sábado, 29 de agosto de 2009

Família Lima


A Família Lima fez sucesso em 1994, quando lançou a música "Primeiro Amor". Antes disso já fazia pequenos shows em que misturavam o som dos violinos com apresentações de mágica...

Familia Lima - Primeiro Amor


Hoje eu descobri
Uma coisa que há no mundo
E tocou meu coração bem lá no fundo

Acho que é paixão
Talvez seja mais profundo
Eu só sei que ela é meu próprio mundo

Sabe
O quê?

Ela é meu grande amor
Então me diga o que nela te tocou

É o olhar de princesa ao luar
Dessa vez eu saberei o que é amar

[...]

Sabe
O quê?

Não consigo te deixar
Despertaste o meu amor
Despertaste o meu amor
Despertaste o meu amor
Quero te amar

VIDA E OBRA

Família Lima é um grupo musical brasileiro, natural do Rio Grande do Sul. Seu gênero musical é o clássico. Eles já foram atração nos Estados Unidos, Europa e inclusive se apresentaram ao Papa João Paulo II. No Brasil, o trabalho da banda tem alcançado bastante êxito.

O grupo composto por José Carlos Lima, os filhos Amon-Rá, Moisés e Lucas, e o sobrinho Allen, que, juntos, formam a Família Lima. Esse quinteto tem grande importância para o mundo da música. O trabalho deles comprova que a música erudita também tem espaço nesse mercado competitivo.

A Familia Lima despontou para a mídia no final dos anos 90, mas a origem do grupo vem da época em que José Carlos (ou Zeca) era adolescente e começou a estudar violino. Depois, já casado e com filhos, montou uma escola de educação musical para crianças, na cidade de Porto Alegre, e logo colocou seus pupilos para aprender diversos instrumentos.

A primeira apresentação como Família Lima foi no município de Morro Reuter, onde nasceu a família de Lorena. Daí em diante, a trajetória do grupo tem sido vertiginosa.

A banda é atualmente muito reconhecida pelo talento que os integrantes mostram durante os shows, e também na qualidade de luz e arranjos musicas apresentada nos shows.

Tudo começou com o encontro de José Carlos e Lorena, e o nascimento dos filhos Amon-rá, Moisés e Lucas. A partir daí, foi a dedicação de um pai, ensinando música erudita aos filhos, e o amor de uma mãe, doando toda uma vida na realização deste sonho. A chegada do primo Allen foi um presente do destino e completou a formação do quinteto.

Contudo, o início oficial desta história se deu em 1994, nas terras gaúchas, mais precisamente em Morro Reuter, onde aconteceu a primeira apresentação do grupo com o nome Família Lima.

A banda fez sucesso em 1994, quando lançou a música "Primeiro Amor". Antes disso já fazia pequenos shows (Violinos Mágicos) em que misturavam o som dos violinos com apresentações de mágica nos palcos.

Em 1994, a Familia Lima fez shows no Principado de Andorra, em Madri, em Barcelona, na Ilha de San Andrès - no Caribe - e em Los Angeles. No ano seguinte, Viena e Innsbruck, na Áustria, e de novo Espanha, na cidade de Granada. Em 1996, Nova York e Washington.

A estréia em disco ocorreu apenas em 1998, com um repertório clássico que incluiu “Granada” e a ária “Brindisi” (da ópera La Traviata). Tudo com uma levada pop, impressa principalmente em faixas como “Primeiro Amor”.

Um ano depois, chegou às lojas e primeiro ao vivo da banda. O álbum foi registrado na casa de espetáculos Canecão (no Rio de Janeiro) e novamente mesclou canções tradicionais (“Primavera”, trecho de "As Quatro Estações", de Vivaldi), sucessos operísticos (“Con Te Partiro”, de Andrea Bocelli) e pérolas populares do calibre de “My Heart Will Go On” (tema de Titanic).



Em 2000, a Família Lima assinou contrato com a Abril Music e produziu "Pra Você", álbum mais pop, que emplacou faixas, como: “Escrito no Céu” (releitura de Elton John) e a italianíssima “Funiculi Funicula”.

Escrito no Céu by Família Lima


Em 2001, a banda voltou forte com o grandioso “Gira o Mundo”, trabalhou com o hit “Não Posso Esquecer” e a imbatível “Eleonor Rigby”.

"Eleanor Rigby" é uma canção dos Beatles, originalmente lançada no álbum "Revolver", de 1966. Também foi lançada como single, junto com a música Yellow Submarine.

A canção foi escrita por Paul McCartney, mas em uma entrevista concedida à Revista Playboy, em 1980, John Lennon afirmou: "o primeiro verso era do Paul, mas que o restante era basicamente meu". McCartney também afirmou que John ajudou algo como "metade de uma linha".

À parte da discussão, Eleanor Rigby permanece como uma das mais reconhecidas e distintas canções dos Beatles, com sua letra contando sobre a solidão das pessoas mais velhas. A sua tradução começa: "Ah, olhe todas as pessoas solitárias", referindo-se, pelo meio da música, que ninguém presta atenção às pessoas solitárias. Ela também faz parte da fase de transição, continuando a transformação dos Beatles, que começaram com uma orientação Pop e gradualmente se tornaram uma banda de estúdio mais séria e experimental. Em dezembro de 1982 na cidade de Liverpool, foi esculpida uma estátua de uma idosa solitária, em homenagem à canção.

Não Posso Esquecer (No Puedo Olvidar)
Família Lima
Composição: T. Torrez/A. Talamantez/A. Grullon/versão: P. S. Valle



Desde que você me beijou
Nada é igual, tudo mudou
É como se fosse um vulcão
Explodindo o coração
Descobri em mim tanto amor
Que me tornei um sonhador

Escrevo cartas que não vou mandar
Digo coisas que nem sei falar

Talvez um beijo pra você
Não seja amor, nem tanto assim
Mas eu não posso esquecer
O que esse beijo foi pra mim

Talvez um beijo pra você
Não seja mais que ilusão
Mas eu não posso me enganar
O beijo foi de coração
Desde que você me olhou
Nada é igual, me sinto infeliz

Digo que está tudo bem
Mas meu olhar me contradiz
Escrevo cartas que não vou mandar
Digo coisas que nem sei falar

Talvez um beijo pra você
Não seja amor, nem tanto assim
Mas eu não posso esquecer
O que esse beijo foi pra mim

Talvez um beijo pra você
Não seja mais que ilusão
Mas eu não posso me enganar
O beijo foi de coração

São sonhos, delírios
Mistérios, nem sei explicar
São loucos, estranhos
Os sonhos, e assim vou te amar

***


A Familia Lima também apresenta um trabalho recheado de músicas italianas, demonstrando a evolução do grupo e sua ascensão musical.

Em 2007, a Família Lima lançou o álbum "Carmina Burana", que reuniu cantatas de 1937, da obra de Carl Off, e músicas compostas pelo integrante Lucas Lima. Um projeto inédito – com 70% das músicas em latim – com lançamento em duas etapas: a primeira no universo digital, pelo portal Uol, e a segunda no Auditório Ibirapuera (SP), com show de estréia no dia 7 de novembro de 2007, para imprensa e convidados.

Os carmina burana (do latim carmen,ìnis 'canto, cantiga; e bura(m), em latim vulgar 'pano grosseiro de lã', geralmente escura; por metonímia, designa o hábito de frade ou freira feito com esse tecido) são textos poéticos contidos em um importante manuscrito do século XIII, o Codex Latinus Monacensis, encontrados durante a secularização de 1803, no convento de Benediktbeuern - a antiga Bura Sancti Benedicti, fundada por volta de 740 por São Bonifácio, nas proximidades de Bad Tölz, na Alta Baviera.

O códex compreende 315 composições poéticas, em 112 folhas de pergaminho, decoradas com miniaturas. Atualmente o manuscrito encontra-se na Biblioteca Nacional de Munique. O compositor alemão Carl Orff, descendente de uma antiga família de eruditos e militares de Munique, teve acesso a esse códex de poesia medieval e arranjou alguns dos poemas em canções seculares para solistas e coro, "acompanhados de instrumentos e imagens mágicas”.

A gama expressiva de Carmina Burana estende-se da terna poesia do amor e da natureza, e da elegância burgúndia de uma “Cour d’amours”, ao entusiasmo agressivo (“In taberna”), efervescente joie de vivre (o solo de barítono “Estuans interius”), e à força devastadora do coro da fortuna cercando o todo. O latim medieval da canção dos viajantes eruditos é penetrado pela antiga concepção de que a vida humana está submetida aos caprichos da roda-da-fortuna, e que a Natureza, o Amor, a Beleza, o Vinho e a Exuberância da vida estão à mercê da eterna lei da mutabilidade. O homem é visto sob uma luz dura, não sentimental; como um joguete de forças impenetráveis e misteriosas. Esse ponto-de-vista é plenamente característico da atitude anti-romântica da obra.

Trata-se de uma coletânea de 24 canções, baseadas em textos medievais encontrados em 1803 em uma abadia na região da Alta Baviera. O que a Família Lima fez foi selecionar 18 destas músicas e inseri-las ao longo do disco, mas não em sua forma original. A partir da partitura original, elementos de rock & roll, jazz e música foram inseridos e, em muitos casos, até substituem os instrumentos sinfônicos, o que dá a músicas uma energia renovada e traz canções já consagradas para um contexto sonoro ainda mais contemporâneo.

Carmina Burana, além do CD com 24 faixas, conta também com um completo DVD. Nele constam making of da gravação, filmado durante o mês de julho de 2006, clipes das músicas Inverno, Carmina Burana – O Fortuna e Obsession, do Crossover (projeto paralelo de música eletrônica do violinista Amon-rá e o Dj Julio Torres, filmado ao vivo no Skol Beats 2006, o maior festival de música eletrônica do mundo), além da letra de todas as faixas do CD (com tradução), fotos de bastidores, informações sobre a capa do projeto, ficha técnica completa e agradecimentos.

Família Lima - O Fortuna - Clipe Oficial

 
Desde que conquistou o público com um repertório que inclui de Beethoven a MPB, a Família Lima tem feito vários Shows... envolvidos em turnês dentro e fora do Brasil, com uma agenda apertada de gravações, eles estão a mil por hora para mostrarem sempre em belo e carinhoso trabalho a seus fãs.

FONTE

SITE LETRAS.COM
Wikipédia - Música Eleanor Rigby
Wikipédia - Carmina Burana
Família Lima - PDF - Carmina Burana

Fagner


Raimundo Fagner Cândido Lopes (Orós, 13 de outubro de 1949) é um cantor, compositor, instrumentista, ator e produtor brasileiro. Mais jovem dos cinco filhos de José Fares, imigrante libanês, e Dona Francisca, Fagner nasceu na capital cearense, embora tenha sido registrado no município de Orós. Cearense de Orós, aos seis anos ganhou um concurso infantil na rádio local, cantando uma canção em homenagem ao dia das mães. Na adolescência formou grupos musicais vocais e instrumentais e começou a compor suas próprias músicas.

Venceu em 1968 o IV Festival de Música Popular do Ceará com a música "Nada Sou", parceria sua e de Marcus Francisco. Fagner tornou-se popular no estado e juntou-se a outros compositores cearenses como Belchior, Rodger Rogério, Ednardo e Ricardo Bezerra.


Fagner mudou-se para Brasília em 1971, classificando-se em primeiro lugar no Festival de Música Popular do Centro de Estudos Universitários de Brasília com "Mucuripe" (com Belchior).


Ainda em 71, Fagner foi para o Rio de Janeiro, onde Elis Regina gravou "Mucuripe", que se tornou o primeiro sucesso de Fagner como compositor e também como cantor, pois gravou a mesma música em um compacto da série Disco de Bolso, que tinha, do outro lado, Caetano Veloso interpretando "Asa Branca".


O primeiro LP de Fagner, "Manera, Fru-fru, Manera", veio em 1973 pela Philips, incluindo "Canteiros", um de seus maiores sucessos, música sobre poesia de Cecília Meireles. Mais tarde fez a trilha sonora do filme "Joana, a Francesa", que o levou à França, onde teve aulas de violão flamenco e canto.


De volta ao Brasil, Fagner lança outros LPs na segunda metade dos anos 70, combinando um repertório romântico a partir de "Raimundo Fagner", de 1976, com a linha nordestina de seu trabalho. Ao mesmo tempo grava músicas de sambistas, como "Sinal Fechado", de Paulinho da Viola.

Outros trabalhos, como "Orós", disco que teve arranjos e direção musical de Hermeto Pascoal, demonstram uma atitude mais vanguardista e menos preocupada com o sucesso comercial.


Nas décadas de 80 e 90 seus discos se dividem entre o romântico e o nordestino, incluindo canções em trilhas de novelas e tornando Fagner um cantor conhecido em todo o país, intérprete e compositor de enormes sucessos, como "Ave Noturna" (com Cacá Diegues), "Astro Vagabundo" (com Fausto Lindo), "Última Mentira" (com Capinam), "Asa Partida" (com Abel Silva), "Corda de Aço" (com Clodô), "Cavalo Ferro" (com Ricardo Bezerra), "Fracassos", "Revelação" (Clodô/ Clésio), "Pensamento", "Guerreiro Menino" (Gonzaguinha), "Deslizes" (Sullivan/ Massadas) e "Borbulhas de Amor".





O primeiro álbum da década, Pedras Que Cantam de 1991 teve como primeira canção de trabalho "Borbulhas de Amor", que tornou-se imediatamente sucesso nacional. O disco recebeu disco de platina tripla por vender 750 mil exemplares, e as canções "Borbulhas de Amor", "Pedras Que Cantam" e "Cabecinha no Ombro" ficaram durante oito meses nos primeiros lugares nas rádios do Brasil.


Fagner passou dois anos sem lançar um disco novo. Foram vinte meses de preparo até que o disco "Demais",  fosse lançado em maio de 1993. O disco revive os principais temas da Bossa Nova, com versões de canções de Vinicius de Moraes, Tom Jobim e Dorival Caymmi.


No ano seguinte lançou o disco Caboclo Sonhador, desta vez com clássicos do forró, com versões de canções de Dominguinhos, Luiz Gonzaga e vários outros. O disco não possui nenhuma canção de sua autoria.


Em 1995 fixou moradia em Fortaleza, e lançou mais um álbum: Retratos. O álbum recuperou canções do fim dos anos 1970, ainda não gravadas por Fagner.


O vigésimo álbum de sua carreira foi lançado em 1996 com o título de Pecado Verde. neste mesmo ano, Fagner completava 23 anos de carreira artística.


Em 1998, depois da Copa da França, Raimundo Fagner retornou a Fortaleza onde fez três shows de lançamento do disco ‘‘AMIGOS E CANÇÕES’’. O primeiro em um bar chamado ‘‘Caros Amigos’’ (8 de agosto) ao lado de artistas cearenses como Fausto Nilo, Paulo Façanha, Manassés, Ana Fonteles, Teti e Kátia Freitas. O ‘‘Mucuripe Ilhas’’ foi o palco do segundo (15 de outubro) e o ‘‘Parque do Vaqueiro’’ o terceiro show.


Tendo como partida o lançamento do elepê "MANERA FRU FRU, MANERA", em 1973, Raimundo Fagner completou em 1998, 25 anos de carreira artística com o CD duplo ‘‘AMIGOS E CANÇÕES’’ (BMG, No. 7432158704-2).


Como o título exemplifica, o disco reuniu alguns dos seus amigos, algumas regravações como Revelação (Clodo/Clésio, de 78), Semente (Fagner/Mário de Andrade, de 85), Distância (Fagner/Guilherme de Brito, de 95), algumas canções inéditas na voz de Fagner como Custe o Que Custar (Hélio Justo/Edson Ribeiro), Espere Por Mim, Morena (Gonzaguinha) e Horas Azuis (Fagner/Fausto Nilo), outras conhecidas em duetos, alguns fáceis de entender, outros nunca imaginados.


Na segunda categoria (nunca imaginados) estão Fábio Jr. em Eternas Ondas (Zé Ramalho), Fafá de Belém em Fracasso (Fagner), Emílio Santiago em Noves Fora (Belchior/Fagner), Nana Caymmi em Penas do Tiê (adaptação de Fagner), Zezé di Camargo e Luciano em Retrovisor (Fagner/Fausto Nilo) e Luiz Melodia em Sangue e Pudins (Fagner/Abel Silva).


Mas do que aceitáveis, os duetos que completam o disco representam boa parte da historia da música brasileira: Chico Buarque com Traduzir-se (Fagner/Ferreira Gullar), Ney Matogrosso em Retrato Marrom (Rodger Rogério/Fausto Nilo), Djavan em Mucuripe (Fagner/Belchior), Joanna em Saudade (Mário Palmério), Ângela Maria em Monte Castelo (Renato Russo), Ivan Lins em Quarto Escuro (Ivan Lins/Fagner), Milton Nascimento em Morro Velho e Zé Ramalho com Astro Vagabundo (Fagner/Fausto Nilo).


"Eles se tornaram meus grandes amigos" - comenta Fagner. É realmente uma grande comemoração. Pude gravar canções que queria há tempos. Além disso, gosto da alquimia das vozes e sei que os fãs também ficam felizes em ver seus cantores favoritos juntos."


Ainda na década de 1990 lançou Terral, que não possuía nenhuma canção de sua autoria. TERRAL - Gravadora: BMG (Nº 7432150061-2)- Lançamento: 1997 (CD).
Volta, Morena (João Lyra/Paulo César Pinheiro)
O Vendedor de Biscoitos (Gordurinha/Nelinho)
Os Sertões (Edeor de Paula)
Quero Voltar Pra Bahia (Paulo Diniz/Odibar)
Rela Bucho (Genésio Tocantins)
Forró do Tio Augusto (Luiz Vieira)
Mambo da Cantareira (Barbosa da Silva/Eloide Warthon)
Amor Pra Dar (Cecéu/Lindolfo Barbosa)
Espumas Ao Vento (Accioly Neto)
Terral (Ednardo)
Forró do Chiq-tak (Pinto do Acordeon/Aracílio Araújo)


Em julho de 1997, Raimundo Fagner lançou TERRAL (BMG, Nº 7432150061-2) o seu 21º disco solo. Lançado inicialmente no Ceará, o disco relembra o nome da canção mais famosa de Ednardo gravada por ele em 1973.


Produzido pelo próprio Fagner e seus amigos Alfredo Moura, Robertinho de Recife e Rildo Hora, o repertório do disco é variado e, embora parecido, é bem diferente dos anteriores. A baladinha Espumas Ao Vento, a primeira música de trabalho, estourou em todas as rádios do País e puxou o disco.

Gravado no AR Studios, Studio Lagoa, Estúdio Mega, com direção artística de Jorge Davidson, o disco tem onze faixas: Volta, Morena (João Lyra/Paulo César Pinheiro), O Vendedor de Biscoitos (Gordurinha/Nelinho), Os Sertões (Edeor de Paula), Quero Voltar Pra Bahia(Paulo Diniz/Odibar), Rela Bucho (Genésio Tocantins), Forró do Tio Augusto (Luiz Vieira), Mambo da Cantareira (Barbosa da Silva/Eloide Warthon), Amor Pra Dar (Cecéu/Lindolfo Barbosa), Espumas Ao Vento (Accioly Neto), Terral (Ednardo) e Forró do Chiq-tak (Pinto do Acordeon/Aracílio Araújo) e com a participação de Elba Ramalho.

Para Fagner "Terral é um vento que passou pelo Ceará, na década de 70, trazido pelo Ednardo. Ele tem todo um significado especial. A música dele abre o disco. Mas é um novo vento, diferente. O disco traz a lição de Gonzaga, fala em Luiz Vieira, Antônio Barros, Gordurinha, um dos pioneiros da música nordestina, Jackson do Pandeiro. A qualidade do trabalho de Gonzagão encobriu outros valores, que estavam escondidos. Meu disco se propõe a fazer um resgate dos ritmos, com uma produção mais esmerada.

Eu provoco desafios que ninguém provocou até hoje. Posso cantar o Nordeste, balada, brega junto do povão, tudo isso é motivo de crítica. E vejo isso como um tremendo provincianismo e um desrespeito às nossas qualidades e ao nosso talento. Sempre que chega um abestado de fora, falam "esse cara é um multi-mídia, faz tudo, assopra, chupa cana". Eles acham o máximo. Agora eu cantar o Nordeste , balada, estourar no Rio Grande do Sul a Manaus é motivo de crítica. Acham que eu não tenho identidade. Nunca padeci ao sabor da crítica que diz que eu virei brega, que eu não sou MPB. Acho que a mídia rotula muito. E quando não tem o que rotular eles ficam perdidos. Tenho consciência de que busquei, através da minha arte conhecer o meu Brasil.

Em qualquer aldeia que eu chegue neste País sou reconhecido. E isso me interessa muito mais do que ser reconhecido na Europa, nos Estados Unidos, em qualquer lugar. Eu amo o meu País. Prefiro chegar na minha cidade e estar tocando numa rádio do que alguém encher páginas de críticas, dizer que sou o máximo e usar termos que eu nem entendo muitas vezes. Sinto que sou uma coisa bem isolada de música brasileira, nesse contexto da tradição, de ser fiel a um determinado seguimento, a uma certa linha. Acho que existe um preconceito enorme no Brasil para quem tem um talento múltiplo."

O Vendedor de Biscoito
Gordurinha & Nelinho
do disco "Terral"

Eu sou o Zé Paraíba
Vim lá de riba só pra trabalhar
Pode me chamar de pau-de-arara
Se não vai com a minha cara
Que eu não vou ligar

Sou pai de família, sujeito honrado
Não compro fiado, não devo a ninguém
Não sou vigarista, eu acho isso feio
Não pego no alheio, pois não me convém

Talvez você não saiba, servi na Itália
Não tenho medalha, não sou Zé-Ninguém
Viver de trabalho é que eu compreendo
Por isso é que eu vendo biscoito no trem

eu sou o Zé Paraíba ...

Eu tenho um filhinho pequeno demais
Mas ele já faz o que vou lhe ensinar
Já assina o seu nome, já lê a cartilha
Já sabe que Brasília é a capitá

É um brasileirinho esperto e sadio
Não é um vadio, não ri de ninguém
Eu quero que na vida ele compreenda
Pra que ele não venda biscoito no trem.


Em 2001, gravou o álbum que tem o título apenas de Fagner. Tem canções em parceria com Zeca Baleiro, Fausto Nilo, Abel Silva e Cazuza. A parceria de Fagner e Zeca Baleiro rendeu uma série de shows pelo Brasil.


Em 2004, pela Indie Records, Fagner lançou o álbum Donos do Brasil.

Em 2007 Fagner lançou um CD em Fortaleza, em 2007. Em entrevista a revista QUEM, Fagner assume que já teve relacionamentos com homens. Questionado quanto a ser bissexual ele deixa claro que não gosta de rótulos.

Lançou "Uma canção no Rádio" em 2009.


CURIOSIDADES

Amo CANTEIROS na voz de Fagner.
Incentivada pela blogagem coletiva - HOJE É DIA DE CECÍLIA - fui atrás da verdadeira história dessa música/poema.

Marcha

As ordens da madrugada
romperam por sobre os montes:
nosso caminho se alarga
sem campos verdes nem fontes.
Apenas o sol redondo
e alguma esmola de vento
quebram as formas do sono
com a idéia do movimento.

Vamos a passo e de longe;
entre nós dois anda o mundo,
com alguns mortos pelo fundo.
As aves trazem mentiras
de países sem sofrimento.
Por mais que alargue as pupilas,
mais minha dúvida aumento.

Também não pretendo nada
senão ir andando à toa,
como um número que se arma
e em seguida se esboroa,
- e cair no mesmo poço
de inércia e de esquecimento,
onde o fim do tempo soma
pedras, águas, pensamento.

Gosto da minha palavra
pelo sabor que lhe deste:
mesmo quando é linda, amarga
como qualquer fruto agreste.
Mesmo assim amarga, é tudo
que tenho, entre o sol e o vento:
meu vestido, minha música,
meu sonho e meu alimento.

Quando penso no teu rosto,
fecho os olhos de saudade;
tenho visto muita coisa,
menos a felicidade.
Soltam-se os meus dedos ristes,
dos sonhos claros que invento.
Nem aquilo que imagino
já me dá contentamento.

Como tudo sempre acaba,
oxalá seja bem cedo!
A esperança que falava
tem lábios brancos de medo.
O horizonte corta a vida
isento de tudo, isento...
Não há lágrima nem grito:
apenas consentimento.
Cecília Meireles
http://www.geocities.com/fedrasp/cecilia-meireles.html



Canteiros
(Fagner, baseado no poema "Marcha" de Cecília Meirelles Músicas incidentais : Na hora do almoço (Belchior), Águas de Março (Antonio C. Jobim)dos discos "Manera Frufru Manera" e "Ao Vivo - Duplo" )
Quando penso em você
Fecho os olhos de saudade
Tenho tido muita coisa
Menos a felicidade
Correm os meus dedos longos
Em versos tristes que invento
Nem aquilo a que me entrego
Já me dá contentamento
Pode ser até manhã
Cedo, claro, feito o dia
Mas nada do que me dizem me faz sentir alegria
Eu só queria ter do mato
Um gosto de framboesa
Pra correr entre os canteiros
E esconder minha tristeza
E eu ainda sou bem moço pra tanta tristeza ...
Deixemos de coisa, cuidemos da vida
Senão chega a morte
Ou coisa parecida
E nos arrasta moço
Sem ter visto a vida
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um toco sozinho ...
São as águas de março fechando o verão
É promessa de vida em nosso coração
(www.fagner.com.br)

FONTE



http://www.raimundofagner.com.br

Fafá de Belem


Fafá de Belém, nome artístico de Maria de Fátima Palha de Figueiredo (Belém, 9 de agosto de 1956), é uma cantora e atriz brasileira. Filha do advogado e bancário Joaquim Figueiredo (Seu Fefê) - falecido em 1997 - e de Eneida, filha de uma família de políticos da região (Dona Dê). Fafá pertencia a uma família de classe média-alta da capital paraense e desde a infância destacava-se nas reuniões familiares com a voz afinada. Na adolescência já gostava de música e, em parceria com amigos, fez alguns espetáculos em bares e casas noturnas, fugindo de casa para realizar tal fato.


Em 1973 conheceu o baiano Roberto Satana, produtor do grupo Quinteto Violado e musical da Polygram, que a aconselhou a investir na carreira fonográfica. Incentivada por este, apresentou-se em alguns lugares como Rio de Janeiro, Salvador e em Belém. Nesse mesmo ano, estreou como cantora profissional no musical Tem muita goma no meu tacacá, que satirizou o cenário político da época. O espetáculo, estrelado no principal teatro de Belém, o Theatro da Paz, também contou com a participação especial do conterrâneo, o futuro ator Cacá Carvalho.


Como as cantoras de sua geração, foi fortemente influenciada por cantores consagrados da MPB como Maysa, Roberto Carlos, Cauby Peixoto e os grupos Jovem Guarda e The Beatles, ouvindo-os com entusiasmo, além de outros gêneros, como jazz, música clássica, e os grandes ídolos do rádio. Fafá de Belem começou sua carreira musical fazendo pequenas apresentações em eventos. 


Fafá ganhou reconhecimento nacional quando, em 1975, a música "Filho da Bahia", cantada por ela, foi introduzida na trilha sonora da telenovela Gabriela. Em 1975 teve o primeiro grande momento de sucesso com a canção Filho da Bahia (Walter Queiroz), que estourou nas rádios. A música, gravada exclusivamente para a trilha sonora da novela global Gabriela, também originou um clipe no programa Fantástico, da mesma emissora.


Na mesma época lançou o primeiro compacto, que continha as músicas Naturalmente (de Caetano Veloso e João Donato) e Emoriô (de Gilberto Gil e João Donato).


O primeiro disco, Tamba-Tajá, foi lançado em 1976 pela gravadora Polydor, e nos mostrou um repertório eclético, mas essencialmente brasileiro e que trouxe à cantora ainda muito ligada às suas raízes nortistas; no repertório, destaque, dentre outras músicas para os forrós Haragana (Quico Castro Neves) e Xamego (Luiz Gonzaga e Miguel Lima), as modinhas Pode entrar (Walter Queiroz) e a faixa-título (Waldemar Henrique) e o carimbó Este rio é minha rua (Paulo André e Ruy Barata). O álbum, que obteve excelente aceitação de crítica e público, arrebatou críticos como o normalmente exigente José Ramos Tinhorão, colunista do Jornal do Brasil, que a apontou como uma das melhores cantoras daquela geração.


O segundo trabalho, Água, de 1977, vendeu mais de cem mil cópias[6] e consagrou a cantora nacionalmente, a bordo de vários sucessos, dentre os quais a regravação do clássico Ontem ao luar (Catulo da Paixão Cearense e Pedro Alcântara), Raça e Sedução (ambas de autoria da dupla Milton Nascimento e Fernando Brant), e principalmente Foi assim e Pauapixuna (ambas dos compositores paraenses Paulo André e Ruy Barata).


No ano seguinte veio Banho de cheiro, com destaque, dentre outras, para Dentro de mim mora um anjo (Sueli Costa e Cacaso), Maria Solidária (Milton Nascimento e Fernando Brant), e Moça do Mar (Octávio Burnier e Ivan Wrigg). Conquistou ao longo da carreira muitos fãs, tendo como marcas registradas a apresentação descalça e com intensas interpretações que sempre animavam o público.


Em 1979 lançou seu maior sucesso até hoje, a música Sob medida (Chico Buarque). A música integrou o repertório de um dos discos considerados melhores em sua carreira: o eclético Estrela radiante, onde se alternou entre canções regionais e urbanas; outro grande sucesso deste disco foi a faixa-título, de autoria de Walter Queiroz.


Desde a década de 1960, quando surgiram os especiais do Festival de Música Popular Brasileira (TV Record), até ao final da década de 1980, a televisão brasileira foi marcada pelo sucesso dos espetáculos transmitidos; apresentando os novos talentos, registravam índices recordes de audiência.

Fafá participou do especial Mulher 80 (Rede Globo), um desses momentos marcantes da televisão; o programa exibiu uma série de entrevistas e musicais cujo tema era a mulher e a discussão do papel feminino na sociedade de então, abordando esta temática no contexto da música nacional e da inegável preponderância das vozes femininas, com Maria Bethânia, Fafá de Belém, Zezé Motta, Marina Lima, Simone, Rita Lee, Joanna, Elis Regina, Gal Costa e as participações especiais das atrizes Regina Duarte e Narjara Turetta, que protagonizaram o seriado Malu Mulher.



Em 1980 lançou o disco Crença, com destaque para a faixa-título (de Milton Nascimento e Márcio Borges), as canções Sexto sentido (Beto Fogaça e Hermes Aquino), Bicho homem (Milton Nascimento e Fernando Brant), Carrinho de linha (Walter Queiroz), Me disseram (Joyce) e Para um amor no Recife (Paulinho da Viola).


No dia 5 de março de 1981, capital paulista, aos 24 anos, Fafá deu à luz a sua única filha, Mariana de Figueiredo Mascarenhas Pereira, conhecida por Mariana Belém, nascida do casamento relâmpago que Fafá teve com o saxofonista Raul Mascarenhas. Com pouco tempo de namoro, Fafá engravidou, e eles foram viver juntos, mas poucos meses após o nascimento da filha, se separaram. Depois dele, e em pouco tempo, a cantora apareceu com outros namorados na mídia.


O nascimento de Mariana foi considerada a primeira "produção independente" às claras do Brasil, segundo alguns sexólogos e psicólogos, já que Fafá mesmo afirma que nunca quis casar-se oficialmente, apenas morar junto para ter um filho, mas não pensava em ficar numa mesma relação por muito tempo, apenas queria ser feliz no momento que deveria durar.

Poucos meses após o nascimento da filha, posou seminua em 1981 para a extinta revista Status Plus, em uma entrevista com Tom Jobim, mostrando toda sua boa forma, tendo tido filho há pouco tempo, mesmo sem ter feito dietas ou exercícios, o que surpreendeu positivamente o público.


No ano seguinte, em 1982, do disco Essencial (faixa-título de Joyce): Fafá se tornou famosa pela interpretação de duas músicas: Bilhete (Ivan Lins e Vitor Martins), da trilha da novela Sol de Verão de Manoel Carlos, e Nos bailes da vida (Milton Nascimento e Fernando Brant).


Fafá de Belém participou ativamente no movimento das Diretas Já a partir do comício de 16 de Abril de 1984. Fafá se apresentou gratuitamente em diversos comícios e passeatas, cantando de forma magistral e muito original, de entre outros temas, o "Hino Nacional Brasileiro", gravado no seu álbum Aprendizes da Esperança, lançado no ano seguinte. A célebre interpretação diante das câmeras para uma multidão que clamava pela redemocratização do país foi muito contestada pela Justiça, mas ao mesmo tempo foi ovacionada e aclamada pelo público. A partir daí, Fafá passou a ser conhecida como a "Musa das Diretas".


Numa entrevista dada ao jornal Folha de S. Paulo em 2006, Fafá declarou que Montoro e outros políticos do PMDB não queriam sua participação no movimento e que ela só passou a se apresentar por insistência de Lula. Na mesma entrevista, Fafá declarou ter sido muito próxima a políticos do PT, mas que sua relação com estes se definhou após ela ter declarado seu apoio a Tancredo Neves, a cuja candidatura o partido se opôs.4 Fafá foi de suma importância para o comício realizado em 10 de abril de 1984, pois foi ela quem conseguiu fazer com que Dante de Oliveira subisse ao palco do evento, alegando para os policiais presentes que ele era o percussionista de sua banda.


No ano seguinte transferiu-se para a independente Som Livre; o disco que marca sua estreia na nova gravadora leva seu nome. No repertório deste, destaque para as canções Menestrel das Alagoas (Milton Nascimento e Fernando Brant), composta em homenagem ao senador Teotônio Vilela, falecido naquele mesmo ano, e ainda Você em minha vida (Roberto e Erasmo Carlos), Aconteceu você (Guilherme Arantes) e Promessas (Tom Jobim e Newton Mendonça). Esta última foi o tema de abertura da última novela de Janete Clair, Eu Prometo.


Participou ativamente do movimento Diretas-Já em 1984, cantando, num momento antológico e polêmico, o Hino Nacional Brasileiro - gravado no LP Aprendizes da esperança, do ano seguinte; o repertório deste também incluiu as canções Doce magia, Coração aprendiz (Ronaldo Bastos) e um pot-pourri de lambadas (Lambadas I - Ovelha desgarrada/ O remador/ Não chore não/ Bom barqueiro), assim como os dois discos subsequentes - este ritmo se tornaria unanimidade no final daquela década. A célebre interpretação diante das câmeras para uma multidão que clamava pela redemocratização do país, foi muito contestada pela Justiça, mas ao mesmo tempo foi ovacionada e aclamada pelo público. A partir daí Fafá passou a ser conhecida como musa das diretas.


Valendo-se ainda do filão engajado da pós-ditadura e feminismo, cantou, ainda que com uma participação individual diminuta, no coro da versão brasileira de We Are the World, o hit americano que juntou vozes e levantou fundos para a África ou USA for Africa. O projeto Nordeste Já (1987) procurou angariar fundos para combater a enchente que se abatera sobre a região, unindo 155 vozes num compacto, de criação coletiva, com as canções Chega de mágoa e Seca d´água. Elogiado pela competência das interpretações individuais, o compacto foi no entanto criticado pela incapacidade de harmonizar as vozes e o enquadramento de cada uma delas no coro.


A partir de 1985, Fafá tomou um rumo em sua carreira, que foi bastante criticado pelos mais conservadores; ela passou a incluir no repertório gêneros mais popularescos, como sertanejo, brega e principalmente lambada, apesar de nessa década ela ter-se consagrado como cantora romântica, de timbre grave, forte, quente, encorpado e sedutor, e ter gravado outros estilos, como forró, bolero e guarânia.


Alheia às críticas, ela emplacou um sucesso atrás do outro. Nesse caminho prosseguiu com Atrevida (1986), que vendeu mais de 500 mil cópias [] graças ao sucesso da canção Memórias (Leonardo Sullivan), e trouxe também Meu homem (versão da própria Fafá para a balada "Nobody does it better", gravada originalmente por Carly Simon) e um samba-enredo (Rei no bagaço coisas da vida - de Osvaldo e Robertino Garcia, com citação de Samba do jubileu de ouro).


No ano seguinte veio Grandes amores, cujo maior sucesso foi a canção Meu dilema (Michael Sullivan e Leonardo Sullivan). 
No ano seguinte voltou à Polygram onde lançou o também criticado Sozinha, com destaque para Meu disfarce (Chico Roque e Carlos Colla).


Em 1989 assinou com a gravadora BMG que lançou Fafá, que trouxe as lambadas Chorando se foi e Conversa bonita (Chico Roque e Carlos Colla), os sucessos românticos Nuvem de lágrimas (Paulo Debétio e Resende) e Amor cigano (Michael Sullivan e Paulo Massadas) e ainda Coração do agreste (Moacir Luz e Aldir Blanc); esta última integrou a trilha de Tieta, de Aguinaldo Silva, Ana Maria Moretzsohn e Ricardo Linhares.


Dois anos depois, veio o disco Doces palavras, com destaque para Águas passadas e Coração xonado. A versão deste em CD trouxe três faixas-bônus, Eu daria minha vida (Martinha), A luz é minha voz e Dê uma chance ao coração (Michael Sullivan e Paulo Massadas). Estas não haviam entrado no LP original por problemas de espaço.


Na década de 2000, lançou Maria de Fátima Palha Figueiredo (2000), que trouxe diversas canções consagradas românticas da MPB e ainda as regravações de Meu nome é ninguém (Haroldo Barbosa e Luiz Reis - já havia sido gravada anteriormente com Miltinho), Foi assim e Sob medida, assim como Piano e voz (2002), na mesma linha de Fafá ao vivo, Fafá de Belém do Pará - O Canto das águas (2003), que trouxe um repertório essencialmente brasileiro, destacando culturas nortistas onde todas as canções são de autoria de compositores conterrâneos seus, sendo que algumas músicas ela já havia gravado anteriormente (Pauapixuna, Este rio é minha rua e Bom dia Belém - espécie de hino da capital paraense, composta Edyr Proença e Adalcinda), e Tanto mar (2004), um tributo a Chico Buarque que contou com a participação do próprio na canção Fado tropical.


Em 2007, lançou Fafá de Belém ao vivo, que rendeu seu primeiro DVD, e foi lançado pela gravadora EMI - única multinacional que ainda não havia editado um disco de Fafá. Há pouco tempo aceitou o desafio de ser atriz e atuou como a personagem Ana Luz na telenovela da Rede Record Caminhos do Coração, do autor Tiago Santiago.

Fonte:


Isaura Garcia


E daí?
by Isaura Garcia
(bossa nova, 1959) - Miguel Gustavo

Proibiram que eu te amasse
Proibiram que eu te visse
Proibiram que eu saísse
Ou perguntasse a alguém por ti

Proíbam muito mais
Preguem avisos
Fechem portas
Ponham guizos
Nosso amor perguntará:
E daí, e daí?

Daí, por mais cruel desilusão
Eu continuo a te adorar
Ninguém pode parar meu coração

Proibiram que eu te amasse
Proibiram que eu te visse
Proibiram que eu saísse
Ou perguntasse a alguém por ti

Proíbam muito mais
Preguem avisos
Fechem portas
Ponham guizos
Nosso amor perguntará:
E daí, e daí?

Daí, por mais cruel desilusão
Eu continuo a te adorar
Ninguém pode parar meu coração

Que é teu, todinho teu
Somente teu, todinho teu
Somente teu

Conhecida como Isaurinha Garcia, (São Paulo, 26 de fevereiro de 1923 - São Paulo, 30 de agosto de 1993), Isaura Garcia, mais foi uma das maiores cantoras da MPB, com mais de 50 anos de carreira ela foi considerada a Edith Piaf brasileira. Gravou mais de 300 musicas.

Nasceu no bairro do Brás, em São Paulo, e aprendeu a cantar engarrafando vinho na loja da família. Foi lá que começou a demonstrar talento musical: enquanto trabalhava, ia cantando.


Isaura Garcia cantou em programas consagrados e em boates, lançando sucessos como: "Mensagem(Aldo Cabral/ Cícero Nunes) e "De Conversa em Conversa" (Lúcio Alves/ Haroldo Barbosa). 


Gravou vários discos dedicados a compositores: "Martinho da Vila e Dolores Duran na Voz de Isaura Garcia", "Ary Barroso e Billy Blanco na Voz de Isaura Garcia", "Chico Buarque e Noel Rosa na Voz de Isaura Garcia". Blota Júnior, famoso radialista e apresentador de televisão da época, cunhou o slogan: “Isaurinha, A Personalíssima”, que foi usado como título do primeiro LP de Isaura.


Em 1936, aos13 anos Isaura foi ao programa A Hora da Peneira, da Rádio Cultura, com a mãe (Amélia, irmã do pintor José Pancetti) mas nenhuma das duas chegou a se classificar.


Um ano depois fez nova tentativa, na Record, cantando "Camisa Listrada" no programa de calouros Clube Quá-Quá Quarenta, de Otávio Gabus Mendes. Foi contratada pela emissora, e trabalhou em dupla com o cantor Vassourinha (para shows e apresentações em circos), antes de entrar no rol de estrelas do rádio.

Mensagem, participação Roberto Carlos

Começou sua carreira em 1938 depois de um concurso da Rádio Record, tendo sido no mesmo ano contratada pela emissora paulista, na qual permaneceu durante toda a carreira. Carmen Miranda e Aracy de Almeida, são as duas cantoras que influenciaram seu estilo. Sua primeira gravação, um jingle para o saponáceo Radium, despertou atenção para seu estilo de cantar.


Na Columbia, do Rio de Janeiro, gravou em 1941 o primeiro disco, com Chega de tanto amor (Mário Lago) e Pode ser (Geraldo Pereira e Marino Pinto). No mesmo ano, lançou outros discos com A baratinha (Antônio Almeida), Eu não sou pano de prato (Mano Lago e Roberto Martins), Aproveita beleléu (Marino Pinto e Murilo Caldas) e O telefone esta chamando (Benedito Lacerda e Popeye do Pandeiro).


Em 1942, na Victor, obteve os primeiros sucessos em disco, com Aperto de mão (Meira, Dino e Augusto Mesquita), Teleco-teco (Murilo Caldas e Marino Pinto) e Sorriso de Paulinho (Gastão Viana e Mário Rossi), lançados no ano seguinte.



Ainda em 1943, gravou Duas mulheres e um homem (Ciro de Sousa e Jorge de Castro).

Em 1945 lançou Barulho no morro (Roberto Martins) e, no ano seguinte, o samba de Aldo Cabral e Cícero Nunes "Mensagem", que se tornaria um dos clássicos de seu repertório.



Em 1947 interpretou, com Os Namorados da Lua, o samba de Lúcio Alves e Haroldo Barbosa De conversa em conversa, outro grande êxito. Nessa época, tinha popularidade nacional e era uma das estrelas da Rádio Record. Costumava apresentar-se também no Copacabana Palace Hotel e no programa César de Alencar, da Rádio Nacional, do Rio de Janeiro, além de realizar excursões por outros Estados.



Também grande era o êxito que alcançava com as gravações na Victor: a toada Marrequinha (Denis Brean e Raul Duarte), o choro Velho enferrujado (Gadé e Valfrido Silva) e o baião Pé de manacá (Hervé Cordovil e Marisa Pinto Coelho), cantado em dupla com Hervé, foram os sucessos de 1950.

Em 1953 foi eleita a primeira Rainha do Rádio Paulista. Continuou na Victor até 1956 e, nesse ano, transferiu-se para a Odeon, estreando com o samba Mocinho bonito, de Billy Blanco.

No ano seguinte, gravou seu primeiro LP (10 polegadas), A personalíssima, com arranjos de Luís Arruda Pais; o título do LP aludia ao cognome que recebera de Blota Júnior, animador da Record. Entre outras faixas, estavam no LP Mocinho bonito (Billy Blanco), Deixa pra lá (Vinícius de Moraes), Contra senso (Antônio Bruno), Se Deus me desse (Alfredo Borba) e Contando estrelas (Alfredo Borba e Edson Borges).



Numa excursão a Recife/PE, em meados da década de 1950, conheceu o organista Walter Wanderley, com quem se casou e teve a filha, Mônica.


Com Walter Wanderley, organista de muito sucesso que renovou a bossa nova com seu talento e ate hoje esta presente em 30 países, Isaura gravou alguns LPs, entre eles Sempre personalíssima, com Feiúra não é nada (Billy Blanco) e E daí? (Miguel Gustavo); Saudade querida, que incluia Ninho do Nonô (Denis Brean) e Corcovado (Tom Jobim); A pedida é samba, com destaque para Palhaçada (Haroldo Barbosa e Luiz Reis) e Que é que eu faço (Ribamar e Dolores Duran); Sambas da madrugada, incluindo Ah! Se eu pudesse (Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli ); e Atualíssima, com Errinho à-toa (Ronaldo Bôscoli e Roberto Menescal), este de 1963.

Em 1969 gravou, na Continental, dois LPs: Martinho da Vila e Dolores Duran na voz de Isaura Garcia e Ary Barroso e Billy Blanco na voz de Isaura Garcia. Nesse ano participou do V FMPB, da TV Record, de São Paulo, defendendo a canção Primavera (Lupicínio Rodrigues e Hamilton Chaves). Em 1970 lançou Chico Buarque e Noel Rosa na voz de Isaura Garcia, e aposentou-se da Rádio Record.

Em 1973 gravou para a Continental o LP Isaura Garcia, em que se destacavam as faixas Desmazelo (Antônio Carlos e Jocafi), De conversa em conversa e Mensagem, estas duas em sua terceira gravação.

Em 1987 a gravadora Eldorado lançou "Isaura Garcia - Documento Inédito", incluindo, entre outras, músicas de Dorival Caymmi e Roberto Carlos e Erasmo.

Apresentava-se em shows na Igrejinha, na Casa de Badalação e no Tédio, em São Paulo.



FONTE