperava apenas mais um “Falar A Verdade”.

“Fico vendo essas coisas/Vendo tudo acontecer/Injustiças e maldades/E o abuso do poder”, assim Ras Bernardo abria o disco numa de suas letras mais contundentes, “Negro No Poder”, a faixa-título. E concluía “Quando olham a minha gente/Nunca é pra proteger/Muitas coisas acontecem/E o meu povo resistindo/Oh Jah, negro no poder/Pra já, negro no poder”. Talvez um pouco forte demais para tocar na Turma da Xuxa… Mas o repertório do disco não era feito somente de contestação e denúncia como uma análise superficial poderia levar a crer. Em outras composições, Ras Bernardo renovava sua confiança na raça humana e nas ações positivas que qualquer um poderia fazer: “Acredito eu que as coisas estão em transformação/Acredito que, dentro do ser, há solução” (“Incandescente Ser”); “Tenho meus motivos, tenho o que é preciso/Fico positivo contra o negativo/Tomo sua força prá te derrotar” (“Há Motivos”).

Também não se pode deixar de mencionar mais uma novidade introduzida por Ras Bernardo no universo da banda: o reggae romântico. Hoje em dia pode parecer curioso mas, à época, houve uma certa resistência interna pela inclusão da belíssima “Conciliação” onde havia uma declaração de amor digna de qualquer reggaeman: “Estou aqui pra te falar/Que só o amor que dentro há/Pode nos salvar…/Pode nos salvar…”. Esta música também sobrevive até hoje no repertório do Cidade Negra, tendo sido inclusive objeto de uma versão dub feita pelo mitológico músico e produtor Augustos Pablo para o disco “Dubs”.


​Os Primeiros Anos
Corria o ano de 1987. Rio de Janeiro, bairro do Catete. Num prédio antigo e caindo aos pedaços ocupado pela lendária UNE (União Nacional dos Estudantes), começava a funcionar o NEC: Núcleo Experimental de Cultura. Esta sigla meio misteriosa, com um certo clima de ação clandestina típica anos 60, abrigava diversas manifestações culturais de resistência, entre elas o movimento reggae, como legítimo representante da cultura negra.

Dentro desse contexto, começaram a rolar alguns shows de produção precária para uma platéia bem pequena (máximo 50 pessoas) com os nomes que iam aparecendo por lá: Dom Luiz Rasta, KMD-5 (futuro Negril), Ubandu du Reggae e Lumiar. Apesar das condições bastante adversas, essas apresentações tinham um clima contagiante que proporcionavam momentos únicos e intensos, inesquecíveis para quem teve a sorte de presenciá-los.

Aos poucos a banda Lumiar foi se destacando pela sua força no palco (até então, ninguém possuía material gravado). Era um grupo que vinha da cidade satélite de Belford Roxo, há mais de 50 km dali, para mostrar seu repertório cru e suingado. À frente da banda, magnetizando a todos de microfone em punho, Ras Bernardo começava a dar os primeiros passos na sua longa trajetória musical.

Logo depois, animados pela recepção calorosa do pequeno público que resistia a tudo e teimava em prestigiar aquela ainda incipiente cena reggae, o agora rebatizado Movimento Reggae-NEC decidiu se espalhar por toda a cidade. Em 1988 não havia lugar melhor para catapultar novas idéias musicais do que o Circo Voador da Lapa. Um lugar democrático e revolucionário desde sua criação, a mítica lona do Circo acabou por se tornar o abrigo perfeito para as novas bandas de reggae que chegavam lá cheias de energia e fogo, prontas para provocar um incêndio de grandes proporções na Babilônia…

Durante um ano e meio a banda Lumiar evoluiu nos palcos e nos estúdios de ensaio. Pela primeira vez os seus componentes estavam tendo a oportunidade de burilar seu trabalho em condições minimamente aceitáveis. Eles também iam se informando cada vez mais a respeito da história do reggae: das clássicas produções dos grandes mestres às novidades que estavam então aparecendo na Jamaica e em Londres. Para Ras Bernardo todo esse fértil período de mergulho no universo do reggae de forma alguma comprometeu a sua intuição musical, a sua centelha criativa que já o havia empurrado para fora da Baixada Fluminense. Apenas trouxe mais convicção de que este era o caminho certo para expressar seus sentimentos em relação às coisas que cercavam todos aqueles que, como ele, viviam a experiência de constante luta pela sobrevivência.

Novas Atitudes
“Negro No Poder” foi um disco além do seu tempo e, talvez por isso, mal recebido pela crítica e por muitos ouvintes. Uma nova audição hoje nesse trabalho permite avaliar o quanto existe de atual na sonoridade, nos arranjos e nas letras, qualidades que não foram apreciadas à época.

Mas engana-se quem vê esse período apenas como uma coleção de insucessos para o grupo. Foi com Ras Bernardo à frente que eles iniciaram sua bem-sucedida carreira internacional. Em 1992 o Cidade abriu o show do Steel Pulse na França, com excelente repercussão junto à platéia 100% gringa. Meses depois, tornaram-se a primeira banda brasileira a pisar no palco sagrado do Sunsplash, o mais importante festival da Jamaica. Em turnê pelos Estados Unidos eles passaram por Boston, Nova Iorque (no tradicional Sounds Of Brazil) e Miami, onde se apresentaram ao lado de Ziggy Marley.

Essa experiência de ser o pioneiro do reggae brasileiro no cenário internacional acabou sendo de extrema importância para Ras Bernardo e teve reflexo claro no seu primeiro trabalho pós-Cidade, “Atitude Pátria” (Top Tape, 1996). Naquele momento ele já havia percebido a importância de se fazer um trabalho original, que contivesse não só a força do reggae jamaicano mas também a vasta musicalidade que existe em nosso País. Não fazia nenhum sentido sair do Brasil para fazer um reggae “tipo-jamaicano” ou “tipo inglês”. Ao invés de simplesmente seguir regras pré-estabelecidas que vinham de fora, ele se propôs a fazer um disco com estilo e personalidade próprios, explorando toda a liberdade de expressão da sua recém inaugurada carreira solo. Não por acaso o disco abre com “Atitude Pátria” onde se ouve “Aqui neste país podemos ser felizes sim/Todos os tipos de raça vivem aqui nesta nação/Orgulho-me dessa gente por estar aqui neste lugar/…/Nossa cultura é tão rica/Que lá fora faz-nos orgulhar”.

Ao longo das demais composições, Ras Bernardo percorre todo seu universo artístico de maneira sincera e corajosa, cantando do amor (“Incógnita”, “Só Com Amor”) à crítica social (“Abandonado”), das lembranças dos tempos de Belford Roxo (“Baixada Central”) às ironias do cotidiano (“Olha A Hora”, “Postal Do Rio”). Logicamente havia também o chamado à conscientização de “Transformai” (“Eles têm a ferramenta/Jah é nosso argumento/Acredito nessa força/Temos ela aqui dentro/Transformai, transformai pra melhor”), e a mensagem de auto-confiança e superação de “Tente Você” (“Já é hora de começar a inventar algo mais interessante/Do que ficar parado pensando no que já passou/Esperando que façam coisas que você nunca tentou/Tente você, que eu quero ver/Tente você), dois temas recorrentes em suas letras.

Com esse trabalho, portanto, Ras Bernardo conseguiu atingir dois importantes objetivos na sua carreira. Primeiro, o da exposição de seus sentimentos de maneira ampla e com muita franqueza, delimitando assim o seu espaço sem necessidade de intermediários. Além disso, pode-se dizer que ele acrescentou mais verde-e-amarelo à tradicional bandeira tricolor do reggae, assumindo o sotaque mais brasileiro da sua obra.

Desde o lançamento de “Atitude Pátria”, muitas coisas aconteceram. A onda reggae que prometia varrer o país de norte a sul enfrentou um período de maré baixa onde pouquíssimos nomes se destacaram nacionalmente. Recentemente, no entanto, uma nova safra de amantes do reggae começou a surgir e está dando novas perspectivas a esse mercado. Essa é uma geração que não presenciou a explosão inicial do reggae nacional no início dos anos 90. Para esses jovens o trabalho de Ras Bernardo ainda é pouco conhecido e permanece envolto em mistérios.

Se por um lado muitos o tem como símbolo do melhor reggae feito no Brasil, por outro lado poucos tiveram a oportunidade de comprovar o seu carisma nos palcos nem a força de sua música nas ondas de rádio. Em diversos pontos do país existe uma curiosidade crescente a respeito do seu novo trabalho, suas idéias, sua filosofia de vida. O que mais se ouve é: “Por onde anda Ras Bernardo?”

“Jah É Luz” pretende preencher essa lacuna, mostrando por inteiro o verdadeiro artista que ele é, cobrindo todos os aspectos da sua carreira. Da militância do seu tempo à frente do Cidade vieram as inéditas “Mártires” (“Chega mais porque preciso te falar/Chega mais que você precisa se conscientizar”), e “Se Não Derem” (“Essas pessoas querem pra já/O que vocês prometeram/Se não derem vão reivindicar”). Gerar felicidade talvez seja a coisa mais importante na vida de alguém que há muitos anos vem repetindo que “Deus é a vontade de estar feliz…".

FONTE

https://pt.wikipedia.org/wiki/Ras_Bernardo

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Elza Soares


Elza Soares filha de uma lavadeira e de um operário, foi criada na favela de Água Santa, subúrbio de Engenho de Dentro. Cantava, desde criança, com a voz rouca e o ritmo sincopado dos sambistas de morro. Aos 12 anos, já era mãe e aos 18, viúva. Foi lavadeira e operária numa fabrica de sabão e, com 20 anos aproximadamente, fez seu primeiro teste como cantora, na academia do professor Joaquim Negli, sendo contratada para cantar na Orquestra de Bailes Garan e a seguir no Teatro João Caetano.


Elza da Conceição Soares (Rio de Janeiro/RJ, 23 de junho de 1937) é uma cantora de samba e foi casada com o jogador de futebol Garrincha. Nascida e criada em uma favela do Rio de Janeiro, Elza participou de um show de calouros apresentado pelo renomado músico brasileiro Ary Barroso, e recebeu as maiores notas.


No fim da década de 1950, Elza Soares fez uma turnê de um ano pela Argentina, juntamente com Mercedes Batista.


Tornou-se popular com sua primeira música "Se Acaso Você Chegasse", na qual introduziu o scat a la Louis Armstrong, adicionando um pouco de jazz ao samba.


Mudou-se para São Paulo, onde se apresentou em teatros e casas noturnas. A voz rouca e vibrante tornou-se sua marca registrada.

Após terminar seu segundo LP, A Bossa Negra, Elza foi ao Chile representando o Brasil na Copa do Mundo da FIFA de 1962.

Seu estilo "levado" e exagerado fascinou o público no Brasil e no exterior.

Nos anos 70, Elza entrou em turnê pelos Estados Unidos e Europa.


Em 2000, foi premiada como "Melhor Cantora do Universo" pela BBC em Londres, quando se apresentou num concerto com Gal Costa, Chico Buarque, Gilberto Gil, Caetano Veloso e Virgínia Rodrigues.


No mesmo ano, estreou uma série de shows de vanguarda, dirigidos por José Miguel Wisnik, no Rio de Janeiro.

Elza Soares teve inúmeras músicas no topo das listas de sucesso no Brasil ao longo de sua carreira; alguns dos maiores sucessos incluem: "Se Acaso Você Chegasse" (1960), "Boato" (1961), "Cadeira Vazia" (1961), "Só Danço Samba" (1963), "Mulata Assanhada" (1965) e "Aquarela Brasileira" (1974).


Alguns dos álbuns de Elza foram relançados em versões remasterizadas de CD: de 1961 – A Bossa Negra (contendo seu maior sucesso no ano, "Boato") – e de 1972, com uma grandiosa banda, Elza Pede Passagem (produzida por Dom Salvador), sendo dois dos seus mais aclamados trabalhos.

Elza pede passagem não fez tanto sucesso como seus trabalhos anteriores, quando lançados originalmente no Brasil; no entanto, é considerado um clássico e representante do som "samba-soul" do início dos anos 70.

Em 2002, o álbum Do Cóccix Até O Pescoço garantiu-lhe uma indicação ao Grammy. O disco recebeu críticas estupendas da imprensa da música e divulgou uma espécie de quem é quem de artistas brasileiros que com ela colaboraram: Caetano Veloso, Chico Buarque, Carlinhos Brown e Jorge Ben Jor, entre outros. O lançamento impulsionou numerosas e bem-sucedidas turnês pelo mundo.

Em 2004, Elza lançou o álbum Vivo Feliz. Não tão bem-sucedido em vendas quanto suas obras anteriores, o álbum continuou a executar o tema de fazer um mix de samba e bossa com música eletrônica e efeitos modernos. O álbum apresentou colaborações de artistas inovadores como Fred Zero Quatro e Zé Keti.

Em 2007, nos Jogos Pan-americanos do Brasil, Elza interpretou o Hino Nacional Brasileiro, no início da cerimônia de abertura do evento, no Maracanã.

Fonte: http://www.letras.com.br/biografia/elza-soares

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Daniel Guedes


Considerado um dos melhores violinistas brasileiros de sua geração, o violinista carioca Daniel Guedes é um dos instrumentistas brasileiros que mais se destaca no cenário internacional. O violinista é também artista do disco, cujo primeiro CD foi lançado em 2000, tendo gravado posteriormente o CD “Impressões Brasileiras” e um outro intitulado “Ya Mariamu”, com composições de Astor Piazzolla.

Nascido no Rio de Janeiro, iniciou seus estudos de violino aos sete anos e logo ingressou no Conservatório Brasileiro de Música. Aos treze anos venceu o “IX Concurso Jovens Concertistas Brasileiros” e ganhou bolsa de estudos da Capes para estudar em Londres. Em 1998, foi vencedor da “Bergen Philharmonic Competition” (Nova Jersey). Venceu a Waldo Mayo Memorial Violin Competition (Nova York) em 2000.

Foi aluno de Detlef Hahn na Guildhall School of Music e de Pinchas Zukerman e Patinka Kopec no prestigiado “Pinchas Zukerman Performance Program”, na Manhattan School of Music, onde graduou-se do Bacharelado e dois anos depois concluiu o Mestrado em Música. Estudou música de câmara com renomados músicos, como Isidore Cohen (Trio Beaux Arts) e Sylvia Rosenberg. Participou das master classes dos violinistas Robert Mann (Juilliard String Quartet), Arnold Steinhardt e Miriam Fried. Foi bolsista do Projeto ApArtes da CAPES e da Vitae.



Desde os dez anos vem se apresentando como recitalista e concertista nas principais cidades brasileiras e nos EUA, Canadá, Noruega, Inglaterra e Colômbia. Foi solista de várias orquestras, incluindo a Orquestra Sinfônica Brasileira, Sinfônica Nacional, Sinfônica do Teatro Municipal do Rio, Guildhall Junior Symphony, Bergen Philharmonic de Nova Jersey, Sinfônicas de Campinas, da Bahia, de Recife, Sinfonia Cultura, Sinfônica de Porto Alegre, Sinfônica Paulista, Amazonas Filarmônica, Filarmônica de Bogotá e National Arts Centre Orchestra do Canadá, entre outras.

Como solista, já atuou sob a regência de Zukerman, Isaac Karabtchevsky, Lior Shambadal, David Gilbert, Roberto Duarte, Adriano Machado e Aylton Escobar, entre outros. Em maio de 2000, apresentou-se como solista do Concerto n°1 de Max Bruch no Carnegie Hall de Nova York.


Em 2001 e 2002 abriu a temporada de concertos da OSB no Teatro Municipal do Rio tocando concertos de Tchaikovsky e Sibelius.

Seus parceiros de música de câmara incluem Fábio Presgrave, Márcio Mallard e Flávio Augusto. Já atuou também ao lado de Zukerman e Mariuccia Iavovino. Gravou várias vezes para programas de rádio e televisão.

Em 2000 foi lançado seu primeiro CD, pelo selo Niterói Discos e em 2004 serão lançados mais dois CDs, um deles em homenagem a Guerra-Peixe, onde toca o Concertino para violino e orquestra com a OSB, e o outro com composições de Astor Piazzolla. Recentemente realizou gravação inédita do concerto de Henrique Oswald com a OSB regida por Isaac Karabtchevsky em disco a ser lançado em 2005.


Além das atividades como solista e camerista, Daniel Guedes foi assistente de Patinka Kopec, na Manhattan School of Music, mentor no Young Artist Programme dirigido por Zukerman no Canadá e vem lecionando em importantes festivais de música no país. Atualmente é professor do Conservatório Brasileiro de Música e rege a Orquestra Jovem do CBM.



Coldplay


Formada em 1998, na capital inglesa, Londres, a banda Coldplay é hoje um dos maiores nomes do rock no planeta. Sucesso de público e crítica, o conjunto é liderado pelo vocalista Chris Martin e ainda conta com o guitarrista Jon Buckland, o baixista Guy Berryman e o baterista Will Champion.

Viva La Vida

Com o lançamento do mais recente disco, Viva La Vida Or Death And All His Friends, a banda conseguiu três prêmios Grammy (Canção do Ano e Melhor Performance Pop por um dupla ou grupo, com Viva La Vida, e também Melhor Disco de Rock do Ano, por Viva La Vida e por Death And All His Friends).

Death And All His Friends

Os integrantes da banda se conheceram durante no período universitário. E antes de chegarem ao primeiro CD, lançaram dois Eps: Safety e The Blue Room, este último lançado em 1999. Assim, a banda conseguiu um contrato com a gravadora Parlophone.


Parachutes é o título do álbum de estréia de Martin e cia. As músicas Yellow, Trouble e Shiver logo estouraram no Reino Unido. E não demorou muito para a banda cruzar o continente e chegar aos Estados Unidos. Tanto é, que conseguiu faturar um Grammy (principal premiação musical nos Estados Unidos), de melhor performance de música alternativa.

Yellow

Trouble

Shiver

Em 2002, a banda inglesa reaparece com A Rush Of Blood To The Head, disco que consolidou o nome Coldplay nas paradas pelo mundo.


O primeiro single do disco foi In My Place, que também levou um Grammy.


Porém, o principal hit do álbum foi Clocks que além de conquistar as paradas por todos os continentes, garantiu o Grammy de Gravação do Ano, em 2004.


O Coldplay manteve seu lugar no hall das mais famosas bandas do mundo com o lançamento de X&Y, terceiro disco de estúdio da banda. Mesmo lançado apenas em junho, o álbum foi o mais vendido de 2005, contando com o impulso de novos sucessos como Speed Of Sound, Fix You e Talk.

Speed Of Sound

Fix You

Talk

Ainda assim, depois de ser criticada por X&Y (devido às semelhanças com o disco anterior, A Rush Of Blood To The Head), o Coldplay se preparou para surpreender o mundo, com um disco ousado. Viva La Vida Or Death And All His Friends, quarto trabalho da banda, é também aquele que quebrou recordes para o Coldplay. O disco estreou em primeiro lugar nos Estados Unidos e Reino Unido (fato inédito na carreira da banda), foi também o mais vendido pela Internet e terminou 2008 como o mais vendido do ano.

O Coldplay começou a Viva la Vida Tour com um show gratuito na Brixton Academy em Londres. Este foi seguido, dois dias depois por uma performance de 45 minutos que foi transmitido ao vivo a partir do outside BBC Television Centre.


"Lost!" se tornou o terceiro single do álbum, que apresenta uma nova versão com Jay-Z. Coldplay realizou o primeiro set em 14 de março de 2009 no Sound Relief em Sydney Cricket Ground, e, em seguida, tocou um concerto esgotado mais tarde na mesma noite. Sound Relief é um concerto beneficente para as vítimas da Queimadas do Sábado Negro e da Inundação em Queensland.


Em 4 de dezembro de 2008, Joe Satriani entrou com um processo de violação de direitos autorais contra o Coldplay na United States District Court for the Central District of California. Satriani afirma que a canção "Viva la Vida" do Coldplay inclui "trechos primitivos" presente em sua canção "If I Could Fly" do seu álbum de 2004, Is There Love in Space?

If I Could Fly

A canção do Coldplay em questão recebeu dois Prêmios Grammy incluindo o de Canção do Ano. A banda negou a alegação. Um acordo não especificado foi finalmente alcançado entre ambos.

Em 2009, o Coldplay foi indicado para quatro BRIT Awards: Melhor Grupo Britânico, Melhor Concerto Britânico, Melhor Single Britânico ("Viva la Vida") e Melhor Álbum Britânico (Viva la Vida or Death and All His Friends).[92] No 51º Grammy Awards em fevereiro de 2009, Coldplay ganhou três Prêmios Grammy nas categorias Canção do Ano por "Viva la Vida", Melhor Álbum de Rock por Viva la Vida or Death and All His Friends, e Melhor Performance Pop por um Duo ou Grupo com Vocais por "Viva la Vida".

Em 15 de maio de 2009, o Coldplay lançou um álbum ao vivo, intitulado LeftRightLeftRightLeft que foi gravado em diversos shows durante a turnê. LeftRightLeftRightLeft foi dada gratuitamente aos fãs durante os show da Viva la Vida Tour. Também está disponível para um download gratuito no site oficial da banda.

Mylo Xyloto (2011–2013)

Após a Viva la Vida Tour, o Coldplay anunciou uma turnê na América Latina, que teve acontecimento entre fevereiro e março de 2010, aonde visitaram o México, Argentina, Brasil e Colômbia.

Em outubro de 2009, o Coldplay venceu o prêmio de Canção do Ano por "Viva la Vida" no American Society of Composers, Authors and Publishers (ASCAP) em Londres.

A banda lançou somente um single em 2010; "Christmas Lights", em dezembro. A banda, estabelecida na direção do rock industrial/electro-pop terminaram de gravar o quinto álbum em meados de 2011. Quando Martin e Champion foram entrevistados pela BBC Radio e foram questionados sobre os temas do quinto álbum, Martin respondeu "É sobre o amor, vício, TOC, fuga e trabalhar para alguém que você não gosta". Quando perguntado se o quinto álbum seria ou não lançado no verão, Martin e Champion disseram que havia muito trabalho a ser feito antes de lançá-lo. Eles confirmaram várias aparições em festivais antes de sua data de lançamento, especialmente em festivais na qual foram as atrações principais, como Rock Werchter, Festival de Glastonbury, T in the Park e Lollapalooza.


Em uma entrevista em 13 de janeiro de 2011, o Coldplay mencionou duas novas canções que estariam incluída em seu quinto álbum de estúdio, "Princess of China" e "Every Teardrop Is a Waterfall".[99] Em outra entrevista, em fevereiro, o presidente da Parlophone, Miles Leonard, disse ao HitQuarters que a banda ainda estava no estúdio trabalhando no álbum e que esperava que a versão final fosse lançada "até outono desde ano".


Em 31 de maio de 2011, o Coldplay anunciou que "Every Teardrop Is a Waterfall" seria o primeiro single do álbum. Foi lançado em 3 de junho do mesmo ano. A banda também apresentou seis novas canções em festivais durante o verão de 2011, "Charlie Brown", "Hurts Like Heaven", "Us Against the World", "Princess of China", "Major Minus" e "Mylo Xyloto", um instrumental de apenas 42 segundos, posteriormente confirmada como título do álbum.

Em 12 de agosto de 2011, anunciou através de seu site oficial que Mylo Xyloto é o título do novo álbum, e que seria lançado em 24 de outubro de 2011. O último single que foi lançado ate agora, foi "Paradise".

O álbum foi um sucesso comercial. No Reino Unido, vendeu pelo menos 122 mil cópias em apenas três dias de acordo com a The Official Charts Company. O CD acabou estreando em primeiro lugar na UK Albums Chart com um total de 208 mil unidades vendidas em uma semana, dando a banda seu quinto álbum número um naquele país.[103] Mylo Xyloto estreou também em primeiro lugar na Billboard 200, a principal parada musical dos Estados Unidos, com um total de 447 mil cópias vendidas na semana de estreia por lá.

Em 2012 foram convidados a participar da cerimônia de encerramento dos Jogos Paraolímpicos de Verão de 2012. Eles comandaram o show, tocando diversas de suas músicas, entre elas, "Princess of China", que contou com a presença da cantora Rihanna.
Ainda em 2012, anunciaram, em setembro, o lançamento de um álbum ao vivo intitulado Live 2012, nove anos depois do lançamento do seu DVD anterior, o Live 2003. O disco reúne diversas apresentações da última turnê da banda, Mylo Xyloto Tour, e ainda gravações de bastidores e depoimentos dos integrantes da banda. Foi lançado oficialmente em 19 de novembro de 2012, em mais de 50 países.

Em 2013, depois de dois anos sem nenhum novo trabalho, foi lançado o single "Atlas", destinado à trilha sonora do filme Jogos Vorazes: Em Chamas.


Lançado mundialmente em 6 de setembro de 2013 (exceto para o Reino Unido, lançado no dia 8 do mesmo mês), marca como sendo a primeira vez em que a banda grava uma música destinada a um filme.

Chris Martin se apresentando com o Coldplay em 2011.

Ghost Stories (2014–2015)

Após o experimental Mylo Xyloto, o Coldplay trouxe o álbum Ghost Stories.

Em 25 de fevereiro de 2014, a banda Coldplay lançou a primeira música do novo disco, "Midnight", contando com uma pegada jamais vista em seus trabalhos anteriores, semelhante a Bon Iver.


Junto veio o clipe.


Em 2 de março de 2014, foi lançado o primeiro single "Magic", que consta numa batida eletrônica constante, e simples acordes de violão e guitarra, seguindo a linha electro-pop. O clipe foi lançado no dia 7 de abril do mesmo ano.


No dia 2 de maio de 2014, foi lançado o single "A Sky Full of Stars" em parceria com o DJ sueco Avicii. O último single antes do lançamento do álbum. A canção tem fortes influências de house music, tendo até algumas semelhanças com "Every Teardrop Is a Waterfall".


A música recebeu uma recepção positiva dos críticos e também dos populares, se tornando assim o single mais 'famoso' do álbum. O clipe foi lançado no dia 19 de junho, gravado na Austrália.

No dia 16 de maio de 2014, o álbum foi lançado pela gravadora Parlophone, e em 19 de maio de 2014 pela Atlantic Records.

O álbum estreou na primeira posição da UK Albums Chart, vendendo 168 mil cópias em sua primeira semana, a segunda maior venda de 2014. Em julho de 2014, ele já havia se tornado o álbum mais vendido do primeiro semestre de 2014 com 375 mil cópias vendidas somente no Reino Unido.

Nos Estados Unidos o álbum estreou como número 1 na Billboard 200 com 383.000 cópias vendidas durante a primeira semana de vendas, até então o álbum com o maior número de vendas em sua estreia no ano de 2014. Em outubro de 2014, o álbum já havia vendido 737.000 cópias nos EUA.

No Canadá o álbum estreou como número um na parada de álbuns do Canadá, com 49 mil cópias vendidas em sua primeira semana. No dia 19 de julho de 2014 foi anunciado que o álbum já havia vendido mais de 2 milhões de cópias em todo o mundo.

No dia 14 de agosto de 2014 foi lançado o single "True Love", posteriormente foi lançado o clipe o lançamento.

No dia 24 de novembro de 2014, foi lançado o live álbum Live 2014, com performances ao vivo do álbum inteiro.

Coldplay se apresentando no festival de Glastonbury em 2016.

A Head Full of Dreams (2015–presente)

Em dezembro de 2014, Chris Martin anunciou em uma entrevista para a BBC Radio 1 que o Coldplay lançaria seu sétimo álbum e que este se chamaria A Head Full of Dreams. A banda então saiu para uma turnê internacional para promover o seu novo trabalho.

Em novembro de 2015 foi confirmado o lançamento do A Head Full of Dreams para 4 de dezembro do mesmo ano. O disco, produzido pelo famoso duo Stargate, conta com a participação dos artistas Beyoncé, Noel Gallagher e Tove Lo.


O álbum recebeu críticas variadas dos especialistas, mas com um tom positivo. Nas vendas, o álbum teve números inferiores aos seus predecessores, estreando em segundo lugar no Reino Unido e nos Estados Unidos.

Em 27 de novembro foram anunciadas as primeiras datas de 2016 da A Head Full Of Dreams Tour. A turnê começou 31 de março, no Estádio Único de La Plata, em Buenos Aires (AR).

Em 7 de fevereiro a banda liderou o show de intervalo do Super Bowl, com participações de Beyoncé e Bruno Mars.

Um dos diferenciais dessa turnê foi que os fãs poderiam pedir uma canção para a banda apresentar. "O que faremos é quase um espaço para pedidos. Nós gostaríamos que as pessoas nos dessem uma razão para tocar tal música, para que tenhamos um propósito ao tocá-la", declarou Chris Martin ao jornal britânico The Sun. Canções como Green Eyes, Speed of Sound, Parachutes e The Hardest Part fizeram parte da passagem da banda pela América Latina.


A turnê foi muito bem elogiada pela crítica e público em geral. A banda apostou em efeitos visuais, lasers, papel picado e até mesmo pó colorido.


fonte

https://pt.wikipedia.org/wiki/Coldplay

sábado, 10 de outubro de 2009

Magazine



O Magazine foi uma banda brasileira de new wave, formada em São Paulo, no início dos anos 1980, que contava, em sua formação, com Kid Vinil (vocais), Lu Stopa (baixo), Trinkão (bateria) e Ted Gaz (nome artístico de Fábio Gasparini, guitarrista e irmão de Ricardo Gaspa, baixista do Ira!). A banda começou com o nome Verminose, sendo trocado para Magazine por ocasião da assinatura do contrato com a WEA (atual Warner Music), por questões comerciais.


Em 1980, o ainda desconhecido Antonio Carlos Senefonte juntou-se ao baterista Trinkão, ao baixista Lu Stopa e ao roadie Philé, que logo daria lugar a Minho K (pseudônimo artístico de Celso Pucci) para gravar uma demotape, hoje perdida. O nome da banda - Verminose - foi uma sugestão do radialista Alf Soares.

O então Verminose tocou em praticamente todos os palcos existentes em São Paulo, naquela época. Os integrantes do Verminose viram-se envolvidos em uma confusão generalizada, no palco do Teatro Lira Paulistana, no auge do conflito entre os punks da capital e os do ABC paulista. Nesta época, 1983, Kid Vinil havia concedido uma entrevista à revista Veja, criticando a cena punk paulista, sendo acusado de "traidor do movimento". Depois disso, a banda decide remodelar seu som, inspirando-se no rockabilly e na estética new wave, optando por também alterar o nome para Magazine, baseado no grupo homônimo inglês, liderada pelo vocalista Howard Devoto.


A banda acabou sendo uma das primeiras contratadas da chamada safra paulistana da WEA, que também incluíram, posteriormente, Ultraje a Rigor, Ira!, Titãs, entre outras.


Por intermédio de Pena Schmidt, a banda gravou, no estúdio dos músicos Tico Terpins e Zé Rodrix, o Áudio Patrulha, o primeiro compacto simples pela WEA, que continha a faixa "Eu Sou Boy". Completava o compacto a faixa "Kid Vinil".

A banda entra em estúdio para a gravação de seu primeiro LP (nesta época, era comum para as gravadoras lançarem os novos artistas em compactos simples, baratos de serem produzidos, para, dependendo da receptividade do público, lançar um LP ou, ainda, mais um compacto).

O primeiro álbum, homônimo, foi lançado em 1983, e continha várias canções compostas por Tico Terpins e Zé Rodrix, mais algumas releituras de músicas da jovem guarda, que faziam parte do repertório do grupo ao vivo. Deste LP, foi extraído o segundo compacto, "Adivinhão", gravada originalmente por George Freedman, em 1961.

No ano seguinte, a banda grava mais um compacto: "Tic Tic Nervoso", que posteriormente se tornou trilha da novela Livre para Voar, da Rede Globo. Com a agenda cheia, a banda tocava em todos os lugares do país. Kid Vinil, em entrevista, relembrou, dessa fase, um show na cidade de Manaus, no Amazonas: "serviram pra gente depois do show, uma tartaruga gigante inteira preparada na hora..." "Tic Tic Nervoso" era uma composição da dupla Antonio Luiz e Marcos Serra produzida por Liminha e Ted Gaz.

Após os lançamentos, o Magazine entrou em crise, sem saber qual direção musical tomar. Pressionados pela gravadora, lançaram no primeiro semestre de 1985 "Glub Glub no Clube", composição de Ted Gaz.

Neste momento, sem planos de gravar um novo LP, o Magazine acabou emplacando mais uma música em trilha sonora de novela da Rede Globo. Com produção de Pena Schmidt e Liminha, produtores dos primeiros compactos do grupo, o Magazine fez uma nova canção sobre a letra de "Comeu", balada de Caetano Veloso. Com isso, o Magazine emplacou o tema da novela A Gata Comeu, com direito até a um videoclipe, produzido pela Rede Globo.

Comeu

O lançamento da canção foi sucedido pela saída de Kid Vinil do Magazine, tendo ele, imediatamente, iniciado um novo projeto: Kid Vinil e os Heróis do Brasil. O Magazine ainda tentou seguir sem Kid Vinil, trazendo um novo vocalista (Pedrinho - ex-Beijo na Boca), chegando a gravar um compacto 12 polegadas pela Continental, que não emplacou e, como consequência, ocasionou a debandada em massa dos integrantes. O disco trazia as faixas "Pegue Seu Nariz" e "Nellie, o Elefante", versão para "Nellie, the Elephant", do grupo Toy Dolls.


Nova formação

Em 1991, a banda se reuniu novamente, graças aos esforços de Lu Stopa e Trinkão, mais os guitarristas Joel e Carlos Nishimiya, ex-Maria Angélica Não Mora Mais Aqui e Kid Vinil. Esta nova fase da banda foi marcada por apenas alguns shows esporádicos, sem grandes divulgações. Em 1993, o guitarrista Joel foi substituído pelo bluesman Duca Belintani. Com essa formação, o grupo decide resgatar o nome Verminose.

Em 1994, após a saída de Carlos Nishimiya (que havia tocado com Lu Stopa no Maria Angélica Não Mora Mais Aqui), após o fim da primeira formação do Magazine, o quarteto gravou o disco Xu-Pa-Ki, independente, pelo selo Verminose Records.


Em 1998, após algum tempo de silêncio, Kid Vinil retoma, uma vez mais, o Magazine com dois dos membros originais, Lu Stopa e Trinkão, além de Carlos Nishimiya. Lu Stopa ficou pouco tempo, desligando-se do Magazine para tocar junto à banda de Marcelo Nova. Foi substituído pelo jornalista musical e baixista Ayrton Mugnaini Jr..


Anos 2000

No final de 2000, gravaram uma demotape para o selo Trama. Em junho de 2001, entram novamente em estúdio para a gravação do CD Na Honestidade, lançado no início de 2002. Das 16 faixas gravadas, foram lançadas 13 no disco. Por três meses, a primeira faixa de trabalho, "Conversível Irresistível", ficou disponível no site para download gratuito. E, depois, para as pessoas que adquiriam o CD, foi disponibilizada outra faixa, que não fazia parte do disco original. O álbum foi produzido pelo guitarrista Carlos Nishimiya.


No segundo semestre de 2001, a Warner reeditou, pela série Warner Arquivos, o único disco da banda pela gravadora em CD. Neste relançamento, seis faixas bônus foram incluídas: um outtake ("Professor Apaixonado", registrada durante as sessões de gravação do LP) e cinco das seis canções que a banda lançou exclusivamente em compactos pela Warner ("Tic-tic Nervoso", "Atentado ao Pudor", "Glub Glub no Clube", "Sapatos Azuis" e "Comeu" - somente "Crucial", lado b de "Comeu", não foi compilada para o CD).

Em 2004, o grupo encerra definitivamente suas atividades.



fonte

https://pt.wikipedia.org/wiki/Magazine_(banda_brasileira)


sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Armandinho


Armando Antônio Silveira da Silveira (Porto Alegre, 22 de Janeiro de 1970), mais conhecido pelo seu nome artístico Armandinho, é um cantor e compositor brasileiro de reggae e pop.


Seu primeiro álbum de estúdio, Armandinho, foi lançado em 2002 e recebeu o disco de ouro pela venda superior a 100 mil cópias. No início de 2003 o cantor participou pela primeira vez do festival Planeta Atlântida.


Em 2004 lançou seu segundo álbum, Casinha, trazendo o grande sucesso "Desenho de Deus".

O ano de 2006 é marcado pelo lançamento de seu primeiro CD e DVD ao vivo, intitulado Armandinho: Ao Vivo, seu primeiro trabalho pela gravadora Universal Music. O disco conta com a versão ao vivo da música "Desenho de Deus", que tornou-se uma das músicas mais tocadas pelas rádios brasileiras naquele ano, levando o artista a obter reconhecimento nacional.


Em 2008 seu terceiro álbum, Semente, é lançado.

Em 2009 Armandinho deixou a Universal Music e, através de seu recém-criado selo, a Alba Music, lançou um CD com produção totalmente independente intitulado Armandinho Vol.5.


Durante o ano de 2011 Armandinho fez shows no Brasil, EUA, Uruguai, Peru e Argentina, o que resultou na gravação do DVD “Armandinho Ao vivo em Buenos Aires”, lançado em Dezembro de 2012 em vários países da América Latina.


Ainda em 2012 Armandinho lançou o single "Sol Loiro" e em 2013 "A Ilha", ambas fazendo grande sucesso nas rádios. No começo de 2014 o álbum Sol Loiro foi lançado no Brasil, Uruguai, Argentina e Portugal, acompanhado de uma turnê com shows lotados.


Em Julho de 2015 Armandinho lançou nas rádios e na internet a música "Qual que é? (Um tempo pra sonhar)".

Algumas de suas canções de sucesso são: "Desenho de Deus", "Semente", "Analua", "Ursinho de Dormir", "Outra noite que se vai", "Sol Loiro" e "A Ilha".

Armandinho mora na Praia Brava, em Itajaí, onde é conhecido e muito querido pelos moradores. Ele também é surfista, o que segundo ele é um dos motivos que o faz morar no litoral e não nos grandes centros.

Nascido de pais gaúchos, Armandinho desde criança ouviu de tudo um pouco. O pai, com quem conviveu pouco, tocava Música Popular Brasileira no violão e cantava. Sua mãe costumava comprar um disco de MPB e Rock por mês e foi sua grande incentivadora.

“ Foi minha mãe quem me colocou na aula de violão, aos 8 anos. Devo muito a ela por ter me proporcionado coisas úteis, não coisas fúteis. ”

Com a avó, aprendeu a gostar dos artistas populares dos programas da Rádio Farroupilha. O padrasto, um gauchão bem tradicional, ouvia música regional, incluindo os argentinos Mercedes Sosa e Atahualpa Yupanqui.

A música sempre serviu como terapia para a sua fala, já que ele era muito gago. No colégio, quando tinha que ler um texto, logo começava a gaguejar. Daí toda a turma sempre ria, levando a situação a ficar bem traumática para ele. No entanto, Armandinho descobriu que quando cantava não gaguejava. Então começou a ler os textos cantando e acabou virando uma atração na sala.

Sua relação com o surfe começou muito cedo e aos 11 anos ia surfar na praia de Tramandaí, no Rio Grande do Sul. Armandinho morava em Porto Alegre que, apesar de não ter praia, é uma cidade que tem muitos surfistas. A praia mais próxima fica a 100 km e o acesso é fácil. Naquela época o surfe teve uma "explosão" e as pessoas de seu colégio também começaram a praticar o esporte. Nas férias de colégio, no verão, sua família costumava viajar para Santa Catarina.


Em 1985, formou com colegas sua primeira banda, ainda em tempos de estudante. Aos 12 anos de idade Armandinho já compunha, sendo que a primeira canção de sua autoria a estourar nas rádios anos depois, "Sexo Na Caranga", foi escrita nessa época. Teve a 'fase Beatles', a 'fase Rolling Stones' e uma idolatria por Elvis Presley que lhe rendeu o primeiro e doloroso contato com a morte:

“ Me lembro quando o Cid Moreira anunciou a morte do Elvis no Jornal Nacional. Eu tinha sete anos e foi um choque pra mim! ”

Na adolescência começou a andar com uma turma mais velha e acabava matando aula para ir à praia. Saía depois do almoço para "pegar onda" em Tramandaí e só voltava para casa no final da tarde.

No ano de 1994 entrou na banda de rock TNT, através do amigo e músico Charles Master. Porém a banda se desfez no mesmo ano, não influenciando muito na carreira de Armandinho.

ComeçoPorto Alegre, onde nasceu e cresceu Armandinho

Foi na MPB e nos "bares da vida" que Armandinho moldou seu caminho, mas o divisor de águas entre a noite e o sucesso radiofônico aconteceu em 2001, quando uma fita cassete com dez canções foi entregue ao diretor da Rede Atlântida (braço do Grupo RBS, da qual o selo Orbeat Music também faz parte), que gostou do que ouviu e pediu para levar uma música da fita para a programação da rádio.

A música em questão era "Folha de Bananeira"que ficou entre as quatro mais pedidas da Rádio Atlântida e em qualquer lugar do Rio Grande do Sul onde foi tocada. O refrão, "Fuma, fuma, fuma, folha de bananeira. Fuma na boa, só de brincadeira", ficou na mente de muitas pessoas devido a tamanha repercussão que a canção teve. Em seguida, outra música, "Rosa Norte", também fez grande sucesso na programação da rádio.

Carreira profissional
Em 2002, gravou praticamente às pressas seu primeiro álbum de estúdio, Armandinho, pela Orbeat Music. Balanço da Rede abre o trabalho, com forte ênfase na “pegada” reggae. Sucessos como Ursinho de Dormir, Reggae das Tramanda", Sentimento e Outra Noite que se Vai fazem parte do CD. Seu segundo disco, Casinha, foi lançado em 2004. O álbum trouxe pela primeira vez o grande sucesso "Desenho de Deus", além de uma regravação da canção O Leãozinho, de Caetano Veloso.

Em 2006 Armandinho assinou contrato com a Universal Music e lançou Armandinho: Ao Vivo, trabalho que o fez conhecido no Brasil inteiro. Gravado na cidade de Balneário Camboriú, o CD/DVD traz todos os hits de Armandinho até então.

Em 2008 a gravadora e o cantor resolveram inovar e lançaram o maxi single Madeira, um EP digital com quatro novas músicas por preço acessível. No mesmo ano, o cantor lança o quarto disco de sua carreira, Semente, nome da primeira música de trabalho do novo CD.


Depois de deixar a gravadora, Armandinho lançou em 2009 seu quinto álbum de estúdio, Armandinho Vol.5. Nesse trabalho o músico decidiu fugir um pouco do estilo pop-romântico, rótulo que ele temia cair por conta do hit Desenho de Deus. Armandinho Vol.5 possui composições que ganhariam espaço definitivo em seus shows, tais como Amor de Primavera e Desejos do Mar.


O álbum conta ainda com uma versão para a música Como Dois Animais, de Alceu Valença. Sem ter deixado o reggae e o romantismo de lado, o músico revelou algumas de suas influências roqueiras em riffs e pormenores de guitarras gravadas todas por ele mesmo.

“ Como fiquei responsável por todas as guitarras, deixei meu lado rock falar um pouco mais alto. Sempre ouvi muito Black Sabbath, The Clash, Jimi Hendrix, Sublime. Gosto muito do Tom Morello (Rage Against The Machine) também. ”

Após uma bem sucedida turnê no Brasil, Estados Unidos, Uruguai e Peru, Armandinho escolhe a Argentina para a gravação de seu novo DVD intitulado Armandinho Ao vivo em Buenos Aires. O material é composto por imagens dos dois shows que o artista fez no Groove de Palermo, localizado na capital Argentina, e foi lançado em dezembro de 2012 em vários países da América Latina. O ano de 2012 ainda viu o lançamento do single Sol Loiro na internet e nas rádios. No final de 2013 Armandinho lançou o single A Ilha, outro grande sucesso nas rádios.

No início de 2014 o álbum Sol Loiro foi lançado simultaneamente no Brasil, Uruguai, Argentina e Portugal, rendendo uma turnê com shows lotados e sendo muito bem recebido pelos fãs.

Em julho de 2015 o artista lançou nas rádios e na internet a música Qual que é? (Um tempo pra sonhar).


Em setembro de 2015 a canção Outra Vida foi incluída na trilha sonora da novela das seis, Além do Tempo, da Rede Globo.

FONTE

https://pt.wikipedia.org/wiki/Armandinho_(cantor)